A derrota por 1 a 0 sofrida pelo Coritiba contra o Botafogo, não reflete o que foi a partida. Saiu barato para o Coxa. Não bastasse a “fase tender” do goleiro Arthur. A fila de pacientes no departamento médico é interminável, inclusive os que estiveram em campo pareciam estar todos enfermos.
A paciência da torcida coritibana acabou no ano passado. Quinta-feira (19), nas arquibancadas, as críticas sobressaíram-se aos elogios e gritos de incentivo. Afinal, não havia o que elogiar. O volante Túlio foi o único jogador do Coritiba a ser aplaudido em campo. Não porque fez uma grande partida. Mas porque em comparação aos outros treze jogadores, do time paranaense, que entraram no jogo, foi o único que quis a vitória e procurou espaços na excelente marcação do Botafogo.
A equipe carioca fez o que tinha que fazer. Marcou e encurtou ao máximo os espaços do Coritiba em campo. Chegou ao gol, logo no começo da partida, numa jogada de contra-ataque. E foi assim que jogou o restante do tempo. Marcando em cima e partindo rápido ao ataque.
Claro que o Botafogo tem todos os méritos por impor uma marcação rígida sobre o adversário. A falha do Coritiba foi aceitar passivamente esta marcação. O time não procurou espaços e não conseguiu ganhar na velocidade da marcação, em linha, de três volantes botafoguenses. Não esboçou qualquer domínio ou reação durante toda a partida. Pior que o primeiro tempo só mesmo o segundo. Foi de dar sono. No mínimo desanimador para a torcida alviverde. O jogo contra o Paranavaí no domingo, antes uma certeza de vitória, agora assusta os torcedores, que temem ver o Coritiba fora da disputa pelo título.
Quanto ao treinador Guilherme Macuglia, nunca se “engoliu” sua contratação. Apesar de ter passado quinze jogos invictos e nunca ter perdido um clássico paranaense. Depois de duas derrotas consecutivas, há argumentos para a demissão do treinador. Se o pior acontecer no domingo, contra o ACP, será quase impossível a permanência do técnico. O Coritiba estará reiniciando um trabalho, há menos de um mês do inicio do campeonato brasileiro. Mas apesar dos altos e baixos do time, e as constantes mudanças no elenco, há um remédio para a eminente crise: café. E, a propósito, vale o trocadilho com o goleiro reserva do Coxa.

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