quinta-feira, 5 de abril de 2007

Assim Não Dá! Assim não Pode!


Tudo conforme o script. Maracanã lotado, Romário em campo, jogo contra o Gama. Luz, câmera, ação. Corta! O time do Vasco não ensaiou direito. Queriam começar o jogo pelo gran finale. Esqueceram porque a platéia havia comparecido. Todos queriam que Romário ganhasse o prêmio, mas ele não valeria nada, se o time inteiro não fosse premiado.
Em torno de toda a expectativa do milésimo gol, o time do Vasco parece ter esquecido o real objetivo da partida. Vencer. O adversário não era dos melhores, mas sabia o que queria. Romário só precisava de um gol, e o Gama só precisava de uma vitória. E no último lance do jogo, eles protagonizaram um daqueles finais comoventes. As lágrimas despencaram por toda arquibancada. Faltou lencinho no Maracanã.
A torcida foi ao estádio ver seu ídolo maior chegar à marca histórica. Mas foram, principalmente, para ver o Vasco, torcer pelo Vasco. Não existe o Club de Regatas Romário. Vão-se os anéis, ficam os dedos. Vão-se os jogadores, fica-se o clube, a torcida, a instituição. E talvez, de todos em campo, Romário seja o menor culpado da derrota. Pois, ele jogou como tem jogado nos últimos anos. Dentro da área, esperando para finalizar.
Ninguém esperava que ele viesse buscar a bola no meio de campo. Incompreensível foi a maneira do time do Vasco forçar as jogadas em cima do Baixinho. Eles pensaram que os zagueiros iam dar licença? Romário era com certeza o jogador mais bem marcado em campo. Bastava o time jogar para ganhar, como fez contra o Flamengo. O gol 1000 iria acontecer, como deve, naturalmente. Vexame do time do Vasco, do técnico Renato Gaúcho. Vergonha para todos os vascaínos. E sorte para aqueles que estão torcendo pelo gol apoteótico de Romário. Se ele fosse marcado na partida contra o Gama, seria um daqueles que podem ser cortados da lista.

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