"São Pedro perguntou ao Senhor. O Deus, por que o em todos os continentes, em todos os paises tem uma desgraça da natureza e no Brasil não. Deus respondeu a São Pedro. Você verá os politicos que eu colocarei lá".
Não é somente este nosso castigo, ao abrir a página do globoesporte.com as noticias são as seguintes "Josiel, o artilheiro do Brasileiro, deve estar fazendo seu último jogo pelo Paraná" e a outra "Pet tem propostas de 3 grandes clubes brasileiros e mesmo recebendo propostas de Catar e Árabia, quer permanecer no Brasil. Isto é um castigo para nós, Josiel além de artileiro vem jogando um bom futebol ao passo que Pet a algum tempo não joga nada. Pois é ficaremos roendo osso e venderemos o mignon.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Carta de Dispensa de Robinho
Prezado Dunga, Venho através de carta, meio mais eficiente de faze-lo, pedir o meu desligamento da seleção brasileira na Copa América. Não irei alegar cansaço, como fizeram Ronaldinho e Kaká, serei o mais sincero possível. Não poderia me apresentar na data estipulada, pois tenho um título internacional a disputar, portanto prefiro nem ir. Acho que a minha apresentação, depois dos demais convocados, seria interpretado como um privilégio, diante de toda polêmica criada.
Não posso negar que esteja um pouco estafado depois dessa temporada. Além disso, sem me dar conta da data da competição, acabei marcando alguns compromissos inadiáveis. Pretendo acompanhar de perto a seleção de hóquei sobre a grama no Pan-Americano do Rio de Janeiro e também fui convidado pelo Ronaldinho para um pagode em Barcelona, espero que como homem o treinador entenda, que vai pintar uma mulherada nessa festa. Isso sim é imperdível. Assim como o final da novela global das sete horas, a trama está emocionante e por isso não posso perder o capítulo final.
Não estou desdenhando a seleção, nem a minha pátria. Visto a camisa verde e amarela com muito orgulho. Mas do jeito que estão as coisas na Venezuela prefiro me resguardar. Porque assim como meu companheiro Zé Roberto, também temo por seqüestros, afinal já passei por isso com a minha mãe. Esse ponto, o professor talvez não compreenda, e espero que nunca chegue a compreender. Mas saiba que estarei me preparando para a Copa do Mundo de 2010, falo isso com a certeza que você será nosso comandante em busca do hexa. Por fim espero que não haja ressentimentos. Só peço para que você não faça cara feia. Porque cara feia para mim é fome. Espero também que essa seja uma correspondência privada, divulgá-la seria muito embaraçoso. Para o senhor, é claro.
Boa sorte na Copa das Américas, estarei torcendo por vocês. E se você não tiver nenhuma idéia sobre quem convocar para a minha posição, ligue para o meu empresário, o Wagner, ele terá uns nomes bons para indicar. Mande um abraço para o Jorginho.
Atenciosamente,
Robinho
Criador e Criatura

Foi um verdadeiro tcheca-tcheca na La Bombonera, 3 a 0, e sem a devida proteção lubrificada. E por falar em tcheca, o meia Tcheco do Grêmio, literalmente, deu as costas para o Boca Juniors. Há tempos um jogador não se acovardava tanto diante da nação bicolor argentina. Já a camisa 10, pelo lado dos hermanitos, foi espetacular. Riquelme dessa vez não amarelou. Mas o Grêmio...
Vibração para toda torcida colorada. O comentarista e ex-jogador do Internacional, Falcão, foi um gato preto para o Grêmio. Mas verdade seja dita, cada torcida tem o time que merece. Os gremistas tanto fizeram para que fossem inevitáveis as comparações ao futebol argentino, que acabaram caindo, sentados, diante (ou de costas) dos seus maiores ídolos. Não há muito para falar do jogo pelo lado do tricolor gaúcho. A não ser algumas investidas de Carlos Eduardo e Lúcio pela esquerda, mas nada que possa figurar nos melhores momentos da partida. Festa mesmo ficou para o lado dos visitantes. Muito, muito mesmo, papel picado e papel higiênico voando das arquibancadas antes do inicio da partida. Na platéia, além de Maradona, o diretor americano Francis Ford Coppola, que acabou vendo uma atuação à la Vito Corleone dos argentinos.
Mas será um alento para torcida gremista perder o título para o Boca. Aliás nada mais natural do que o professor vencer o pupilo. Eles ainda terão a honra de receber Maradona nas tribunas do Olímpico. O jogador argentino, segundo uma faixa exposta pela torcida gaúcha, é gremista e ainda por cima foi melhor que Pelé. Portanto, ao Grêmio o que é do Grêmio. Não haverá tristeza em Porto Alegre. Se o Boca Juniors vencer a Libertadores, será como se o próprio Grêmio estivesse levantando a taça. Sobrarão aplausos e reverências aos hermanitos, que foram tão gentis, carinhosos e ligaram no dia seguinte para os tricolores.
O leitor pode estar percebendo uma contradição do blogueiro, tendo em vista posts anteriores. Pois bem, justo eu, que tanto fiz para que as comparações entre o Grêmio e o futebol argentino se resumissem a avalanche nas arquibancadas, tive que engolir minhas palavras junto com a faixa, desrespeitosa desmemoriada, da torcida gremista. Afinal o que é pior do que um argentino que ache que Maradona foi o melhor? Um brasileiro que ache isso. Se há realmente identificação com o futebol e com tudo que a Argentina tem para oferecer, sou a favor de que seja reaberta a discussão sobre o movimento “O Sul é meu país”, se algumas alterações na divisão fossem refeitas. Por exemplo, mudar o título do movimento para “O Rio Grande do Sul é meu país”. Afinal Santa Catarina e Paraná não tem nada a ver com isso. Dividir as fronteiras e entregar o território ao governo argentino, com a condição de que as louras e os churrasqueiros permaneçam em território brasileiro.
Defendi o Grêmio em respeito ao futebol brasileiro, acabei sendo apunhalado, mas de frente. Ao escrever sobre futebol, devemos tomar alguns cuidados como nos campos de batalha. Nunca confiar em ninguém e não dar as costas ao inimigo. Essa última lição vale também para o time gremista, a não ser, é claro, que eles gostem.
Terrir
A Era Dunga na seleção brasileira é um pesadelo para a maioria dos torcedores. Felizmente, todo esse temor é compensado por boas risadas. Não há como conter o riso diante das inúmeras situações cômicas que a comissão técnica criou nestes últimos meses. É inevitável que se faça piada dessa seleção, o próprio treinador já tem nome de personagem de desenho animado. Um prato cheio para trocadilhos. Não há como culpar os humoristas de plantão. Quando o Brasil perdeu para Portugal, pouco se falou sobre a derrota, feio mesmo foi a camisa estilo Augustinho que o Dunga vestia sob um inverno gélido. Durante dias o técnico teve que explicar mais sobre sua opção fashion do que a respeito do resultado adverso. O técnico Dunga acabou virando notícia na imprensa especializada em moda e ganhou as passarelas. Mas para o torcedor adepto do bermudão e camiseta de futebol, avesso a alta costura e outras frescuras, aquilo mais parecia um nariz vermelho de palhaço. Foi realmente hilário. A camisa, não o jogo.
Quando todos já haviam esquecido do modelito “by Dunguinha”, vieram os pedidos de dispensa de Kaká e Ronaldinho. Para mostrar punho firme e comando a todos, o técnico resolveu expor publicamente a justificativa dos jogadores. Dunga veio a público condenar a deserção, prometeu punição e clamou que na seleção dele só jogaria quem quisesse realmente jogar. A vingança não tardou e os dois acabaram sendo convocados para os amistosos diante de Inglaterra e Turquia. E ainda por cima foram titulares no primeiro jogo. No final das contas, o castigo aos dois jogadores foi na verdade um prêmio. Jogaram na reinauguração do estádio de Wembley, em Londres, e foram poupados de visitar a Venezuela de Hugo Chávez.
Logo em seguida, Dunga resolveu convocar Zé Roberto para Copa América. O ex-jogador do Santos prontamente recusou o convite. O que não foi de se espantar, afinal, para quem tem medo de morar na cidade de Santos, Caracas não é um lugar muito convidativo. Sobraram criticas do treinador a mais um desertor. O técnico quis até entrar no mérito da segurança pública no Brasil. Mas dessa vez a piada foi de mau gosto. Ninguém riu.
Mas quando Dunga parecia estar perdendo a platéia, eis que surge mais uma “grande” polêmica. Robinho não se apresentou na data programada porque vai disputar a última rodada do campeonato espanhol, valendo o título, pelo Real Madrid. É hora da CBF entrar no assunto. Protestos, cartas e ameaças para Robinho e para Fifa. Mas quando a opinião pública, com exceção dos catalães, entendeu o motivo do atraso, prontamente o técnico Dunga retirou suas idéias malignas de punição ao jogador, e deixou a briga para CBF e Real Madrid.Todo mundo sabe já sabe quem vai ganhar essa “picuinha” criada pelos dirigentes brasileiros. “Mas Stanislaw, o quê há de engraçado nisso?”. É impagável a expressão do técnico Dunga a cada desmando dos seus comandados. Ninguém mais respeita ele. A cada revés que toma nos bastidores, o treinador tenta manter a postura de como quando era jogador, capitão, valente e brigador. Mas mal ele se levanta e já toma outra rasteira. E acaba que não consegue manter a pose. O problema é que ninguém ri com ele. Ri dele.
Chega de desviar a atenção dos torcedores com números humorísticos, futebol que é bom, até agora nada. Reitero meu pedido por um técnico experiente, não uma atração de picadeiro. Parece que vai ser inevitável, e até um pouco infame, mas um jornal ou site por aí vai estampar uma manchete antes do final da Copa América: “Eu vou, eu vou, para casa agora eu vou...”.
domingo, 10 de junho de 2007
Verde de Primeira
O Atlético/PR perdeu o segundo jogo seguido em casa, desta vez para o Goiás, e foi de goleada. O time esmeraldino fez e aconteceu dentro da Arena da Baixada, chegou todas as vezes com facilidade ao ataque. O sistema defensivo do Furacão só assistiu o Goiás jogar. Mais uma vez o técnico Vadão posicionou mal seus defensores. E o inexperiente goleiro Guilherme, mais uma vez tentou dar uma de Fábio Costa “Grace” – goleiro e praticante de jiu-jtsu. No lance do segundo gol dos goianos, o arqueiro saiu atrasado e, como não achou a bola, acertou as pernas do atacante Welliton. Sorte de Guilherme que o centroavante estava mais preocupado em fazer o gol do que em causar a sua expulsão, afinal o goleiro era o último homem.Se a defesa esteve péssima, o ataque nada produziu. No melhor lance de gol, em toda partida, para o Atlético/PR, Evandro pegou um rebote dentro da pequena área e conseguiu a façanha de acertar o travessão. Fora isso, Denis Marques caía pelas laterais, mas não conseguia achar jogo, ou melhor, não procurava. Alex Mineiro ficou estático no ataque e perdeu todas as bolas que recebeu. Pior que a derrota, foi o fiasco do time dentro de campo. E motivos de sobra para a torcida vaiar Vadão e seus comandados.
Para o Goiás, o jogo foi pra lá de fácil. Os três gols que a equipe marcou, saíram barato, em comparação as chances criadas pelo ataque. O técnico Paulo Bonamigo já está acostumado a enfrentar o Atlético/PR, afinal foi treinador do rival, Coritiba, em outras oportunidades. Mas parece que é o técnico rubro-negro, que não está acostumado a dirigir seu time, mesmo depois de tanto tempo. Só porque do outro lado o time era verde e treinado pelo Bonamigo, não significava que ia ser fácil...
Já faz algum tempo que a torcida pede a demissão do treinador. O futuro de Vadão no Atlético está mais para indesejado do que incerto.
De Ponta Cabeça
Antes de começar o Brasileirão, inúmeras listas apontavam os favoritos ao título, a vaga na Libertadores e possíveis rebaixados. Mas depois de cinco rodadas, tudo está do avesso. É claro que o campeonato só está começando e em apenas uma rodada tudo pode mudar. Mas alguns resultados não deixam de ser surpreendentes nesses primeiros jogos.A hegemonia são-paulina, como favorito ao bicampeonato, está indo cada vez mais para o ralo, o time não tem conseguido nem vencer em casa. Alguns apostavam no Flamengo, mas o time está, no momento, na porta da zona de rebaixamento. Isso sem falar do Santos de Luxemburgo, tudo bem que eles estavam na Libertadores, mas agora são águas passadas e a situação do time na tabela pode piorar. Alguns, pasmem, acreditavam que o Sport ia batalhar pelas primeiras posições, mas até agora, ele só surge mesmo é como candidato a mais uma temporada na divisão de acesso.
E onde há perdedores, há sempre vencedores. As surpresas não deixam de ser menos espantosas. O Paraná Clube está lá na frente, de novo, e vem jogando muito bem no ataque, o problema do time é a sua defesa. O futebol carioca, com exceção do Flamengo, vai muito bem, obrigado. Mas o que ninguém esperava, nem o mais fiel dos corintianos, era o Corinthians invicto nas primeiras cinco rodadas. O Timão foi as compras no interior de São Paulo, todo mundo duvidou dos nomes que o time apresentava. Ressuscitou o técnico Carpegiani, para desespero da fiel torcida. Agora tem corintiano rindo à toa. O elenco pode não ser tão estelar quanto o de 2005, mas há muito tempo o Corinthians não tinha um time tão corintiano como este.
Não precisa pensar muito para chegar a conclusão de que o Brasil tem o melhor campeonato nacional do mundo. Se falta dinheiro, planejamento e transparência, sobra talento. Não é por acaso que somos o maior mercado tipo exportação do mundo. A competição nacional, como conhecemos hoje, é disputada a apenas 35 anos, mas já temos 17 campeões – contando o título do Sport Recife em 1987. No campeonato inglês, por exemplo, mais antigo do mundo com 116 disputas, apenas 23 clubes levantaram a taça.
É um tiro no escuro fazer previsões do futebol brasileiro. Em um campeonato de pontos corridos, onde 20 times disputam o título, há muita tradição na camisa destes clubes. O líder de hoje, pode ser o rebaixado no final e vice-versa. Dificilmente as posições na tabela se manterão daqui a cinco rodadas. Mas será que, agora, alguém arrisca um palpite?
sábado, 9 de junho de 2007
Rescopa
Ganhar um título é bom demais. Ao ver seu time levantar o troféu, seja ele qual for, o torcedor tem mesmo que gritar a plenos pulmões: “É, campeão!”. A Recopa Sulamericana foi o que restou ao Internacional este ano. Muito pouco diante das pretensões do atual campeão mundial. E como desgraça pouca é bobagem, os Colorados tiveram que ver o rival, Grêmio, comemorar o título gaúcho. E ainda por cima, o tricolor está na final da Libertadores. A vida dos Colorados não está sendo fácil. Eles foram do céu ao inferno em apenas três meses. O Internacional não chegou, sequer, na semifinal do estadual e ainda foi eliminado na primeira fase da Libertadores. Pior que isso,é ver seu maior rival, e principal alvo de chacotas, triunfar nas duas competições. O título da Recopa não é suficiente para mascarar os fracassos do time. Até agora o Inter só ganhou uma partida, das quatro disputadas, no Campeonato Brasileiro. Os jogadores que saíram no ano passado, não foram substituídos a altura. A diretoria especula demais, mas não apresenta nenhum reforço que sirva de alento para os torcedores. Perdeu o técnico Abel Braga e para o seu lugar trouxe Gallo. E até agora ele não mostrou à que veio.
De todos os títulos que o Internacional disputou este ano, a Recopa foi o menos expressivo, e o único que o time conseguiu levar. O torcedor tem mais que comemorar. Mas se o Grêmio vencer a Libertadores, esse troféu não vai servir nem de argumento. E pior, eles podem ganhar a mesma taça no ano que vem. Portanto, é bom ir vestindo o azul e amarelo do Boca Juniors para torcer por Riquelme e seus hermanitos. Além de ir ensaiando o coro que irá soar na Bombonera: “Tcheco hijo del puta! Macaquitos del Brasil!”
Título dos Amarelos
Os campeonatos nacionais europeus são disputados por três, no máximo, quatro times. A diferença do campeão para o quinto colocado costuma superar os quinze pontos na tabela de classificação. Na Espanha não é diferente. Barcelona, Real Madrid e Valencia são os virtuais campeões já no começo da temporada, e todo ano tem um “bicão”, mas que não costuma levar a taça. Esse ano o intruso é o Sevilla.Depois de uma temporada em que alternaram na liderança Barcelona e Sevilla, ela chega a sua última rodada com o Real Madrid a uma vitória do título espanhol. É claro que o Barça quer levantar o tricampeonato e que o Sevilla quer ganhar um nacional depois de 51 anos. Assim como o Real quer acabar com um jejum de três temporadas. Mas parece que ninguém quer vencer este campeonato.
Ao longo de toda a temporada, sempre que algum time tinha a chance de disparar na frente da tabela classificação, acabava tropeçando. O que acabou deixando a disputa pra lá de emocionante, mas irritante para os torcedores. Neste sábado (8), o único que dependia de suas próprias forças era o Real Madrid, mas o time merengue apenas empatou com o Zaragoza, fora de casa. Seria a perda do título, não fosse o conformismo do Barcelona diante do Espanyol, e a “síndrome de anão” do time do Sevilla, no confronto contra o Mallorca.
Justiça não é a palavra que mais se encaixe no futebolês, mas a penúltima rodada do espanhol coroou o único time, entre os três que disputam o título, que jogou com postura de campeão. Enquanto o Real Madrid literalmente correu atrás do placar, sempre adverso, contra o Zaragoza, Barça e Sevilla cadenciaram as partidas que podem definir o trabalho de toda a temporada. O time catalão se lamuriava pela eliminação na Copa dos Campeões e o Sevilla se preocupava com o título da Copa da UEFA. Foi quando o técnico do Real Madrid, Fábio Capello, finalmente saiu da lista de demissões da imprensa para fazer o que sabe de melhor, montar uma equipe campeã. Capello é um caso típico de treinador que precisa de tempo para trabalhar, no caso dele esse tempo não é muito longo. Mas o Real Madrid não chega a um passo do título apenas por méritos próprios. O descaso do Barcelona, principalmente, em partidas decisivas, ajudou seu maior rival nesse revés a poucas rodadas do fim. O time de Ronaldinho Gaúcho e cia, neste ano, nunca combinou tanto com a cor do seu segundo uniforme, AMARELO.
Caso a justiça resolva agir mais uma vez nos campos espanhóis, o Real Madrid levanta mais um nacional na semana que vem. O Sevilla, se serve de consolo, ganhou um título europeu este ano e está na final da Copa do Rey. E para o Barcelona restou apenas a possibilidade de vender Ronaldinho por cifras astronômicas e encher o cofrinho para a próxima temporada.
Azar?

Já faz algum tempo que o técnico do Palmeiras, Caio Júnior, dá a mesma entrevista após as partidas. O treinador sempre diz que seu time jogou melhor, teve mais oportunidades, mas que infelizmente o time não venceu. Será mesmo culpa do azar? A solução seria dar um banho de sal grosso em todo elenco palmeirense? Está na hora de jogadores, comissão técnica e dirigentes fazerem seu trabalho e deixarem o gato preto em paz.
Desde a saída de Vágner Love, em 2004, o Palmeiras não teve mais um grande goleador no elenco. Todas as experiências no ataque alviverde foram um fracasso. E desde o começo deste ano a diretoria promete um grande nome, um verdadeiro artilheiro, para jogar ao lado de Edmundo. Até agora, nada. Mas o problema do alviverde paulista não está apenas no ataque, o time é carente de bons jogadores em quase todos os setores do campo. Ou melhor, o time só está bem servido de goleiros, com Diego e Marcos. A zaga, desde o começo da temporada, foi um dos setores mais reforçados, mas até agora não mostrou nenhuma segurança. Dininho desaprendeu a jogar, Edmílson está sempre mal posicionado, assim como o garoto David, que irá desfalcar o time para disputa do Mundial sub-20. Desfalcar é modo de dizer, suas falhas, nas duas últimas partidas, comprometeram seu status de revelação do time.
A torcida do Palmeiras já nem lembra mais a última conquista do clube na primeira divisão. Não lembra, sequer, do time estar em uma final, ou mesmo disputando a primeira colocação em algum torneio. Uma seqüência de erros, mandos e desmandos, e apostas frustradas, acabaram desgastando a imagem do clube mais vitorioso da década passada. Nenhum desses erros tem a ver com azar. É retrato da má gestão do futebol, desde o fim do contrato com a Parmalat. Não adianta fazer figa, pendurar ferradura atrás da porta ou chamar o Pai Robério de Ogum. Futebol, nos dias de hoje, é planejamento. Os resultados aparecem dentro de campo, não na encruzilhada do Palestra Itália. Futebol é gol, não uma galinha preta com cachaça.
Quanto a partida de sábado (8), o jogo foi típico das últimas performances palmeirenses. Domínio da posse de bola, sem nenhuma objetividade. Valdivia mais deitado do que em pé. Os “artilheiros” perdendo aqueles gols que até a vovó faria. E a zaga falhando em bolas aéreas. E, é claro, o treinador Caio Júnior achando que está tudo uma maravilha, o resultado, um empate em 1 x 1 contra o Botafogo, foi apenas uma questão de falta de sorte. Ou seja, tudo bem rotineiro para o torcedor palmeirense. Não precisa nem jogar os búzios para prever este tipo de atuação.
terça-feira, 5 de junho de 2007
Seja Feita a Vossa Vontade
Depois da diretoria do Coritiba confirmar por várias vezes a permanência do técnico Guilherme Macuglia, ele acabou sendo demitido do cargo. A voz da torcida foi ouvida nos bastidores do Alto da Glória. Desde a permanência do Coxa na série B, e de Giovani Gionédis na presidência do clube, a torcida vive desconfiada e insatisfeita com toda e qualquer medida tomada pela diretoria.O clima que impera nas arquibancadas do Couto Pereira é tão pesado, a ponto da série invicta de mais de 15 jogos no comando do Coritiba, não terem representado nada para o ex-técnico Guilherme Macuglia. Desde sua chegada o treinador foi coberto de desconfianças e insatisfações por parte da torcida. Mesmo depois da eliminação no paranaense e na Copa do Brasil, a diretoria se manteve irredutível quanto a sua demissão. Mas depois de duas derrotas, em quatro rodadas do Brasileirão, a situação ficou no mínimo insustentável. A trégua da desorganizada do clube dada a Gionédis, que envolveu cargos e altos salários ao presidente da “Império” (...), acabou no último sábado, diante da derrota para o São Caetano. Ou seja, o presidente do Coritiba tinha que dar a torcida algo que ela queria, e a minoria das arquibancadas teve que fazer coro com toda geral do estádio no grito “Fora, Gionédis”. Em todo esse jogo de interesses e maus planejamentos, quem sai perdendo é só o Coritiba, que agora vai ter que começar um novo trabalho, com a principal competição do ano, para o clube, em andamento.
Noticiou-se que o novo técnico do Coritiba será René Simões que, até onde se sabe, estava treinando a seleção olímpica do Irã. Nessas alturas do campeonato, tamanha a impaciência alviverde, não importa quem virá, os resultados terão que começar a aparecer. Se o Coxa não começar a vencer, e convencer, nem o Felipão seria poupado. Ou o time começa a vencer, ou Gionédis terá que distribuir mais alguns cargos, para outros lideres de torcidas desorganizadas.
Aquário Lotado
Atendendo aos apelos da imprensa paulista, do técnico Luxemburgo e dos jogadores, a torcida do Santos, finalmente, irá comparecer em massa na Vila Belmiro. Depois do time sagrar-se bicampeão paulista, e chegar a semifinal da Libertadores, os peixinhos da cidade Santos resolveram se unir para apoiar o time rumo a final da América. Agora só depende dos jogadores e do técnico Vanderlei Luxemburgo, para que o Santos esteja nas finais da competição. Se o Grêmio sair da Vila classificado, o mar de peixes vai estar mais para uma lagoa de patos.Depois de atuações pífias da torcida santista, dentro de seus domínios, eu questiono se por acaso o Santos tivesse empatado, ou mesmo vencido o Grêmio, no primeiro confronto, será que a torcida do Peixe iria comparecer em peso nesta partida? Será que não é um pouco tarde demais?
Crise na Seleção Turca
Nesta terça-feira a seleção turca empatou com o Brasil em um jogo sem gols, o que provocou a revolta da maioria turca que compareceu ao estádio em Dortmund, na Alemanha. Gritos de protesto partiram de toda arquibancada, o clima ficou tenso, os torcedores não pouparam xingamentos e criticas ao técnico da seleção da Turquia, Fatih Terim. O repórter alemão, Wolf Spentsteinger, entrevistou algum destes torcedores após o fiasco turco. “Perder para a Bósnia a gente até entende. Agora empatar com o Brasil já é demais”, disse Hai Suli Momat, revoltado com o resultado. A polícia teve dificuldades em conter a ira da torcida turca que esteve presente na Alemanha. Não era fácil para os torcedores aceitarem o resultado adverso frente a seleção brasileira. Na coletiva de imprensa, restou aos jogadores e a comissão técnica um pedido de desculpas para toda a Turquia. “É muito difícil, depois de tantos anos vestindo a camisa da minha pátria, me despedir dessa forma”, lamentou o atacante Tugay, que fez ontem sua última partida pela seleção. O treinador turco foi ainda mais enfático: “É claro que estamos envergonhados, perdemos para a Bósnia na eliminatória da Eurocopa, mas hoje foi muito pior. Não tenho palavras para expressar minha frustração a não ser, pedir desculpas e trabalhar para isso não se repetir”. Talvez o técnico, Fatih Terim, não tenha tempo para prosseguir com seu trabalho. Circulou na Alemanha, após a partida, a notícia de que já estava sendo procurado um substituto para Terim.
Do outro lado o resultado pareceu não abalar o ânimo da seleção brasileira. Muito contente com seu desempenho, depois de onze jogos no comando do Brasil, o técnico Dunga falou com os jornalistas. “Eu não via a hora do jogo acabar. Mesmo com a torcida a favor do adversário, conseguimos arrancar um empate fora de casa, contra a forte Turquia. Foi difícil, mas conseguimos. Agora é voltar e começar a preparar o time para a Copa América. Esses dois empates deixaram nosso time mais confiante”. Muito bem-humorado, o treinador ressaltou as qualidades do time: “O Doni esteve impecável, foi o melhor em campo. Acho que ele tem grandes chances de ser titular na Copa América. Eu acabei optando pelo esquema 4-4-2, que é uma tática pouco usada, por isso acabamos surpreendendo um pouco os turcos, que não esperavam por essa variação que treinamos em segredo”.Os outros destaques da partida, ficaram por conta das atuações do trio formado por Elano, Diego e Robinho, campeões brasileiros em 2002 pelo Santos. Entrosamento foi o que não faltou a estes jogadores, parecia que jogavam juntos até hoje. Elano jogava como se fosse o titular do Shaktar da Ucrânia. Talvez depois dessa partida, o técnico de lá resolva dar uma nova chance ao meia na equipe principal.
No aeroporto, embarcando para Flórida nos EUA, estava o meia Ronaldinho Gaúcho, indo gozar férias na Disneylândia, que resumiu muito bem a partida aos repórteres: “Jogamos muito bem. Fizemos tudo aquilo que o professor determinou e conseguimos sair daqui com vantagem”.
A seleção brasileira se despede da Europa com dois resultados positivos na bagagem, empate com Inglaterra e Turquia, e agora vai com tudo para a conquista da Copa América. Apesar das dispensas e desfalques o Brasil vai rumo ao título na Venezuela. Boa sorte, Dunga. Boa sorte, Brasil.
sábado, 2 de junho de 2007
Lição à Francesa

Na história recente da seleção brasileira, o nosso maior carrasco com certeza é o time da França. Depois das Copas de 1986/98/06, viramos fregueses da turma do croissant. Mas o treinador da nossa seleção, Chapolin, poderia tirar algumas belas lições da estrutura dos franceses.
Enquanto Dunga usa o selecionado tupiniquim para fazer experiências dignas do Dr. Frankenstein, o franceses apostam no que tem de melhor. Em um jogo contra a fraca Ucrânia, desfalcada de Shevchenko, o técnico francês armou um time vitorioso. Sem poder contar com Henry, ele não inventou colocando, por exemplo, a jovem promessa do Lyon, Benzema. Jogou com um reconhecido artilheiro, o vetereno Anelka. A França não estava ali para fazer um jogo exibicionista, foi mesmo para ganhar. Claro que podemos discutir que a Eurocopa é uma competição muito importante, e bem organizada, diga-se de passagem, para as seleções do continente e tudo mais. Mas isso já é outra história.
Enquanto em outros países, fazer parte de uma seleção é a consagração de todo jogador, aqui no Brasil o craque da rodada já está pré-convocado. Temos os melhores jogadores do mundo, por um motivo que só a ciência explica. Será que é tão difícil montar um time com onze jogadores? Com base nas convocações de Dunga, temos mesmo 55 selecionáveis? Podemos culpar jogadores consagrados, que diante de toda essa bagunça, prefiram sombra e água fresca em vez de honrar a amarelinha?
Para responder todas estas questões passamos por interesses de patrocinadores, confederações, empresários e todo e qualquer parasita do futebol. Mas esse tipo de interesse não subjuga apenas os jogadores brasileiros. Onde há um grande jogador, pode ter certeza que há também um grande patrocinador com um contrato em euros. Os problemas da seleção brasileira começam lá em cima, com o vitalício Ricardo Teixeira. Dunga é apenas um peão, assim como os jogadores, em um jogo armado pelo presidente da CBF. O problema é um técnico de seleção concordar em fazer parte de todo este mar de lama. A valentia de Dunga morreu nos gramados, agora ele é só um mero boneco de ventríloquo. Ou alguém acredita que ele tenha acompanhado o tal Afonso no campeonato holandês? Ou pior, os jogadores que jogam na Rússia e Ucrânia, ele foi até lá para acompanhar suas atuações? Ou viu pelo DVD de seus respectivos empresários? Eu também gostaria de saber em quais canais que passam estes dois campeonatos para, assim como Dunga, poder acompanhá-los.
sexta-feira, 1 de junho de 2007
A Maldição de Sgt. Peppers

Há exatos 40 anos os Beatles lançaram o melhor álbum da história do rock’n roll, o Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band. Surgia ali, em 1 de Junho de 1967, uma nova tendência na música pop mundial. Em meio a arranjos musicais, nunca antes experimentados, e pura psicodelia escondiam-se vários mistérios. Entre estes muitos segredos que cercam o disco, o que poucos sabem, é que entre as várias figuras da capa frontal, estavam o lendário atacante do Liverpool, Albert Stubbins e, escondido entre as personalidades, estava Billy Liddle, um misterioso jogador do Liverpool que carregava consigo uma maldição que se estenderia por anos. Começava ali o calvário de um dos maiores rivais dos Reds, o Manchester United.
A Inglaterra havia conquistado a Copa do Mundo em 1966, e o Manchester, que contava com Sir Bobby Charlton, conquistou o título nacional da temporada 1966/67. Mal sabiam eles que seria o último, pelos próximos 23 anos. Mesmo George Best, Denis Law e cia, não conseguiram por fim a maldição dos quatro rapazes de Liverpol.
A praga rogada por John Lennon e sua turma, teve seu ápice na temporada 1973/74, quando o Manchester United foi rebaixado para a segunda divisão. Era a glória para torcedor do Liverpool ver seu rival chafurdar na divisão de acesso. Infelizmente a maldição não impediu o Manchester de vencer a Liga dos Campeões em 1968, em cima do Benfica de Eusébio. Mas com certeza ela ajudou o Liverpool a dar o troco, conquistando quatro títulos da competição européia (1977/78/81/84).
O jejum imposto pela maldição perdurou por toda década de 70, passou ileso pela de 80, e só teve seu fim em 1993, com o time comandado por Alex Fergunson. Acabava ali um dos maiores vudus do futebol mundial. Reza a lenda que o próprio John Lennon, do além túmulo, entrou em acordo com Bobby Charlton, que tinha contatos fortes no outro plano, depois de sua experiência quase-morte em 1958, no desastre aéreo da seleção britânica. Finalmente o caminho estava livre para Giggs, Keane, Neville, Beckham e toda uma geração brilhar vestindo a camisa dos Devils de Manchester.
Terá John Lennon aberto mão completamente de sua maldição? Ou ela irá se restaurar no aniversário do álbum? A resposta fica para a próxima temporada.
PS: Claro que isto tudo é uma teoria da conspiração de um beatlemaníaco boleiro, mas foi o jeito que achei de homenagear a maior banda de todos os tempos. Parabéns aos Beatles. Parabéns ao Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band. Parabéns ao rock’n roll.
Não Contavam Com a Minha Astúcia

Ai, ai, essa seleção...Basta enfrentar um adversário um pouco mais técnico, que o Brasil, leia-se Dunga, não sabe o que fazer. O time da Inglaterra não é de todo mal, talvez o melhor nos últimos 15 anos, mas eles são nossos fregueses históricos. Se dizem que os britânicos nunca mudaram seu estilo de jogo, marcação forte e jogadas aéreas, a seleção brasileira é a mesma desde que Parreira reassumiu o time em 2002. O novo técnico, Dunga, nada fez para mudar o esquema tático. Mas também, o que se pode esperar de quem começou agora? Talvez seja esse a única tática que o ex-capitão conheça.
O técnico calouro ainda não fez sua estréia em jogos oficiais, a Copa América será sua primeira competição. Quando foi escolhido para assumir, era apenas conhecido por ser um líder nato dentro de campo. Imaginou-se que essa liderança fosse ser refletida no comando da seleção brasileira. Ledo engano. No primeiro embate com as estrelas do time, Kaká e Ronaldinho, quis expôr o pedido de dispensa dos jogadores e acabou comprando uma briga maior do que podia enfrentar. Pois, se os dois pediram para não jogar a Copa América, por que vão jogar os dois amistosos, contra Inglaterra e Turquia? Terá o ex-volante, bravo e valente, cedido a pressão de patrocinadores e da própria CBF? Ou será que nem precisou pressionar muito?
Pior do que o amadadorismo de Dunga, é o do seus convocados. Em suas palavras o treinador disse que seu estilo é o de dar chance para TODOS. Ou seja, é só cruzar os dedos e esperar a vez. É difícil acreditar que Dunga será nosso técnico na Copa do Mundo de 2010. Alguém que nunca esteve no comando de um time e é contratado para motivar os jogadores, é exatamente o que a seleção brasileira não precisa. Um time que terá poucas partidas até o Mundial, e pouco tempo para treinar, precisa de um técnico que resolva. Que prepare um time e acredite nele. Precisa de um verdadeiro líder fora de campo, não de um palestrante motivacional. Fosse a assim, deveriam ter chamado o Bernardinho, técnico da seleção de vôlei.
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Não Adianta Só Ter William Wallace
O Grêmio está com um pé na final da Libertadores.De todos os times brasileiros, foi o que teve o caminho mais tortuoso até as fases finais. Na primeira fase enfrentou o atual semifinalista, Cúcuta. Logo nas oitavas enfrentou o franco favorito São Paulo. E na fase seguinte reverteu a desvantagem diante do Defensor. Mesmo assim dizem que é só um time valente.
Na última sexta-feira o jornalista André Rizek intitulou o Grêmio como um time aguerrido, sem nenhum talento individual. No mesmo dia caiu em contradição por várias vezes ao reconhecer que o plantel gremista conta com jogadores decisivos como Tcheco, Tuta, Carlos Eduardo, entre outros. Depois da vitória incontestável do tricolor gaúcho sobre o Santos, Rizek insistiu no erro. Atribuiu, apenas, ao brio do Grêmio o diferencial entre os dois times. Pois eu me pergunto, só valentia ganha jogo? Por que a desconfiança sobre um plantel respeitável como do Grêmio?
Os dois times contam com bom elenco. Onde falta para um, sobra para o outro. Enquanto o Santos não tem uma boa referência no ataque, o Grêmio conta com o artilheiro Tuta, além de Amoroso. Se o Peixe tem o excepcional Zé Roberto, Tcheco da conta do recado na meia cancha gremista. Sem falar da superioridade santista pelas laterais. Os dois tem suas carências, mas qual clube não tem? O Grêmio chega as semifinais com o mesmo mérito de todos os outros. Não há nada de argentino no tricolor, além da avalanche de torcedores no momento do gol. Querer ganhar e jogar com brio não é atributo ímpar dos hermanos. É apenas futebol.
Luxemburgo declarou que saiu barato para o Santos os dois gols de desvantagem. Não porque tem um time pior. Simplesmente, porque venceu quem quis vencer.
Na última sexta-feira o jornalista André Rizek intitulou o Grêmio como um time aguerrido, sem nenhum talento individual. No mesmo dia caiu em contradição por várias vezes ao reconhecer que o plantel gremista conta com jogadores decisivos como Tcheco, Tuta, Carlos Eduardo, entre outros. Depois da vitória incontestável do tricolor gaúcho sobre o Santos, Rizek insistiu no erro. Atribuiu, apenas, ao brio do Grêmio o diferencial entre os dois times. Pois eu me pergunto, só valentia ganha jogo? Por que a desconfiança sobre um plantel respeitável como do Grêmio?
Os dois times contam com bom elenco. Onde falta para um, sobra para o outro. Enquanto o Santos não tem uma boa referência no ataque, o Grêmio conta com o artilheiro Tuta, além de Amoroso. Se o Peixe tem o excepcional Zé Roberto, Tcheco da conta do recado na meia cancha gremista. Sem falar da superioridade santista pelas laterais. Os dois tem suas carências, mas qual clube não tem? O Grêmio chega as semifinais com o mesmo mérito de todos os outros. Não há nada de argentino no tricolor, além da avalanche de torcedores no momento do gol. Querer ganhar e jogar com brio não é atributo ímpar dos hermanos. É apenas futebol.
Luxemburgo declarou que saiu barato para o Santos os dois gols de desvantagem. Não porque tem um time pior. Simplesmente, porque venceu quem quis vencer.
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Peixe Fora D’Água

Acostumados com o clima praiano, onde as temperaturas mais gélidas se resumem a brisas marítimas, o Santos se encolheu diante do Grêmio. Pareciam estar jogando com uma bolsa de água quente dentro do uniforme. Ela provavelmente atrapalhou Adaílton no lance do segundo gol tricolor.
Partida completamente dominada pelo Grêmio, em nenhum momento o Santos esboçou reação. Ou mesmo pressionou o adversário. A principal arma santista, Zé Roberto, foi facilmente anulado, mal conseguiu atravessar a linha do meio de campo. Nem as variações táticas de Luxemburgo aqueceram o time. Se bem que ela já está bem manjada. Pedrinho entrou no lugar do lateral-direito, Alessandro, para poder jogar nas costas de Kléber, enquanto Maldonado ocupou o lado direito do gramado. A jogada foi anulada, assim como todas as outras. O Luxa até pôs em campo o amuleto santista, Moraes, mas também não funcionou. Enfim, não teve jeito mesmo. O time do Grêmio venceu em campo e a torcida, essa sim estava quente, nas arquibancadas.
O Santos agora decide em casa. Terá que aproveitar, e jogar muito mais, a virtual vantagem. Não duvido que o resultado seja revertido na próxima semana. A minha dúvida é se a torcida santista, finalmente, irá lotar a Vila Belmiro e acreditar na classificação. Apesar de parecer um desafio aos praianos, é muito mais uma intimação. Faça chuva ou faça frio, a torcida tem que apoiar o time. A conquista da América, depois de 44 anos, nunca esteve mais próxima. O jogo entre os brasileiros, apesar da tradição do Boca Juniors do outro lado, tem cara mesmo de final antecipada. Se o Santos não reagir, ninguém tira o título do tricolor gaúcho.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Estigma

Não importa quantas lágrimas Edmundo derrame. Nem quanto ele se arrependa dos seus atos passados. Ele sempre será o boleiro bad boy. Numa partida pra lá de chata, o único lance mostrado nos programas esportivos foi o drible de corpo que o atacante deu no técnico Caio Júnior ao ser substituído.
Aos 40 minutos do segundo tempo, ao ser sacado do time, Edmundo saiu com cara de poucos amigos e não respondeu ao cumprimento do treinador palmeirense. A atitude do jogador repercutiu mais do que qualquer coisa no clássico. Apesar disso não foi surpresa para ninguém. O que mais se ouviu foi que “o Edmundo é assim mesmo”, “quem contrata ele tem que ler a bula”. E coisas do gênero. O que todos profetizaram como uma eminente crise entre técnico e jogador foi contornado pelo próprio Caio Júnior, e também com o pedido de desculpas de Edmundo a todo elenco.
Desde o inicio da carreira, Edmundo era tido como um jogador com sérios problemas de desvio de conduta. Dentro de campo sempre foi um craque. Mas fora dele colecionou problemas com treinadores, jogadores, com a justiça e até com Associação Protetora dos Animais. Esse é o mau e velho Edmundo.
Depois de quase encerrar a carreira no Nova Iguaçu, ganhou uma chance no Figueirense. Dali mesmo jurou amor eterno ao Palmeiras. A torcida pediu e ele voltou. É, novamente, peça fundamental no elenco palmeirense e não se cansa de falar o quanto é bom estar no clube do qual nunca deveria ter saído. Aos 36 anos, são visíveis as mudanças de comportamento de Edmundo. Quem antes era um divisor de águas no elenco, hoje é um dos líderes. Tem o respeito de jogadores, comissão técnica e diretoria. E se dá a esse respeito. Está mais profissional do que nunca. E em tempos de baixo orçamento nos clubes brasileiros, recusou uma oferta mais vantajosa financeiramente do futebol dos Estados Unidos e permaneceu no Palmeiras. Para como ele mesmo disse, terminar o que começou. É um dos últimos com esse tipo de fidelidade ao time no Brasil. Esse sim, é o bom e novo Edmundo.
Era Dunga

Desde que Dunga assumiu o comando da seleção brasileira todos estão desconfiados. A total falta de experiência era o principal motivo para indagações no inicio do trabalho. Depois de algumas partidas os motivos já são outros. Ao assumir a seleção o técnico Dunga prometeu renovação. As novas revelações ganhariam chances de vestir a camisa amarela. Quase todos os medalhões que fracassaram na Copa da Alemanha foram imediatamente descartados. Então começaram as convocações. E as desconfianças foram desaparecendo aos poucos. Agora parece muito mais uma certeza. A de que não vai dar certo. Após nove partidas já foram 55 jogadores, entre convocados e pré-convocados. * Ver a lista completa logo abaixo.
Se Dunga consegue convocar tamanha quantidade de jogadores, por que tantas criticas a qualidade técnica da nova geração? Temos tantos jogadores bons assim? Ou temos jogadores de menos, e a busca está árdua? Entre tantos nomes, a maioria chama a atenção. Simplesmente não sabemos porque foram chamados, ou até mesmo quem foi chamado.
No gol vimos o goleiro Gomes, do PSV, sumir das lista. Ele deu lugar a Doni, talvez porque o goleiro do Roma tenha feito grande campanha, principalmente na Copa dos Campeões. Além dele, Diego do Atlético Mineiro (?) tomou a vaga que era de Fábio do Cruzeiro – pelo menos esse é fácil explicar porque não é mais chamado. Na lateral-direita jogou até Ilsinho, do São Paulo, mesmo tendo disputado pouco mais de 30 partidas como profissional. É bom jogador, por isso potencialmente negociável, será esse o motivo? Há exemplos como esse em todas as posições. Ilsinhos, Marcelos, Fernandos, Afonsos e assim por diante. A renovação de Dunga não passou pelos bons jogadores, reconhecidamente, que nunca tiveram chances com Parreira. Preferiu fazer o trabalho de olheiro para o mercado internacional.
Faltam apenas três anos para a Copa do Mundo de 2010. É hora de ter uma seleção principal definida. São poucas datas para jogos, poucos treinos, portanto precisamos de uma equipe definida para o Mundial. Não se pode perder tempo preparando a equipe para as Olimpíadas do ano que vem. Preferimos torcer para a ginástica e para o vôlei. O foco da seleção principal deve ser um só: hexacampeonato.
Os – quase- 300 de Dunga
G – Doni, Helton, Diego, Gomes, Fábio, Júlio César
LD – Cicinho, Maicon, Daniel Alves, Ilsinho
LE – Gilberto, Marcelo, Adriano, Carlinhos, Kleber
Z – Lúcio, Juan, Gladstone, Luisão, Alex, Alex Silva, Naldo, Thiago Silva, Edu Dracena
V – Gilberto Silva, Dudu Cearense, Edmílson, Jônatas, Mineiro, Lucas, Fernando, Tinga, Denílson, Josué
M – Elano, Morais, Daniel Carvalho, Wagner, Julio Baptista, Kaká, Ronaldinho, Diego, Lincoln, Zé Roberto, Anderson
A- Robinho, Fred, Vagner Love, Rafael Sobis, Ricardo Oliveira, Adriano, Afonso, Carlos Eduardo, Jô.
domingo, 27 de maio de 2007
O Time do Revés

Segunda virada do Paraná no campeonato. As duas fora de casa. Três vitórias, convincentes, em três jogos. Josiel na artilharia com cinco gols. A melhor partida da rodada.
O campeonato está apenas começando, mas até agora o Paraná é o líder isolado. Nos últimos anos o tricolor tem sempre iniciado bem a competição nacional. Ano passado, diferente dos anteriores, o time manteve a regularidade e garantiu a vaga para a Libertadores. A questão é se desta vez o elenco paranista será mantido ao longo do campeonato. Já perderam o meia Dinelson para o Flamengo. Conseguirá segurar, por exemplo, o atacante Josiel, quando o mercado internacional abrir? É dever da diretoria ambicionar vôos maiores para o Paraná. Priorizar uma boa campanha no Brasileirão e não liberar seus atletas por alguns trocados. Uma classificação para o torneio intercontinental, os diretores bem sabem, é certeza de retorno financeiro.
Quanto ao Cruzeiro, adversário deste domingo, sofreu a segunda humilhação em casa. A primeira havia sido para o Corinthians. É o pior time até aqui do Campeonato Brasileiro. Ruim de doer. Apesar do resultado elástico, a partida não foi nem de longe um desafio para o Paraná. A torcida está esperançosa. Dinelson já é carta fora do baralho.
sábado, 26 de maio de 2007
Indigesto

A programação esportiva tem horário cativo na tv aberta, justamente na hora do almoço. As últimas do futebol sempre vem acompanhadas de arroz, feijão, bife e batatinha. Porém está cada vez mais difícil de engolir os programas de esporte na hora da refeição.
Zapeando pelos canais as opções não são poucas. Assim que ligamos a televisão nos deparamos, em ordem crescente, com uma loiraça dos pampas. Infelizmente ela não está só. É rodeada de três ex-jogadores que resolveram atacar de comentaristas. Neto, o falastrão egocêntrico. Marcelinho Carioca, o oportunista. E Muller, que atende pela alcunha de ”o profeta”, mas com certeza deve ser algum trocadilho de mau gosto. Todos tendenciosos, não escondem suas preferências pelos seus ex-clubes. Conseguem deixar em segundo plano o excelente Mauro Beting. Que resume seus comentários a gargalhadas, diante da fanfarrice que toma conta do debate. Em um programa transmitido em rede nacional, é visível o desconhecimento dos comentaristas acerca do futebol fora de São Paulo. Não bastasse isso, são muitas as intervenções da loiraça. Mas somente para passar um número de telefone, que não é o seu, para se concorrer a “prêmios fantásticos”. Quem já assistiu ao programa ao menos uma vez, já sabe de cabeça o número, tamanha a quantidade de vezes que ele é repetido ao longo de uma hora.
Quando já estamos quase fazendo um interurbano para celular, optamos por mudar de canal. Ai é a vez dos três patetas. Moe, Curly e Larry querem muito mais divertir do que informar. A fórmula, criada em Minas Gerais, de três torcedores dos principais times do estado provocando-se ao vivo fez sucesso em Curitiba. O programa já perdura por anos, e ainda ganhou a concorrência de outros dois que seguem a mesma linha. Felizmente um deles foi cancelado. E durante todos estes anos os torcedores de Coritiba, Atlético e Paraná foram substituídos. Mas tudo continuou igual. São todos sempre ligados as facções desorganizadas de seus clubes. Pregam a paz entre as torcidas, enquanto exaltam os maiores causadores de problemas nos estádios. Com isso acabam falando em nome da minoria. Como todo torcedor são apaixonados. Seus comentários são os mesmos daquele amigo coxa branca, atleticano ou paranista. Precisa-se do mínimo de formação, ou pelo menos informação, para comentar. Para torcer não precisa nada disso. As vezes vale alguma risada. Nada mais.
Depois dos clones do programa humorístico, encerramos o almoço com o tradicional Globo Esporte. Diferente dos outros não promove nenhum debate, riso ou qualquer tipo de promoção. É puramente informativo. Não especula, nem discute. Ótima oportunidade para ver os gols da rodada e os destaques das principais partidas. Infelizmente seu tempo no ar é muito curto. Dificilmente as reportagens fogem do eixo Rio-São Paulo. Devido ao horário de transmissão é muitas vezes um digestivo. Mas como todos os outros, costuma provocar acidez.
Os carentes, apaixonados por esporte, clamam por subsídios do governo para instalação de redes de televisão por assinatura. Seria uma economia para a saúde pública. Que sofre com a freqüência de torcedores ávidos por purgantes e afins. A situação é critica. Daqui a pouco sentiremos saudades do Fernando Gomes.
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Ana Paula no Banco dos Réus

O Botafogo irá entrar com um processo contra Ana Paula Oliveira. Uma ação no valor deR$2,5 milhões. Este valor considera o prêmio de campeão da Copa do Brasil de R$1,2 milhões, somados a renda dos dois jogos finais, algo em torno de R$600 mil cada jogo. O fato é que Ana Paula errou contra o Botafogo, assim como Simon errou contra o Atlético Mineiro semana passada. Assim como um assistente, ano passado, errou no jogo do Fluminense contra o Paraná - dois impedimentos em um único lance, gol do Fluminense. Assim também, um juiz tirou o título de Campeão Brasileiro de 2005 do Inter, no jogo Inter x Corinthias, imagina se virá moda juízes serem processados pelos erros dentro de campo. Ninguém mais vai querer ser juiz de futebol.
Há outro ponto a ser visto, o Botafogo entrando com este processo estará causando uma pressão sobre a arbitragem, a favor do Botafogo, pois todos os juízes que forem apitar jogos do Botafogo, provavelmente ouviram o seguinte "Cuide-se, já processei um". Por isso o Botafogo não pode levar algo que ocorreu dentro de campo para a justiça comum. Deve no máximo levar a justiça desportiva. Não estou dizendo que Ana Paula não deve ser penalizada. Deve sim ser penalizada. Mas o Botafogo não pode entrar com este processo.
Há outro ponto a ser visto, o Botafogo entrando com este processo estará causando uma pressão sobre a arbitragem, a favor do Botafogo, pois todos os juízes que forem apitar jogos do Botafogo, provavelmente ouviram o seguinte "Cuide-se, já processei um". Por isso o Botafogo não pode levar algo que ocorreu dentro de campo para a justiça comum. Deve no máximo levar a justiça desportiva. Não estou dizendo que Ana Paula não deve ser penalizada. Deve sim ser penalizada. Mas o Botafogo não pode entrar com este processo.
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Sem Graça

Esse é o melhor título para a final da Copa do Brasil. Me perdoem os torcedores de Fluminense e Figueirense. Mas nenhum dos dois times empolgou durante os estaduais e, mesmo se classificando para a decisão, continuam sendo duvidas. Nenhum dos dois mostrou futebol convincente até agora. Não desmereço por terem chego tão longe na Copa do Brasil, foram competentes e superaram obstáculos extra campo. Porém, dentro de campo os adversários não ofereceram tanta resistência quanto imaginava-se. Os caminhos até a final não foram tão tortuosos. Com os times que disputaram a Libertadores fora da competição, a Copa do Brasil, nestes últimos anos, parece mais a última esperança de título para alguns clubes. Pelo menos as duas finais entre cariocas, nos dois anos anteriores, traziam consigo a rivalidade entre os clubes. Desta vez nem isso. O caminho mais curto para a Libertadores da América virou um torneio coadjuvante. Se ela fosse disputada no segundo semestre...
Ela é ELAS
Nos últimos jogos do Botafogo, os lances mais comentados foram os erros da arbitragem. Ora contra, ora a favor do time carioca. Mas nenhuma das falhas repercutiu tanto quanto a DELAS. Talvez porque seja ELAS. Erros de árbitros e auxiliares não são exceção, mas Ana Paula Oliveira sim. A auxiliar de arbitragem é competente, e considerada por muitos, uma das melhores da profissão. Prova disso é sua constante escalação em jogos decisivos. Porém, nas últimas partidas que atuou como auxiliar, comprometeu sua reputação cometendo erros que acabaram mudando o destino de algumas competições. Por conta desses erros, Ana Paula Oliveira está suspensa do quadro de árbitros da CBF por pelo menos três rodadas. Punição que, com certeza, deve ser imposta. Mas por que o árbitro Carlos Eugênio Simon não recebeu pena semelhante, após o erro crucial nas quartas de final? Porque ELE errou. Por que não se comenta mais o pênalti não marcado na outra semana? Porque ELAS errou. ELAS? Pois é, foi esse o modo que o vice de futebol do Botafogo, Carlos “Clodovil” Montenegro, achou para se referir a Ana Paula Oliveira. A assistente, nas palavras dele, errou em nome de todas as mulheres. Afinal, ele tem alguma coisa contra TODAS as mulheres? Uma coisa tenho certeza que ele é contra, o bom senso.
Enquanto o racismo é combatido duramente nos gramados, o machismo no esporte bretão continua medieval. O preconceito, em qualquer forma, é condenável. Já sabemos a pena pelo erro DELA. E qual será a pena DELES?
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Quem Não Tem Cão, Caça com Gato
O Atlético massacrou o Figueirense. O detalhe é que Marcão não pode ser zagueiro do Furacão. Dos três gols do time catarinense, todos sairam de falhas do jogador. No primeiro gol é ele quem dá condição ao ataque do Figueirense. O segundo nasceu em um lançamento nas costas dele. E no terceiro Marcão saiu jogando errado. Danillo é muito bom zagueiro, mas o Atlético precisa arrumar outro zagueiro para jogar ao seu lado.
Mentira Tem Perna Curta
Após o jogo do Coxa no sábado, muitos meios de comunicação enfatizaram que o Coritiba havia vencido um dos favoritos ao acesso, e que tinha jogado muita bola. Não concordo em nenhum dos pontos. O Paulista fez um um bom campeonato paulista, mas após o final da competição , o time de Jundiaí vendeu seis jogadores. Isto é, o Coxa ganhou de um time remendado. Outro detalhe a ser examinado é que dois dos três gols do Coritiba sairam após falhas da zaga do Paulista. E não por méritos do ataque alviverde. Quando este time pegar defesas bem montadas, não terá capacidade de trabalhar a bola com técnica suficiente para fazer gols.
Roque no Grêmio
Após ver o Paranavai jogar por três vezes consecutivas, fui na final do Paranaense para observar de perto o lateral esquerdo Roque, do ACP. Nos outros três jogos que eu havia visto, Roque tinha se apresentado muito bem. Porém, na final Roque não apresentou um bom futebol. Dias após a final, vendo a escalação dos melhores jogadores do Campeonato Paranaense, em vários meios de comunicação, constato que: Roque foi eleito o melhor lateral esquerdo pela rádio Transameria, rádio Banda B e pelo jornal Gazeta do Povo. O único lugar onde Roque não foi eleito o melhor lateral esquerdo, foi na seleção da Federação Paranaense de Futebol. Segundo esta, o melhor lateral esquerdo foi Egidio do Paraná Clube. Na minha opinião, Egidio está muito abaixo, tinha no mínimo três laterais melhores do que ele na competição.
O fato é que Roque está indo para o Grêmio. Com certeza o tricolor gaúcho esta fazendo um bom négócio. Lúcio logo deve perder sua posição.
O fato é que Roque está indo para o Grêmio. Com certeza o tricolor gaúcho esta fazendo um bom négócio. Lúcio logo deve perder sua posição.
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Coxa Vai as Compras
O Coxa tem feito muitas contratações, jogadores com qualidade, que vem para jogar. Caso do zagueiro Dezinho (ex-Galo adap), e dos goleiros Vanderlei (ex-Paranavai) e Edson Bastos (ex-Guaratinguetá). Outros de qualidade duvidosa. Dinei, meia atacante, e Gilberto Flores, lateral direito. Para as duas posições mais carentes do grupo, volante e goleiro, somente a última foi suprida. Mas para o setor defensivo de meio-campo o Coritiba trouxe somente Careca, do Ulbra, não se sabe se é bom jogador. Mas precisa de um volante que no mínimo saiba sair jogando e tenha bom passe, ou deverá jogar com dois meias de origem. E jogar com Túlio como volante, sua posição de origem. E não tentar inventar, escalando o jogador como meia armador, como vem ocorrendo nos últimos jogos.
A Melhor Defesa é o Ataque

Será um jogo bem aberto. Botafogo e Atlético MG são times com vocações ofensivas, porém, ambos com pouca qualidade defensiva. A mídia tem falado muito que o Botafogo joga bonito e possui o melhor ataque do Brasil no momento. Mas não é um time equilibrado. Ou alguém acha que Juninho e Alex são bons zagueiros? Ou que tomar um gol por jogo no estadual do Rio é normal? O ponto alto da defesa do Botafogo é o goleiro Júlio César, este sim é muito bom, e estará de volta em campo.
Acho o Atlético um time mais equilibrado, em comparação ao Botafogo, mas não chega a ser sensacional. O volante Rafael Mirando é muito bom, e pode ser apontado como o diferencial do Galo mineiro.
Palpite: Um empate com gols e Galo com a vaga.
Raça Gremista

O jogo começou quente, pegado com raça, como deve ser um jogo de Libertadores. O Grêmio marcava muito bem no meio. Tuta vinha buscar jogo no meio de campo, com um diferencial, fazia o pivô para quem vinha de trás, por três ou quatro vezes o Grêmio atacou assim. Tuta ajeitando para Tcheco ou Diego Souza que vinham pela retaguarda com a bola dominada. Desta forma o Grêmio dominou o primeiro tempo. Criou 4 oportunidades de gol e o São Paulo somente uma. O gol saiu de uma falha da zaga do São Paulo, a bola sobrou para Theco sem nenhuma marcação, ajeitou o corpo e bateu como quis.
No segundo tempo Muricy Ramalho alterou muito bem o time, o São Paulo começou a jogar em um esquema diferente, um 4-3-3. Richarlyson e Ilsinho subiam pouco ao ataque e quando subiam não chegavam à linha de fundo e nem entravam em diagonal no campo para puxar o jogo no meio. Os dois laterais simplesmente subiam até intermédiaria, a partir deste ponto, o jogo pela esquerda era com Jorge Wagner, que chegava até a linha de fundo ou puxava o jogo pelo meio. Dagoberto e Leandro caindo pelas pontas e revezando a cada momento, alternando as laterais do campo. O jogo do São Paulo fluía muito pela esquerda, onde Patrício não conseguia marcar e nem jogar para frente. Em 20 minutos de jogo o São Paulo já tinha igualado as oportunidades de gol, seis para cada lado. O Grêmio deveria tentar sair pela esquerda com Lúcio e explorar a fragilidade tanto de Souza quanto de Ilsinho na marcação. Na única vez em Lúcio tentou, Souza e Ilsinho não souberamcomo marcá-lo e Lúcio saiu na cara do gol. Finalizou para fora. Mas era o caminho. Mesmo sem equilibrar a atitudes em campo o Grêmio na base da raça chegou ao segundo gol.
Na base da raça como deve ser na Libertadores.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Erro de Principiante

Desta vez o Atlético/PR não tinha que reverter nada, estava tudo a seu favor. Porém foi desclassificado com a Arena da Baixada lotada. Mais uma vez, meus parabéns a vibrante torcida atleticana. Que aproveitou a solidariedade de sua diretoria para comparecer em peso.
Um jogo frio, como apontavam os termômetros (6 graus). Poucas chances para os dois lados. O Atlético jogava com 11, enquanto o Fluminense tinha 10 em campo. Rafael Moura não conta. Até que um lance parece ter dado um rumo diferente à partida. A defesa bobeou e a bola sobrou para o jogador Arouca, do Fluminense, que ficou livre com a bola na entrada da área. Infantilmente o goleiro do Atlético, Guilherme, sai para fora da área para fazer a defesa nos pés do centroavante. Acabou defendendo com as mãos e sendo expulso da partida. Era um lance real de gol, mas a saída do goleiro foi precipitada e inconseqüente. Guilherme vive grande fase e não pode ser responsabilizado pela desclassificação. Seu erro, foi uma questão de inexperiência. Ele merece a titularidade na equipe. Deve apenas aprender a controlar seus impulsos ala Fábio Costa, goleiro e lutador de vale-tudo do Santos. A vitória foi magra, 1x0, mas suficiente para classificar o Fluminense para as semifinais da Copa do Brasil. O Atlético merecia mais.
O apelo que fica é para que a diretoria, apesar da eliminação, perceba que o Atlético/PR só é o Furacão quando o estádio está lotado por sua apaixonada torcida. E ele estará lotado se TODOS puderem PAGAR. Os atleticanos garantem.
Sãopaulostreet-Boys

A apresentação do grupo paulistano prometia ser um mega espetáculo. Tudo como manda o figurino. Avião fretado para chegada apenas na hora do show, 2000 toalhas brancas, 500 garrafas de água mineral escandinava, tietes enlouquecidas, fãs sem camisa na gélida Porto Alegre e tudo que um popstar tem direito. Mas na hora o que agradou mesmo foi a gaita do cancioneiro gaúcho.
Como todo astro pop, o Sãopaulostreet-Boys também passa por suas crises existenciais. Acaba ficando desequilibrado e temperamental. E acabamos vendo um show de um Rogério Ceni descontrolado e desatando a reclamar por tudo. Um grupo desafinado, que não lembrava nem um pouco aquele que jogava por música. Os excessos foram a tônica do lado são-paulino. Excesso de faltas, de passes errados, de favoritismo. Não convenceu. Não valeu o ingresso, para ver este show. As imagens do DVD, gravado no Brasileirão do ano passado, enganam.
O que agradou mesmo foi o fandango do Grêmio. Não é dos melhores, e por vezes lembra ritmos argentinos, mas faz o simples, muito bem feito. Dois pra cá, dois pra lá. E nesse embalo deixou a maioria da platéia satisfeita. E conseguiu marcar novas datas, agora contra os uruguaios. Futuro promissor para o grupo gremista na competição.
Mas não se enganem. Com uma reformulação, que já está em andamento, o Sãopaulostreet-Boys, possivelmente voltará as paradas de sucesso no ano que vem. Ou talvez, quem sabe, até o final do ano. Graças a sua diretoria maliciosa, porém, competente.
Fala, Miranda

Ontem uma rádio entrevistou o presidente do Paraná Clube, José Miranda, a entrevista foi muito boa, abaixo citarei alguns pontos que acho interessante da entrevista.
Perguntado sobre o Campeonato Paranaense e sua fórmula de disputa deste ano, o presidente disse que em um arbitral na Federação, onde todos os times que disputam o campeonato têm direito a voto, esta fórmula foi escolhida. Isto porque esta fórmula interessava muito aos times do interior. Justamente pelo mesmo motivo que não interessava aos da capital, o número de jogos. E a fórmula proposta pelos times da capital foi engavetada.
Perguntado sobre como, no Rio Grande do Sul, dois times lançam suas promoções de sócio e tem muito mais torcedores que os times do Paraná. O ponto encontrado pelo presidente para justificar isto, é que Porto Alegre é muito maior do que Curitiba e têm somente dois times. Até ai tudo bem, agora que vem o ponto a ser pensando. Ele também disse que Grêmio e Internacional são times estaduais enquanto Coritiba, Paraná e Atlético são times da cidade. Isto é verdade sim, pois é muito difícil conhecer algum gaúcho do interior que não torça pelo time da cidade e mais um da capital, o que torna Grêmio e Internacional times estaduais. Já aqui no Paraná não é bem assim que as coisas funcionam. As pessoas do interior torcem para os times da cidade, e quando tem outro, este geralmente é de outro estado. No norte mais especificamente, na região de Londrina, este outro time costuma ser de São Paulo. Já na região de Cascavel este outro é do Rio Grande do Sul. O que enfraquece os times da capital. E é devido a este enfraquecimento que a federação tem que ceder a alguns caprichos dos times do interior e nós temos um campeonato igual foi este, com 25 datas e totalmente bagunçado.
Na entrevista, o que não ficou bem explicado pelo presidente do Paraná Clube é a transferência do lateral Ângelo no meio do ano passado para o Catar. Ângelo acusou o presidente dizendo que foi intimidado da seguinte forma: se não aceitasse a transferência não jogaria mais no Paraná Clube. Assim um lateral com grande potêncial saiu do Paraná. A defesa do Presidente José Carlos de Miranda foi a seguinte "Ele não sabe o que diz", sem mais justificativas.
Enfim foi uma boa entrevista e o presidente do Paraná apesar de alguns poréns, tem interesse em fazer um ótimo trabalho pelo Paraná.
Perguntado sobre o Campeonato Paranaense e sua fórmula de disputa deste ano, o presidente disse que em um arbitral na Federação, onde todos os times que disputam o campeonato têm direito a voto, esta fórmula foi escolhida. Isto porque esta fórmula interessava muito aos times do interior. Justamente pelo mesmo motivo que não interessava aos da capital, o número de jogos. E a fórmula proposta pelos times da capital foi engavetada.
Perguntado sobre como, no Rio Grande do Sul, dois times lançam suas promoções de sócio e tem muito mais torcedores que os times do Paraná. O ponto encontrado pelo presidente para justificar isto, é que Porto Alegre é muito maior do que Curitiba e têm somente dois times. Até ai tudo bem, agora que vem o ponto a ser pensando. Ele também disse que Grêmio e Internacional são times estaduais enquanto Coritiba, Paraná e Atlético são times da cidade. Isto é verdade sim, pois é muito difícil conhecer algum gaúcho do interior que não torça pelo time da cidade e mais um da capital, o que torna Grêmio e Internacional times estaduais. Já aqui no Paraná não é bem assim que as coisas funcionam. As pessoas do interior torcem para os times da cidade, e quando tem outro, este geralmente é de outro estado. No norte mais especificamente, na região de Londrina, este outro time costuma ser de São Paulo. Já na região de Cascavel este outro é do Rio Grande do Sul. O que enfraquece os times da capital. E é devido a este enfraquecimento que a federação tem que ceder a alguns caprichos dos times do interior e nós temos um campeonato igual foi este, com 25 datas e totalmente bagunçado.
Na entrevista, o que não ficou bem explicado pelo presidente do Paraná Clube é a transferência do lateral Ângelo no meio do ano passado para o Catar. Ângelo acusou o presidente dizendo que foi intimidado da seguinte forma: se não aceitasse a transferência não jogaria mais no Paraná Clube. Assim um lateral com grande potêncial saiu do Paraná. A defesa do Presidente José Carlos de Miranda foi a seguinte "Ele não sabe o que diz", sem mais justificativas.
Enfim foi uma boa entrevista e o presidente do Paraná apesar de alguns poréns, tem interesse em fazer um ótimo trabalho pelo Paraná.
terça-feira, 8 de maio de 2007
BR07
Começa neste final de semana o Campeonato Brasileiro, este campeonato será um dos melhores dos últimos anos. Se o nível técnico continuar baixo, a competitividade do campeonato será grande, a disputa será grande.
O que diferencia este campeonato dos últimos, é que no inicio dos campeonatos mais recentes era fácil apontar um ou dois favoritos no inicio do campeonato. Ano passado Inter e São Paulo começaram como favoritos e não decepcionaram. Houve as surpresas, Grêmio, Santos , Paraná e Vasco. Mas o campeonato nunca fugiu de Inter e São Paulo. Em 2005 a disputa foi entre Corinthians e Inter e mesmo antes do campeonato não era difícil prever que isto ocorreria, talvez o Inter tenha surpreendido um pouco em 2005, mas o Corinthians não. Devido ao dinheiro da MSI, que em 2005 investiu muito no time. Neste ano (2007) os times estão mais organizados, estão planejados.
O Palmeiras está com o Caio Jr. desde o começo do ano, deve estrear com um time organizado taticamente, mas muito dependente de Valdivia e Edmundo. O Botafogo deverá imitar o Flamengo de alguns anos atrás, o ataque dos sonhos e defesa dos pesadelos. Se no campeonato carioca tomava gol em todos os jogos, imagina no BR07, onde a qualidade do adversário é muito maior.Mas ainda assim é um time organizado. O time do São Paulo, sem craques, com um time inferior ao do ano passado, também limita-se a ser organizado. Veremos o que Dagoberto é capaz de fazer para elevar o São Paulo além de um time organizado. O Grêmio tem um diferencial com um ataque de respeito (Tuta) municiado por um meio de campo criativo (Theco e Diego Souza), e uma defesa, se não totalmente segura, pelo menos estável. O Santos , bom o Santos, teremos que ver o será após a saída de Zé Roberto, mas o Santos ainda terá um diferencial: Vanderlei Luxemburgo.
Sobre os times paranaenses, acho que o Paraná deverá fazer melhor campanha que o Atlético. É um time mais equilibrado, e as peças de reposição estão mais a altura dos titulares, somente no ataque o Paraná peca um pouco. Já o Atlético o problema está na zaga.
Enfim em um campeonato muito equilibrado boas apostas são para Grêmio e Santos.
O que diferencia este campeonato dos últimos, é que no inicio dos campeonatos mais recentes era fácil apontar um ou dois favoritos no inicio do campeonato. Ano passado Inter e São Paulo começaram como favoritos e não decepcionaram. Houve as surpresas, Grêmio, Santos , Paraná e Vasco. Mas o campeonato nunca fugiu de Inter e São Paulo. Em 2005 a disputa foi entre Corinthians e Inter e mesmo antes do campeonato não era difícil prever que isto ocorreria, talvez o Inter tenha surpreendido um pouco em 2005, mas o Corinthians não. Devido ao dinheiro da MSI, que em 2005 investiu muito no time. Neste ano (2007) os times estão mais organizados, estão planejados.
O Palmeiras está com o Caio Jr. desde o começo do ano, deve estrear com um time organizado taticamente, mas muito dependente de Valdivia e Edmundo. O Botafogo deverá imitar o Flamengo de alguns anos atrás, o ataque dos sonhos e defesa dos pesadelos. Se no campeonato carioca tomava gol em todos os jogos, imagina no BR07, onde a qualidade do adversário é muito maior.Mas ainda assim é um time organizado. O time do São Paulo, sem craques, com um time inferior ao do ano passado, também limita-se a ser organizado. Veremos o que Dagoberto é capaz de fazer para elevar o São Paulo além de um time organizado. O Grêmio tem um diferencial com um ataque de respeito (Tuta) municiado por um meio de campo criativo (Theco e Diego Souza), e uma defesa, se não totalmente segura, pelo menos estável. O Santos , bom o Santos, teremos que ver o será após a saída de Zé Roberto, mas o Santos ainda terá um diferencial: Vanderlei Luxemburgo.
Sobre os times paranaenses, acho que o Paraná deverá fazer melhor campanha que o Atlético. É um time mais equilibrado, e as peças de reposição estão mais a altura dos titulares, somente no ataque o Paraná peca um pouco. Já o Atlético o problema está na zaga.
Enfim em um campeonato muito equilibrado boas apostas são para Grêmio e Santos.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Uh ACP!

Festa do interior no Campeonato Paranaense. Depois de trinta anos um clube interiorano ergue a taça do estadual em campos curitibanos. Festa mais do que merecida do time de Paranavaí. Em nove partidas contra os times da capital, não perdeu nenhum.
No último jogo, domingo, enfrentou o Paraná com a Vila Capanema lotada. Mas a torcida do vermelhinho não fez por menos e lotou a sua parte do estádio. Valeu a viagem. Do lado paranista restou a esperança na Libertadores e, muito bem lembrado pelo Diogo, mais um vice-campeonato no currículo do treinador Zetti. Que não conseguiu montar um time que para fazer sequer um gol no jogo. Méritos todos ao ACP que conseguiu conter os momentos de pressão do Paraná, para garantir o empate e o título de 2007.
Em um campeonato de nível técnico baixo, prevaleceu a força do “nanico”. O título, na minha opinião, não foi nenhuma surpresa. Mas com certeza, foi um pesadelo para o Paraná, e assustou tanto os coritibanos, quanto aos atleticanos. Afinal, venceu o melhor, mas foi, definitivamente, o melhor dos piores. Que futuro estes times vislumbram, agora, nas competições nacionais?
O próximo passo do ACP é disputar a terceira divisão do Brasileirão. Parabéns ao campeão.
No último jogo, domingo, enfrentou o Paraná com a Vila Capanema lotada. Mas a torcida do vermelhinho não fez por menos e lotou a sua parte do estádio. Valeu a viagem. Do lado paranista restou a esperança na Libertadores e, muito bem lembrado pelo Diogo, mais um vice-campeonato no currículo do treinador Zetti. Que não conseguiu montar um time que para fazer sequer um gol no jogo. Méritos todos ao ACP que conseguiu conter os momentos de pressão do Paraná, para garantir o empate e o título de 2007.
Em um campeonato de nível técnico baixo, prevaleceu a força do “nanico”. O título, na minha opinião, não foi nenhuma surpresa. Mas com certeza, foi um pesadelo para o Paraná, e assustou tanto os coritibanos, quanto aos atleticanos. Afinal, venceu o melhor, mas foi, definitivamente, o melhor dos piores. Que futuro estes times vislumbram, agora, nas competições nacionais?
O próximo passo do ACP é disputar a terceira divisão do Brasileirão. Parabéns ao campeão.
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Enfim, Um Empate Fora de Casa...
Não foi um super-jogo, mas foi um bom jogo. Boas chances de gol para os dois lados. O Fluminense atacou muito pela direita, um erro, pois o lateral direito Carlinhos (não é titular) não acertava um cruzamento. Enquanto na lateral esquerda Junior Cesar nas poucas descidas fazia bons cruzamentos, o Flu deveria ter atacado mais pela esquerda. Golaço de Nei foi marcado da intermediária. Um pouco antes do gol o Atlético tinha dado um chute perigoso das mesma região, e logo após ao gol, Evandro também chutou da intermediária e quase marcou para o Atlético. Conclusão, o Flu dava muito espaço neste área do campo, mas o Atlético não soube aproveitar, não arriscou de longe, prefira pegar a bola na intermedária e tentart enviar no meio da zaga, um erro.
Quem merece destaque na partida de ontem é o goleiro Guilherme do Atlético, não que a tenha feita super-defesas, mas mostrou que tem noção de posicionamento, um bom exemplo é o chute de Alex Dias. Guilherme não mostrou elasticidade e muito menos impulsão, mas que ele estava bem posicionado no lance, isto ninguém pode negar.
Quem merece destaque na partida de ontem é o goleiro Guilherme do Atlético, não que a tenha feita super-defesas, mas mostrou que tem noção de posicionamento, um bom exemplo é o chute de Alex Dias. Guilherme não mostrou elasticidade e muito menos impulsão, mas que ele estava bem posicionado no lance, isto ninguém pode negar.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Os Últimos Serão os Primeiros
Coisas do futebol brasileiro e da Copa do Brasil. Os times classificados para as quartas de final da competição, estão na segunda divisão nacional, ou estiveram há pouco tempo atrás. Com a queda do Corinthians, em pleno Pacaembu, restam poucos times de massa. Dos oito classificados, quatro nunca disputaram a Libertadores da América. O último a disputar a competição continental foi o Atlético/PR em 2005.
O futebol brasileiro está mais competitivo? Ou está sendo nivelado por baixo?
O futebol brasileiro está mais competitivo? Ou está sendo nivelado por baixo?
GPS, Prancheta...Bomba e Cuia

O Fluminense começou mais uma temporada prometendo planejamento. Para comandar o elenco tricolor, mantiveram o técnico do final ano passado, Paulo César Gusmão. Foram contratados 15 jogadores. Alguns deles de renome, como Alex Dias e Carlos Alberto. Algumas promessas, como Cícero e Soares. Mas a maioria era mesmo do nível do Rafael Moura, o He-Man do Corinthians.
No inicio da preparação, PC Gusmão quis mostrar ser um técnico moderno. Aliou a tecnologia ao futebol, instalando um sistema de GPS no campo de treinamento. Assim, poderia saber como o time se movimentava dentro de campo, através de um radar. Pelo jeito, o satélite enviava informações distorcidas, talvez algum tipo de interferência. Pois, quando o treinador resolveu montar o time a olho nu, já era tarde demais. Enquanto o titular do time, Rafael Moura, mostrava o que mais sabia fazer – perder gols – o Fluminense em 13 jogos, ganhou apenas dois. Isso no campeonato estadual. Uma competição muito inferior ao Brasileirão ou até mesmo a Copa do Brasil. Acabou sendo dispensado com um aproveitamento, vergonhoso, de 28,2%.
Após a saída de PC Gusmão, foi a vez de Joel Santana assumir o Fluminense. A diretoria radicalizou. Trocou todo o sistema de satélites, radares e cyborgs, pela velha prancheta de Joel. Algo bem mais rústico. Papel, caneta e um campinho de metal cheio de imãs de geladeira. Se não funcionou ligado na tomada. Talvez o caso do Flu fosse dar umas porradas. Mas o treinador também não conseguiu achar uma solução para o time. Ficou de fora da disputa da Taça-Rio, e acumulou quatro derrotas em dez jogos. Pelo menos o artilheiro/zagueiro, He-Man, não era mais titular. Mérito da prancheta. Mas a diretoria acabou achando inevitável a demissão do treinador. E o carrossel de técnicos continuou nas Laranjeiras.
Agora é a vez de Renato Gaúcho tentar bater o recorde de permanência no cargo de treinador. Outrora ele foi ídolo do clube com a bola nos pés. Era o preferido da torcida. Mas em dois anos no rival, ficou apenas no “quase”. Quase mil; quase na Libertadores; quase campeão. A longevidade do técnico no comando do Vasco foi, na verdade, a receita do sucesso, ou quase, do time. É bom treinador, mas precisa de tempo para trabalhar. O problema é o clima de tensão que paira sobre o Fluminense. Trabalho para o coordenador de futebol do clube, Dieguito Branco – irmão perdido de Maradona. Apostar que a permanência do treinador, um dia renda algo mais do que “quases”.

Mas de todos os problemas existentes no Fluminense, como a falta de comando e a intervenção argentina, o maior de todos continua sendo a parceria com o plano de saúde. O parceiro interfere diretamente no futebol do clube. Contratando e demitindo, de acordo com seus interesses. Mas, pela maneira que a parceria encara o futebol, não se sabe suas reais ambições. Pois, para uma empresa particular voltada à saúde, o que parece mesmo é que o Fluminense anda sendo tratado pelo SUS.
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Kaká

Ora cá. Ora lá. Perdão, essa já é do ex-poeta do futebol e ex-BBB, Pedro Bial. No aniversário do craque holandês Johan Cruijff, o brasileiro foi apontado como seu possível sucessor. Ou pelo menos, é o que mais se assemelha no estilo de jogo. Comparações à parte, Kaká é sem dúvida o principal jogador brasileiro atualmente. Sem estripulias e malabarismos, é considerado um dos melhores jogadores do mundo. Objetivo, inteligente, veloz. Completo. O sonho de qualquer treinador.
Sua atuação na primeira partida da semifinal da Copa dos Campeões, fez jus a sua fama. Habilidade e frieza, normalmente reservada aos mais experientes, na hora de marcar seus dois gols. O segundo, o mais bonito de sua carreira. Ele é o “menino dos olhos” do Milan e de toda torcida rossonera. Para a torcida brasileira, é um exímio exterminador de argentinos. Desde sempre sentiu-se à vontade em jogar, e bem, o maior clássico da Terra. Ele não é do tipo que ganhará o prêmio de melhor do mundo, da Fifa, ou qualquer outro. É do tipo que resolve. Daqueles que perdem o drible, mas não perdem a jogada. Daqueles que não tem preço.
Pipocam pelo mundo afora, jogadores de muita habilidade. Quase circenses. Eles dão plasticidade ao jogo. Enquanto o meia brasileiro faz o jogo, ser jogado. Kaká é uma raridade, nos tempos de hoje e sempre.
Sua atuação na primeira partida da semifinal da Copa dos Campeões, fez jus a sua fama. Habilidade e frieza, normalmente reservada aos mais experientes, na hora de marcar seus dois gols. O segundo, o mais bonito de sua carreira. Ele é o “menino dos olhos” do Milan e de toda torcida rossonera. Para a torcida brasileira, é um exímio exterminador de argentinos. Desde sempre sentiu-se à vontade em jogar, e bem, o maior clássico da Terra. Ele não é do tipo que ganhará o prêmio de melhor do mundo, da Fifa, ou qualquer outro. É do tipo que resolve. Daqueles que perdem o drible, mas não perdem a jogada. Daqueles que não tem preço.
Pipocam pelo mundo afora, jogadores de muita habilidade. Quase circenses. Eles dão plasticidade ao jogo. Enquanto o meia brasileiro faz o jogo, ser jogado. Kaká é uma raridade, nos tempos de hoje e sempre.
Aumenta, Aumenta o Som...
...O Macuglia aqui não! Esse promete ser o novo grito da desorganizada do Coritiba. O time está eliminado da Copa do Brasil. Empate em 3 a 3 contra o Botafogo. Com certeza foi um jogão no Maracanã. Muito melhor do que o primeiro, no Couto Pereira. Muito melhor, mesmo. Porém, um pouco tarde demais. O time jogou bem. A grande surpresa foi o “cala-te boca” que o atacante Henrique Dias deu nos comentaristas desse blog. Mas a partida serviu muito mais para mostrar a deficiência defensiva do Botafogo, que é compensada com uma ofensividade ímpar. Do que para mostrar ao Coxa o caminho para a primeira divisão.
A dupla de ataque do time paranaense era, mais uma vez, inédita. Mas a zaga continua a mesma. E o goleiro também. Não, não é um elogio à base da equipe do Coritiba. O treinador Guilherme Macuglia conseguiu, pelo menos ao que parece, motivar finalmente seus atletas. Mas com suas substituições, ou a falta delas, não fez com que o time mantesse o ritmo da vitória. Perdido por um, perdido por mil. E com o resultado adverso o técnico põe em campo o vagaroso Geraldo, no lugar de Juninho, e tira o veloz Túlio. Em seu lugar entrou Keirrison, apenas aos 42 minutos do segundo tempo. Que moral do atacante, hein? A oportunidade de Marlos, veio apenas com a contusão do zagueiro Douglão. Não fosse a troca de um defensor por um meia amador, desconfio que Guilherme Macuglia queria assegurar o empate/derrota.
Na coletiva de imprensa, após o jogo, o técnico do Coritiba declarou-se chateado com as seqüência de eliminações. Porém, declarou que o Paranaense e a Copa do Brasil eram, na verdade, “laboratórios” para o real objetivo da temporada. Que é o acesso a Série A do campeonato brasileiro. Sem dúvida é o maior desejo de todo coxa-branca. E desses tempos de experimentações, chegou-se a uma fórmula infalível. Aqui vai a receita: uma porção de Gionédis; uma porção de Guilherme Macuglia; uma porção de jogadores despreparados. Junte os elementos e bata no liquidificador. Depois é só dar para a torcida engolir. O resultado será um catalisador eficiente para derrotas decisivas.
A Torcida do Revés
Pela segunda vez seguida na competição nacional, o Atlético/PR conseguiu reverter a desvantagem da primeira partida. Agora foi a vez do xará Atlético/GO tomar o troco. O time rubro-negro tem vários problemas no elenco e no comando. Mas ao lado da empolgação da torcida, tem conseguido vencer as adversidades. Pelo menos na Copa do Brasil.
Os torcedores se orgulham de seu estádio ser um verdadeiro “caldeirão”. A proximidade do campo e o uníssono criado nas arquibancadas são únicos. Dentro da Arena da Baixada, o Atlético joga com doze jogadores em campo. Infelizmente, momentos como esses só podem ser apreciados quando a diretoria atleticana resolve ser “solidária” com a plebe. Está mais do que comprovada, não apenas nos últimos jogos, a força do estádio lotado. TODOS rubro-negros. TODOS apaixonados. TODOS comprometidos com a vitória. É hora de se fazer ouvir.“Respeito é bom e eu gosto”. Uma torcida menos conivente com a diretoria. E uma diretoria mais complacente com os torcedores. Na saúde e na doença. Na riqueza e na pobreza.
Até agora o time do Atlético/PR fez valer a máxima de que “alegria de pobre dura pouco”. Passou por cima de Vitória/BA e Atlético/GO. Porém, agora é a vez de enfrentar a interrogação que será o Fluminense gaudério. A única certeza, é a que a torcida estará lá.
Somnolency

Chelsea e Liverpool fizeram uma homenagem à velha guarda do futebol inglês. Jogo burocrático e defensivo. Chato mesmo. Joseph Little Mouro, treinador português dos Blues, e Raphael Benítex , treinador espanhol dos Reds, incorporaram na partida o “jeitinho inglês” de jogar futebol. Mesmo tendo em mãos elencos pra lá de internacionais. O Chelsea, por exemplo, contou com quatro jogadores ingleses. O Liverpool com apenas três. Porém, em campo pareciam todos súditos da rainha. Com exceção do atacante marfinês, do Chelsea, Drogba. Que protagonizou dois dos três lances de ataque que houveram em toda partida, para os dois lados. Um destes acabou resultando no gol de Joe Cole para o time londrino. E só. Marcação de um lado e de outro. Cruzamentos e chutes de fora da área, sem nenhum rumo.
Julgando friamente as duas partidas das semifinais, o campeão parece que sairá do confronto entre Milan e Manchester United. A partida entre os ingleses só foi boa para os mais nostálgicos.Que estavam cansados de ver a habilidade de Cristiano Ronaldo, a velocidade de Xabi Alonso, e as definições de Drogba invadirem o futebol da Inglaterra. Definitivamente, não valeu a pena mentir para o patrão, para ficar em casa vendo o jogo do meio da tarde.
terça-feira, 24 de abril de 2007
Oséas de Novo Não!
O Palmeiras já demonstrou interesse no atacante Denis Marques do Atlético Paranaense. Para liberar o atleta, o clube paranaense pede US$ 8 milhões. O Atlético/PR não esta disposto a vendê-lo, apesar que, desde a sua chegada ao time, Denis Marques não jogou bola para justificar tal valor. Alex Mineiro se encaixaria melhor nas necessidades atuais do Palmeiras. E logo após a sua volta do Japão, o Atlético/PR tentou de vendê-lo - Grêmio e Cruzeiro mostraram interesse em contar com o jogador - isto porque resta apenas um ano de contrato de Alex com o Atlético/PR. E ao término deste contrato, a tendência é ele sair sem o rubro-negro ganhar, sequer, um centavo. Resta saber se após o bom futebol apresentado pelo artilheiro do Campeonato Paranaense, o Atlético/PR ainda teria interesse em negociá-lo.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Que Bonitinho
Há muito tempo as semifinais do campeonato paulista não eram tão disputadas. Nas partidas entre Santos e Bragantino, o regulamento classificou o time santista, após dois empates sem gols. Na outra partida mais um “Davi e Golias” entre São Paulo e São Caetano. No primeiro jogo, empate em 1 a 1. Vantagem do São Paulo para o segundo jogo.
Na decisão, golaço de Ilsinho no primeiro tempo. E goleada do São Caetano no segundo. Quatro gols. Três bobeadas.
O São Paulo perdeu para sua velha e conhecida soberba. É um dos melhores times do Brasil, indiscutivelmente, e também um dos maiores egos. Não respeitou o público de 44 mil espectadores no Morumbi. E ao final do jogo a torcida não se deu ao respeito. Não, o problema não foi a violência. Foi a passividade da torcida são-paulina diante da goleada.
O torcedor é, por natureza, um apaixonado. Um irracional. Ele escolhe um time, morre com ele. Mas não sabe explicar porque. Se o clube do coração estiver disputando dez títulos, o torcedor quer os dez. Se ganhar nove e perder um, vai doer. Tem que doer. Torcer é não querer perder. Jamais.
E no domingo (22) enquanto o São Paulo era goleado dentro de campo, das arquibancadas vinham mensagens de consolo. É muito fácil se desfazer de uma competição após estar sendo eliminado. Cobrar também é incentivar. Um time cobrado está sempre alerta. Não importa se o time é apontado como favorito. O elenco não pode pensar assim. Tem que saber que há uma torcida para apoiá-los.Uma torcida exigente, à quem devem satisfação. Com o São Paulo fora da disputa, o Santos é o grande favorito. Felizmente, por enquanto, eles não sabem disso. Encerro com um comentário infeliz, mais um, do goleiro Rogério Ceni ao clamar pela torcida no jogo válido pela Libertadores: "Esta partida, inclusive, é muito mais importante do que era o jogo contra o São Caetano. A Libertadores é o que nos restou e vamos trabalhar junto para chegar a mais uma final e ganhar."
Não é Nenhum Espanto
Depois de definidas as partidas das semifinais do Campeonato Paranaense, era dado como certo o embate Atletiba na final do campeonato. Era também o desejo destas duas torcidas, que não se encontrarão no campeonato nacional. Mas dentro de campo, onde a vaga é decidida, venceram os melhores.
Depois do Coritiba perder para o ACP por 3 a 2 no jogo de ida, precisava vencer nos seus domínios. Todos sabiam que não seria jogo fácil. E enquanto a torcida fez sua parte, e compareceu em grande número no Couto Pereira, o time começou pressionando e buscando o gol logo no começo da partida. Mas se atirou ao ataque de maneira desorganizada. E depois de uma falha do volante Juliano dentro da área, o pior aconteceu, gol do Paranavaí. Se o Coritiba não se organizava em campo antes, depois do gol a situação foi de mal a pior. As posições ficaram indefinidas. Não se sabia mais quem era zagueiro ou quem era atacante. O ACP também não quis, ou não soube, procurar o segundo gol. A principal jogada do alviverde, inexplicavelmente, era pelas laterais, com cruzamentos para dentro da área. Como os jogadores de ataque não eram altos o suficientes para competir nas bolas aéreas, os zagueiros do coxa começaram a subir a todo momento. No meio de toda a afobação saiu o gol pelo alto, com Henrique. Depois, só mais desespero até o final da partida. O Paranavaí chega a final, com todos os méritos, não perdeu para nenhum dos “grandes”. E parou o Coritiba fora de casa.
Um pouco mais tarde foi a vez de definir a outra vaga no clássico, Atlético/PR x Paraná. E como escreveu o colunista do Lance!, Mauro Beting: “Pela enésima-zilionésima vez, o Paraná cala a minha boca e chega coberto de méritos à decisão estadual.”. Depois de um primeiro tempo chato, sem muitos lances, e com o Atlético/PR abrindo placar com um gol de pênalti, o segundo reservava surpresas muito melhores para a torcida paranista. Enquanto o Paraná voltou para o jogo disposto a vencer, do outro lado, havia o despreparo da defesa e a apatia do time atleticano. Num conjunto de erros coletivos e sucessivos o Atlético/PR acabou tomando três gols e de quebra derrubando um tabu. O time nunca havia perdido para o Paraná dentro de seu estádio. A Arena, aliás, que também recebeu grande público. E a exemplo do Couto Pereira, a festa foi, apenas, no cantinho das arquibancadas.
Parabéns ao Paraná e ao treinador Zetti. Que superou seus adversários dentro de campo, além do calendário atrapalhado da Federação. E até agora cumpre seus objetivos do primeiro semestre. Parabéns ao ACP, que fez frente a todos os times da capital, e vai para a decisão com moral. Serão dois grandes jogos. Uma decisão entre os melhores, de fato.
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