segunda-feira, 23 de abril de 2007

Não é Nenhum Espanto


Depois de definidas as partidas das semifinais do Campeonato Paranaense, era dado como certo o embate Atletiba na final do campeonato. Era também o desejo destas duas torcidas, que não se encontrarão no campeonato nacional. Mas dentro de campo, onde a vaga é decidida, venceram os melhores.
Depois do Coritiba perder para o ACP por 3 a 2 no jogo de ida, precisava vencer nos seus domínios. Todos sabiam que não seria jogo fácil. E enquanto a torcida fez sua parte, e compareceu em grande número no Couto Pereira, o time começou pressionando e buscando o gol logo no começo da partida. Mas se atirou ao ataque de maneira desorganizada. E depois de uma falha do volante Juliano dentro da área, o pior aconteceu, gol do Paranavaí. Se o Coritiba não se organizava em campo antes, depois do gol a situação foi de mal a pior. As posições ficaram indefinidas. Não se sabia mais quem era zagueiro ou quem era atacante. O ACP também não quis, ou não soube, procurar o segundo gol. A principal jogada do alviverde, inexplicavelmente, era pelas laterais, com cruzamentos para dentro da área. Como os jogadores de ataque não eram altos o suficientes para competir nas bolas aéreas, os zagueiros do coxa começaram a subir a todo momento. No meio de toda a afobação saiu o gol pelo alto, com Henrique. Depois, só mais desespero até o final da partida. O Paranavaí chega a final, com todos os méritos, não perdeu para nenhum dos “grandes”. E parou o Coritiba fora de casa.
Um pouco mais tarde foi a vez de definir a outra vaga no clássico, Atlético/PR x Paraná. E como escreveu o colunista do Lance!, Mauro Beting: “Pela enésima-zilionésima vez, o Paraná cala a minha boca e chega coberto de méritos à decisão estadual.”. Depois de um primeiro tempo chato, sem muitos lances, e com o Atlético/PR abrindo placar com um gol de pênalti, o segundo reservava surpresas muito melhores para a torcida paranista. Enquanto o Paraná voltou para o jogo disposto a vencer, do outro lado, havia o despreparo da defesa e a apatia do time atleticano. Num conjunto de erros coletivos e sucessivos o Atlético/PR acabou tomando três gols e de quebra derrubando um tabu. O time nunca havia perdido para o Paraná dentro de seu estádio. A Arena, aliás, que também recebeu grande público. E a exemplo do Couto Pereira, a festa foi, apenas, no cantinho das arquibancadas.

Parabéns ao Paraná e ao treinador Zetti. Que superou seus adversários dentro de campo, além do calendário atrapalhado da Federação. E até agora cumpre seus objetivos do primeiro semestre. Parabéns ao ACP, que fez frente a todos os times da capital, e vai para a decisão com moral. Serão dois grandes jogos. Uma decisão entre os melhores, de fato.

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