quinta-feira, 31 de maio de 2007

Não Adianta Só Ter William Wallace

O Grêmio está com um pé na final da Libertadores.De todos os times brasileiros, foi o que teve o caminho mais tortuoso até as fases finais. Na primeira fase enfrentou o atual semifinalista, Cúcuta. Logo nas oitavas enfrentou o franco favorito São Paulo. E na fase seguinte reverteu a desvantagem diante do Defensor. Mesmo assim dizem que é só um time valente.
Na última sexta-feira o jornalista André Rizek intitulou o Grêmio como um time aguerrido, sem nenhum talento individual. No mesmo dia caiu em contradição por várias vezes ao reconhecer que o plantel gremista conta com jogadores decisivos como Tcheco, Tuta, Carlos Eduardo, entre outros. Depois da vitória incontestável do tricolor gaúcho sobre o Santos, Rizek insistiu no erro. Atribuiu, apenas, ao brio do Grêmio o diferencial entre os dois times. Pois eu me pergunto, só valentia ganha jogo? Por que a desconfiança sobre um plantel respeitável como do Grêmio?
Os dois times contam com bom elenco. Onde falta para um, sobra para o outro. Enquanto o Santos não tem uma boa referência no ataque, o Grêmio conta com o artilheiro Tuta, além de Amoroso. Se o Peixe tem o excepcional Zé Roberto, Tcheco da conta do recado na meia cancha gremista. Sem falar da superioridade santista pelas laterais. Os dois tem suas carências, mas qual clube não tem? O Grêmio chega as semifinais com o mesmo mérito de todos os outros. Não há nada de argentino no tricolor, além da avalanche de torcedores no momento do gol. Querer ganhar e jogar com brio não é atributo ímpar dos hermanos. É apenas futebol.
Luxemburgo declarou que saiu barato para o Santos os dois gols de desvantagem. Não porque tem um time pior. Simplesmente, porque venceu quem quis vencer.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Peixe Fora D’Água


Acostumados com o clima praiano, onde as temperaturas mais gélidas se resumem a brisas marítimas, o Santos se encolheu diante do Grêmio. Pareciam estar jogando com uma bolsa de água quente dentro do uniforme. Ela provavelmente atrapalhou Adaílton no lance do segundo gol tricolor.
Partida completamente dominada pelo Grêmio, em nenhum momento o Santos esboçou reação. Ou mesmo pressionou o adversário. A principal arma santista, Zé Roberto, foi facilmente anulado, mal conseguiu atravessar a linha do meio de campo. Nem as variações táticas de Luxemburgo aqueceram o time. Se bem que ela já está bem manjada. Pedrinho entrou no lugar do lateral-direito, Alessandro, para poder jogar nas costas de Kléber, enquanto Maldonado ocupou o lado direito do gramado. A jogada foi anulada, assim como todas as outras. O Luxa até pôs em campo o amuleto santista, Moraes, mas também não funcionou. Enfim, não teve jeito mesmo. O time do Grêmio venceu em campo e a torcida, essa sim estava quente, nas arquibancadas.
O Santos agora decide em casa. Terá que aproveitar, e jogar muito mais, a virtual vantagem. Não duvido que o resultado seja revertido na próxima semana. A minha dúvida é se a torcida santista, finalmente, irá lotar a Vila Belmiro e acreditar na classificação. Apesar de parecer um desafio aos praianos, é muito mais uma intimação. Faça chuva ou faça frio, a torcida tem que apoiar o time. A conquista da América, depois de 44 anos, nunca esteve mais próxima. O jogo entre os brasileiros, apesar da tradição do Boca Juniors do outro lado, tem cara mesmo de final antecipada. Se o Santos não reagir, ninguém tira o título do tricolor gaúcho.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Estigma


Não importa quantas lágrimas Edmundo derrame. Nem quanto ele se arrependa dos seus atos passados. Ele sempre será o boleiro bad boy. Numa partida pra lá de chata, o único lance mostrado nos programas esportivos foi o drible de corpo que o atacante deu no técnico Caio Júnior ao ser substituído.
Aos 40 minutos do segundo tempo, ao ser sacado do time, Edmundo saiu com cara de poucos amigos e não respondeu ao cumprimento do treinador palmeirense. A atitude do jogador repercutiu mais do que qualquer coisa no clássico. Apesar disso não foi surpresa para ninguém. O que mais se ouviu foi que “o Edmundo é assim mesmo”, “quem contrata ele tem que ler a bula”. E coisas do gênero. O que todos profetizaram como uma eminente crise entre técnico e jogador foi contornado pelo próprio Caio Júnior, e também com o pedido de desculpas de Edmundo a todo elenco.
Desde o inicio da carreira, Edmundo era tido como um jogador com sérios problemas de desvio de conduta. Dentro de campo sempre foi um craque. Mas fora dele colecionou problemas com treinadores, jogadores, com a justiça e até com Associação Protetora dos Animais. Esse é o mau e velho Edmundo.
Depois de quase encerrar a carreira no Nova Iguaçu, ganhou uma chance no Figueirense. Dali mesmo jurou amor eterno ao Palmeiras. A torcida pediu e ele voltou. É, novamente, peça fundamental no elenco palmeirense e não se cansa de falar o quanto é bom estar no clube do qual nunca deveria ter saído. Aos 36 anos, são visíveis as mudanças de comportamento de Edmundo. Quem antes era um divisor de águas no elenco, hoje é um dos líderes. Tem o respeito de jogadores, comissão técnica e diretoria. E se dá a esse respeito. Está mais profissional do que nunca. E em tempos de baixo orçamento nos clubes brasileiros, recusou uma oferta mais vantajosa financeiramente do futebol dos Estados Unidos e permaneceu no Palmeiras. Para como ele mesmo disse, terminar o que começou. É um dos últimos com esse tipo de fidelidade ao time no Brasil. Esse sim, é o bom e novo Edmundo.

Era Dunga


Desde que Dunga assumiu o comando da seleção brasileira todos estão desconfiados. A total falta de experiência era o principal motivo para indagações no inicio do trabalho. Depois de algumas partidas os motivos já são outros. Ao assumir a seleção o técnico Dunga prometeu renovação. As novas revelações ganhariam chances de vestir a camisa amarela. Quase todos os medalhões que fracassaram na Copa da Alemanha foram imediatamente descartados. Então começaram as convocações. E as desconfianças foram desaparecendo aos poucos. Agora parece muito mais uma certeza. A de que não vai dar certo. Após nove partidas já foram 55 jogadores, entre convocados e pré-convocados. * Ver a lista completa logo abaixo.
Se Dunga consegue convocar tamanha quantidade de jogadores, por que tantas criticas a qualidade técnica da nova geração? Temos tantos jogadores bons assim? Ou temos jogadores de menos, e a busca está árdua? Entre tantos nomes, a maioria chama a atenção. Simplesmente não sabemos porque foram chamados, ou até mesmo quem foi chamado.
No gol vimos o goleiro Gomes, do PSV, sumir das lista. Ele deu lugar a Doni, talvez porque o goleiro do Roma tenha feito grande campanha, principalmente na Copa dos Campeões. Além dele, Diego do Atlético Mineiro (?) tomou a vaga que era de Fábio do Cruzeiro – pelo menos esse é fácil explicar porque não é mais chamado. Na lateral-direita jogou até Ilsinho, do São Paulo, mesmo tendo disputado pouco mais de 30 partidas como profissional. É bom jogador, por isso potencialmente negociável, será esse o motivo? Há exemplos como esse em todas as posições. Ilsinhos, Marcelos, Fernandos, Afonsos e assim por diante. A renovação de Dunga não passou pelos bons jogadores, reconhecidamente, que nunca tiveram chances com Parreira. Preferiu fazer o trabalho de olheiro para o mercado internacional.
Faltam apenas três anos para a Copa do Mundo de 2010. É hora de ter uma seleção principal definida. São poucas datas para jogos, poucos treinos, portanto precisamos de uma equipe definida para o Mundial. Não se pode perder tempo preparando a equipe para as Olimpíadas do ano que vem. Preferimos torcer para a ginástica e para o vôlei. O foco da seleção principal deve ser um só: hexacampeonato.

Os – quase- 300 de Dunga

G – Doni, Helton, Diego, Gomes, Fábio, Júlio César
LD – Cicinho, Maicon, Daniel Alves, Ilsinho
LE – Gilberto, Marcelo, Adriano, Carlinhos, Kleber
Z – Lúcio, Juan, Gladstone, Luisão, Alex, Alex Silva, Naldo, Thiago Silva, Edu Dracena
V – Gilberto Silva, Dudu Cearense, Edmílson, Jônatas, Mineiro, Lucas, Fernando, Tinga, Denílson, Josué
M – Elano, Morais, Daniel Carvalho, Wagner, Julio Baptista, Kaká, Ronaldinho, Diego, Lincoln, Zé Roberto, Anderson
A- Robinho, Fred, Vagner Love, Rafael Sobis, Ricardo Oliveira, Adriano, Afonso, Carlos Eduardo, Jô.

domingo, 27 de maio de 2007

O Time do Revés


Segunda virada do Paraná no campeonato. As duas fora de casa. Três vitórias, convincentes, em três jogos. Josiel na artilharia com cinco gols. A melhor partida da rodada.
O campeonato está apenas começando, mas até agora o Paraná é o líder isolado. Nos últimos anos o tricolor tem sempre iniciado bem a competição nacional. Ano passado, diferente dos anteriores, o time manteve a regularidade e garantiu a vaga para a Libertadores. A questão é se desta vez o elenco paranista será mantido ao longo do campeonato. Já perderam o meia Dinelson para o Flamengo. Conseguirá segurar, por exemplo, o atacante Josiel, quando o mercado internacional abrir? É dever da diretoria ambicionar vôos maiores para o Paraná. Priorizar uma boa campanha no Brasileirão e não liberar seus atletas por alguns trocados. Uma classificação para o torneio intercontinental, os diretores bem sabem, é certeza de retorno financeiro.
Quanto ao Cruzeiro, adversário deste domingo, sofreu a segunda humilhação em casa. A primeira havia sido para o Corinthians. É o pior time até aqui do Campeonato Brasileiro. Ruim de doer. Apesar do resultado elástico, a partida não foi nem de longe um desafio para o Paraná. A torcida está esperançosa. Dinelson já é carta fora do baralho.

sábado, 26 de maio de 2007

Indigesto


A programação esportiva tem horário cativo na tv aberta, justamente na hora do almoço. As últimas do futebol sempre vem acompanhadas de arroz, feijão, bife e batatinha. Porém está cada vez mais difícil de engolir os programas de esporte na hora da refeição.
Zapeando pelos canais as opções não são poucas. Assim que ligamos a televisão nos deparamos, em ordem crescente, com uma loiraça dos pampas. Infelizmente ela não está só. É rodeada de três ex-jogadores que resolveram atacar de comentaristas. Neto, o falastrão egocêntrico. Marcelinho Carioca, o oportunista. E Muller, que atende pela alcunha de ”o profeta”, mas com certeza deve ser algum trocadilho de mau gosto. Todos tendenciosos, não escondem suas preferências pelos seus ex-clubes. Conseguem deixar em segundo plano o excelente Mauro Beting. Que resume seus comentários a gargalhadas, diante da fanfarrice que toma conta do debate. Em um programa transmitido em rede nacional, é visível o desconhecimento dos comentaristas acerca do futebol fora de São Paulo. Não bastasse isso, são muitas as intervenções da loiraça. Mas somente para passar um número de telefone, que não é o seu, para se concorrer a “prêmios fantásticos”. Quem já assistiu ao programa ao menos uma vez, já sabe de cabeça o número, tamanha a quantidade de vezes que ele é repetido ao longo de uma hora.
Quando já estamos quase fazendo um interurbano para celular, optamos por mudar de canal. Ai é a vez dos três patetas. Moe, Curly e Larry querem muito mais divertir do que informar. A fórmula, criada em Minas Gerais, de três torcedores dos principais times do estado provocando-se ao vivo fez sucesso em Curitiba. O programa já perdura por anos, e ainda ganhou a concorrência de outros dois que seguem a mesma linha. Felizmente um deles foi cancelado. E durante todos estes anos os torcedores de Coritiba, Atlético e Paraná foram substituídos. Mas tudo continuou igual. São todos sempre ligados as facções desorganizadas de seus clubes. Pregam a paz entre as torcidas, enquanto exaltam os maiores causadores de problemas nos estádios. Com isso acabam falando em nome da minoria. Como todo torcedor são apaixonados. Seus comentários são os mesmos daquele amigo coxa branca, atleticano ou paranista. Precisa-se do mínimo de formação, ou pelo menos informação, para comentar. Para torcer não precisa nada disso. As vezes vale alguma risada. Nada mais.
Depois dos clones do programa humorístico, encerramos o almoço com o tradicional Globo Esporte. Diferente dos outros não promove nenhum debate, riso ou qualquer tipo de promoção. É puramente informativo. Não especula, nem discute. Ótima oportunidade para ver os gols da rodada e os destaques das principais partidas. Infelizmente seu tempo no ar é muito curto. Dificilmente as reportagens fogem do eixo Rio-São Paulo. Devido ao horário de transmissão é muitas vezes um digestivo. Mas como todos os outros, costuma provocar acidez.
Os carentes, apaixonados por esporte, clamam por subsídios do governo para instalação de redes de televisão por assinatura. Seria uma economia para a saúde pública. Que sofre com a freqüência de torcedores ávidos por purgantes e afins. A situação é critica. Daqui a pouco sentiremos saudades do Fernando Gomes.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Ana Paula no Banco dos Réus


O Botafogo irá entrar com um processo contra Ana Paula Oliveira. Uma ação no valor deR$2,5 milhões. Este valor considera o prêmio de campeão da Copa do Brasil de R$1,2 milhões, somados a renda dos dois jogos finais, algo em torno de R$600 mil cada jogo. O fato é que Ana Paula errou contra o Botafogo, assim como Simon errou contra o Atlético Mineiro semana passada. Assim como um assistente, ano passado, errou no jogo do Fluminense contra o Paraná - dois impedimentos em um único lance, gol do Fluminense. Assim também, um juiz tirou o título de Campeão Brasileiro de 2005 do Inter, no jogo Inter x Corinthias, imagina se virá moda juízes serem processados pelos erros dentro de campo. Ninguém mais vai querer ser juiz de futebol.
Há outro ponto a ser visto, o Botafogo entrando com este processo estará causando uma pressão sobre a arbitragem, a favor do Botafogo, pois todos os juízes que forem apitar jogos do Botafogo, provavelmente ouviram o seguinte "Cuide-se, já processei um". Por isso o Botafogo não pode levar algo que ocorreu dentro de campo para a justiça comum. Deve no máximo levar a justiça desportiva. Não estou dizendo que Ana Paula não deve ser penalizada. Deve sim ser penalizada. Mas o Botafogo não pode entrar com este processo.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Sem Graça


Esse é o melhor título para a final da Copa do Brasil. Me perdoem os torcedores de Fluminense e Figueirense. Mas nenhum dos dois times empolgou durante os estaduais e, mesmo se classificando para a decisão, continuam sendo duvidas. Nenhum dos dois mostrou futebol convincente até agora. Não desmereço por terem chego tão longe na Copa do Brasil, foram competentes e superaram obstáculos extra campo. Porém, dentro de campo os adversários não ofereceram tanta resistência quanto imaginava-se. Os caminhos até a final não foram tão tortuosos. Com os times que disputaram a Libertadores fora da competição, a Copa do Brasil, nestes últimos anos, parece mais a última esperança de título para alguns clubes. Pelo menos as duas finais entre cariocas, nos dois anos anteriores, traziam consigo a rivalidade entre os clubes. Desta vez nem isso. O caminho mais curto para a Libertadores da América virou um torneio coadjuvante. Se ela fosse disputada no segundo semestre...

Ela é ELAS


Nos últimos jogos do Botafogo, os lances mais comentados foram os erros da arbitragem. Ora contra, ora a favor do time carioca. Mas nenhuma das falhas repercutiu tanto quanto a DELAS. Talvez porque seja ELAS. Erros de árbitros e auxiliares não são exceção, mas Ana Paula Oliveira sim. A auxiliar de arbitragem é competente, e considerada por muitos, uma das melhores da profissão. Prova disso é sua constante escalação em jogos decisivos. Porém, nas últimas partidas que atuou como auxiliar, comprometeu sua reputação cometendo erros que acabaram mudando o destino de algumas competições. Por conta desses erros, Ana Paula Oliveira está suspensa do quadro de árbitros da CBF por pelo menos três rodadas. Punição que, com certeza, deve ser imposta. Mas por que o árbitro Carlos Eugênio Simon não recebeu pena semelhante, após o erro crucial nas quartas de final? Porque ELE errou. Por que não se comenta mais o pênalti não marcado na outra semana? Porque ELAS errou. ELAS? Pois é, foi esse o modo que o vice de futebol do Botafogo, Carlos “Clodovil” Montenegro, achou para se referir a Ana Paula Oliveira. A assistente, nas palavras dele, errou em nome de todas as mulheres. Afinal, ele tem alguma coisa contra TODAS as mulheres? Uma coisa tenho certeza que ele é contra, o bom senso.
Enquanto o racismo é combatido duramente nos gramados, o machismo no esporte bretão continua medieval. O preconceito, em qualquer forma, é condenável. Já sabemos a pena pelo erro DELA. E qual será a pena DELES?

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Quem Não Tem Cão, Caça com Gato

O Atlético massacrou o Figueirense. O detalhe é que Marcão não pode ser zagueiro do Furacão. Dos três gols do time catarinense, todos sairam de falhas do jogador. No primeiro gol é ele quem dá condição ao ataque do Figueirense. O segundo nasceu em um lançamento nas costas dele. E no terceiro Marcão saiu jogando errado. Danillo é muito bom zagueiro, mas o Atlético precisa arrumar outro zagueiro para jogar ao seu lado.

Mentira Tem Perna Curta

Após o jogo do Coxa no sábado, muitos meios de comunicação enfatizaram que o Coritiba havia vencido um dos favoritos ao acesso, e que tinha jogado muita bola. Não concordo em nenhum dos pontos. O Paulista fez um um bom campeonato paulista, mas após o final da competição , o time de Jundiaí vendeu seis jogadores. Isto é, o Coxa ganhou de um time remendado. Outro detalhe a ser examinado é que dois dos três gols do Coritiba sairam após falhas da zaga do Paulista. E não por méritos do ataque alviverde. Quando este time pegar defesas bem montadas, não terá capacidade de trabalhar a bola com técnica suficiente para fazer gols.

Roque no Grêmio

Após ver o Paranavai jogar por três vezes consecutivas, fui na final do Paranaense para observar de perto o lateral esquerdo Roque, do ACP. Nos outros três jogos que eu havia visto, Roque tinha se apresentado muito bem. Porém, na final Roque não apresentou um bom futebol. Dias após a final, vendo a escalação dos melhores jogadores do Campeonato Paranaense, em vários meios de comunicação, constato que: Roque foi eleito o melhor lateral esquerdo pela rádio Transameria, rádio Banda B e pelo jornal Gazeta do Povo. O único lugar onde Roque não foi eleito o melhor lateral esquerdo, foi na seleção da Federação Paranaense de Futebol. Segundo esta, o melhor lateral esquerdo foi Egidio do Paraná Clube. Na minha opinião, Egidio está muito abaixo, tinha no mínimo três laterais melhores do que ele na competição.
O fato é que Roque está indo para o Grêmio. Com certeza o tricolor gaúcho esta fazendo um bom négócio. Lúcio logo deve perder sua posição.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Coxa Vai as Compras

O Coxa tem feito muitas contratações, jogadores com qualidade, que vem para jogar. Caso do zagueiro Dezinho (ex-Galo adap), e dos goleiros Vanderlei (ex-Paranavai) e Edson Bastos (ex-Guaratinguetá). Outros de qualidade duvidosa. Dinei, meia atacante, e Gilberto Flores, lateral direito. Para as duas posições mais carentes do grupo, volante e goleiro, somente a última foi suprida. Mas para o setor defensivo de meio-campo o Coritiba trouxe somente Careca, do Ulbra, não se sabe se é bom jogador. Mas precisa de um volante que no mínimo saiba sair jogando e tenha bom passe, ou deverá jogar com dois meias de origem. E jogar com Túlio como volante, sua posição de origem. E não tentar inventar, escalando o jogador como meia armador, como vem ocorrendo nos últimos jogos.

A Melhor Defesa é o Ataque


Será um jogo bem aberto. Botafogo e Atlético MG são times com vocações ofensivas, porém, ambos com pouca qualidade defensiva. A mídia tem falado muito que o Botafogo joga bonito e possui o melhor ataque do Brasil no momento. Mas não é um time equilibrado. Ou alguém acha que Juninho e Alex são bons zagueiros? Ou que tomar um gol por jogo no estadual do Rio é normal? O ponto alto da defesa do Botafogo é o goleiro Júlio César, este sim é muito bom, e estará de volta em campo.
Acho o Atlético um time mais equilibrado, em comparação ao Botafogo, mas não chega a ser sensacional. O volante Rafael Mirando é muito bom, e pode ser apontado como o diferencial do Galo mineiro.
Palpite: Um empate com gols e Galo com a vaga.

Raça Gremista


O jogo começou quente, pegado com raça, como deve ser um jogo de Libertadores. O Grêmio marcava muito bem no meio. Tuta vinha buscar jogo no meio de campo, com um diferencial, fazia o pivô para quem vinha de trás, por três ou quatro vezes o Grêmio atacou assim. Tuta ajeitando para Tcheco ou Diego Souza que vinham pela retaguarda com a bola dominada. Desta forma o Grêmio dominou o primeiro tempo. Criou 4 oportunidades de gol e o São Paulo somente uma. O gol saiu de uma falha da zaga do São Paulo, a bola sobrou para Theco sem nenhuma marcação, ajeitou o corpo e bateu como quis.
No segundo tempo Muricy Ramalho alterou muito bem o time, o São Paulo começou a jogar em um esquema diferente, um 4-3-3. Richarlyson e Ilsinho subiam pouco ao ataque e quando subiam não chegavam à linha de fundo e nem entravam em diagonal no campo para puxar o jogo no meio. Os dois laterais simplesmente subiam até intermédiaria, a partir deste ponto, o jogo pela esquerda era com Jorge Wagner, que chegava até a linha de fundo ou puxava o jogo pelo meio. Dagoberto e Leandro caindo pelas pontas e revezando a cada momento, alternando as laterais do campo. O jogo do São Paulo fluía muito pela esquerda, onde Patrício não conseguia marcar e nem jogar para frente. Em 20 minutos de jogo o São Paulo já tinha igualado as oportunidades de gol, seis para cada lado. O Grêmio deveria tentar sair pela esquerda com Lúcio e explorar a fragilidade tanto de Souza quanto de Ilsinho na marcação. Na única vez em Lúcio tentou, Souza e Ilsinho não souberamcomo marcá-lo e Lúcio saiu na cara do gol. Finalizou para fora. Mas era o caminho. Mesmo sem equilibrar a atitudes em campo o Grêmio na base da raça chegou ao segundo gol.

Na base da raça como deve ser na Libertadores.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Erro de Principiante


Desta vez o Atlético/PR não tinha que reverter nada, estava tudo a seu favor. Porém foi desclassificado com a Arena da Baixada lotada. Mais uma vez, meus parabéns a vibrante torcida atleticana. Que aproveitou a solidariedade de sua diretoria para comparecer em peso.
Um jogo frio, como apontavam os termômetros (6 graus). Poucas chances para os dois lados. O Atlético jogava com 11, enquanto o Fluminense tinha 10 em campo. Rafael Moura não conta. Até que um lance parece ter dado um rumo diferente à partida. A defesa bobeou e a bola sobrou para o jogador Arouca, do Fluminense, que ficou livre com a bola na entrada da área. Infantilmente o goleiro do Atlético, Guilherme, sai para fora da área para fazer a defesa nos pés do centroavante. Acabou defendendo com as mãos e sendo expulso da partida. Era um lance real de gol, mas a saída do goleiro foi precipitada e inconseqüente. Guilherme vive grande fase e não pode ser responsabilizado pela desclassificação. Seu erro, foi uma questão de inexperiência. Ele merece a titularidade na equipe. Deve apenas aprender a controlar seus impulsos ala Fábio Costa, goleiro e lutador de vale-tudo do Santos. A vitória foi magra, 1x0, mas suficiente para classificar o Fluminense para as semifinais da Copa do Brasil. O Atlético merecia mais.
O apelo que fica é para que a diretoria, apesar da eliminação, perceba que o Atlético/PR só é o Furacão quando o estádio está lotado por sua apaixonada torcida. E ele estará lotado se TODOS puderem PAGAR. Os atleticanos garantem.

Sãopaulostreet-Boys


A apresentação do grupo paulistano prometia ser um mega espetáculo. Tudo como manda o figurino. Avião fretado para chegada apenas na hora do show, 2000 toalhas brancas, 500 garrafas de água mineral escandinava, tietes enlouquecidas, fãs sem camisa na gélida Porto Alegre e tudo que um popstar tem direito. Mas na hora o que agradou mesmo foi a gaita do cancioneiro gaúcho.
Como todo astro pop, o Sãopaulostreet-Boys também passa por suas crises existenciais. Acaba ficando desequilibrado e temperamental. E acabamos vendo um show de um Rogério Ceni descontrolado e desatando a reclamar por tudo. Um grupo desafinado, que não lembrava nem um pouco aquele que jogava por música. Os excessos foram a tônica do lado são-paulino. Excesso de faltas, de passes errados, de favoritismo. Não convenceu. Não valeu o ingresso, para ver este show. As imagens do DVD, gravado no Brasileirão do ano passado, enganam.
O que agradou mesmo foi o fandango do Grêmio. Não é dos melhores, e por vezes lembra ritmos argentinos, mas faz o simples, muito bem feito. Dois pra cá, dois pra lá. E nesse embalo deixou a maioria da platéia satisfeita. E conseguiu marcar novas datas, agora contra os uruguaios. Futuro promissor para o grupo gremista na competição.
Mas não se enganem. Com uma reformulação, que já está em andamento, o Sãopaulostreet-Boys, possivelmente voltará as paradas de sucesso no ano que vem. Ou talvez, quem sabe, até o final do ano. Graças a sua diretoria maliciosa, porém, competente.

Fala, Miranda


Ontem uma rádio entrevistou o presidente do Paraná Clube, José Miranda, a entrevista foi muito boa, abaixo citarei alguns pontos que acho interessante da entrevista.
Perguntado sobre o Campeonato Paranaense e sua fórmula de disputa deste ano, o presidente disse que em um arbitral na Federação, onde todos os times que disputam o campeonato têm direito a voto, esta fórmula foi escolhida. Isto porque esta fórmula interessava muito aos times do interior. Justamente pelo mesmo motivo que não interessava aos da capital, o número de jogos. E a fórmula proposta pelos times da capital foi engavetada.
Perguntado sobre como, no Rio Grande do Sul, dois times lançam suas promoções de sócio e tem muito mais torcedores que os times do Paraná. O ponto encontrado pelo presidente para justificar isto, é que Porto Alegre é muito maior do que Curitiba e têm somente dois times. Até ai tudo bem, agora que vem o ponto a ser pensando. Ele também disse que Grêmio e Internacional são times estaduais enquanto Coritiba, Paraná e Atlético são times da cidade. Isto é verdade sim, pois é muito difícil conhecer algum gaúcho do interior que não torça pelo time da cidade e mais um da capital, o que torna Grêmio e Internacional times estaduais. Já aqui no Paraná não é bem assim que as coisas funcionam. As pessoas do interior torcem para os times da cidade, e quando tem outro, este geralmente é de outro estado. No norte mais especificamente, na região de Londrina, este outro time costuma ser de São Paulo. Já na região de Cascavel este outro é do Rio Grande do Sul. O que enfraquece os times da capital. E é devido a este enfraquecimento que a federação tem que ceder a alguns caprichos dos times do interior e nós temos um campeonato igual foi este, com 25 datas e totalmente bagunçado.
Na entrevista, o que não ficou bem explicado pelo presidente do Paraná Clube é a transferência do lateral Ângelo no meio do ano passado para o Catar. Ângelo acusou o presidente dizendo que foi intimidado da seguinte forma: se não aceitasse a transferência não jogaria mais no Paraná Clube. Assim um lateral com grande potêncial saiu do Paraná. A defesa do Presidente José Carlos de Miranda foi a seguinte "Ele não sabe o que diz", sem mais justificativas.
Enfim foi uma boa entrevista e o presidente do Paraná apesar de alguns poréns, tem interesse em fazer um ótimo trabalho pelo Paraná.

terça-feira, 8 de maio de 2007

BR07

Começa neste final de semana o Campeonato Brasileiro, este campeonato será um dos melhores dos últimos anos. Se o nível técnico continuar baixo, a competitividade do campeonato será grande, a disputa será grande.
O que diferencia este campeonato dos últimos, é que no inicio dos campeonatos mais recentes era fácil apontar um ou dois favoritos no inicio do campeonato. Ano passado Inter e São Paulo começaram como favoritos e não decepcionaram. Houve as surpresas, Grêmio, Santos , Paraná e Vasco. Mas o campeonato nunca fugiu de Inter e São Paulo. Em 2005 a disputa foi entre Corinthians e Inter e mesmo antes do campeonato não era difícil prever que isto ocorreria, talvez o Inter tenha surpreendido um pouco em 2005, mas o Corinthians não. Devido ao dinheiro da MSI, que em 2005 investiu muito no time. Neste ano (2007) os times estão mais organizados, estão planejados.
O Palmeiras está com o Caio Jr. desde o começo do ano, deve estrear com um time organizado taticamente, mas muito dependente de Valdivia e Edmundo. O Botafogo deverá imitar o Flamengo de alguns anos atrás, o ataque dos sonhos e defesa dos pesadelos. Se no campeonato carioca tomava gol em todos os jogos, imagina no BR07, onde a qualidade do adversário é muito maior.Mas ainda assim é um time organizado. O time do São Paulo, sem craques, com um time inferior ao do ano passado, também limita-se a ser organizado. Veremos o que Dagoberto é capaz de fazer para elevar o São Paulo além de um time organizado. O Grêmio tem um diferencial com um ataque de respeito (Tuta) municiado por um meio de campo criativo (Theco e Diego Souza), e uma defesa, se não totalmente segura, pelo menos estável. O Santos , bom o Santos, teremos que ver o será após a saída de Zé Roberto, mas o Santos ainda terá um diferencial: Vanderlei Luxemburgo.
Sobre os times paranaenses, acho que o Paraná deverá fazer melhor campanha que o Atlético. É um time mais equilibrado, e as peças de reposição estão mais a altura dos titulares, somente no ataque o Paraná peca um pouco. Já o Atlético o problema está na zaga.
Enfim em um campeonato muito equilibrado boas apostas são para Grêmio e Santos.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Uh ACP!


Festa do interior no Campeonato Paranaense. Depois de trinta anos um clube interiorano ergue a taça do estadual em campos curitibanos. Festa mais do que merecida do time de Paranavaí. Em nove partidas contra os times da capital, não perdeu nenhum.
No último jogo, domingo, enfrentou o Paraná com a Vila Capanema lotada. Mas a torcida do vermelhinho não fez por menos e lotou a sua parte do estádio. Valeu a viagem. Do lado paranista restou a esperança na Libertadores e, muito bem lembrado pelo Diogo, mais um vice-campeonato no currículo do treinador Zetti. Que não conseguiu montar um time que para fazer sequer um gol no jogo. Méritos todos ao ACP que conseguiu conter os momentos de pressão do Paraná, para garantir o empate e o título de 2007.
Em um campeonato de nível técnico baixo, prevaleceu a força do “nanico”. O título, na minha opinião, não foi nenhuma surpresa. Mas com certeza, foi um pesadelo para o Paraná, e assustou tanto os coritibanos, quanto aos atleticanos. Afinal, venceu o melhor, mas foi, definitivamente, o melhor dos piores. Que futuro estes times vislumbram, agora, nas competições nacionais?
O próximo passo do ACP é disputar a terceira divisão do Brasileirão. Parabéns ao campeão.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Enfim, Um Empate Fora de Casa...

Não foi um super-jogo, mas foi um bom jogo. Boas chances de gol para os dois lados. O Fluminense atacou muito pela direita, um erro, pois o lateral direito Carlinhos (não é titular) não acertava um cruzamento. Enquanto na lateral esquerda Junior Cesar nas poucas descidas fazia bons cruzamentos, o Flu deveria ter atacado mais pela esquerda. Golaço de Nei foi marcado da intermediária. Um pouco antes do gol o Atlético tinha dado um chute perigoso das mesma região, e logo após ao gol, Evandro também chutou da intermediária e quase marcou para o Atlético. Conclusão, o Flu dava muito espaço neste área do campo, mas o Atlético não soube aproveitar, não arriscou de longe, prefira pegar a bola na intermedária e tentart enviar no meio da zaga, um erro.
Quem merece destaque na partida de ontem é o goleiro Guilherme do Atlético, não que a tenha feita super-defesas, mas mostrou que tem noção de posicionamento, um bom exemplo é o chute de Alex Dias. Guilherme não mostrou elasticidade e muito menos impulsão, mas que ele estava bem posicionado no lance, isto ninguém pode negar.