sexta-feira, 30 de março de 2007

Loteca 31/03/07

Alguns palpites para loteca deste final de semana, boa sorte a todos.



quinta-feira, 29 de março de 2007

Loteca (01.04.07)

São Paulo X Palmeiras

Muricy Ramalho já acenou a possibilidade de poupar jogadores para o clássico. O Palmeiras ao contrário terá a volta de Valdivia. Nenhum dos dois perderam clássicos este ano. O Palmeiras precisa muito mais da vitória do que o São Paulo, já classificado. Um bom duplo na coluna 1 e 2.

Botafogo X Vasco

Botafogo perdeu para o América/RJ no domingo passado. Venceu o Volta Redonda, no sufoco, no meio de semana. O Vasco tem como principal objetivo sofrer um pênalti para o baixinho bater e converter o milésimo gol. Coluna 2.

Americano X Fluminense

Fluminense embalado com a vitória no clássico. Coluna 1 (seco).

Atlético/MG X Ipatinga

O Galo está empolgado desde o acesso a primeira divisão. Teve seus problemas no inicio, mas parece que o Levir arrumou o time. Ipatinga mais preocupado com o jogo contra o Palmeiras no meio de semana. O Atlético não perde no Mineirão lotado. Coluna 1 (seco).

Ponte Preta X Santos

Ponte Preta empolgada. Santos classificado. Mas o Luxemburgo deu asas ao time do Santos. A Ponte não vence este jogo. Coluna 2 ou empate.

Brasil X Grêmio

O Grêmio vai jogar com os reservas. Por isso não perde. Coluna 2(seco).

Goiás X Anapolina

Não tem zebra. O Goiás leva. Coluna 1 (seco).

Crac X Vila Nova

Aposte na zebra. Coluna 1 (duplo no empate, opcional).

Criciúma X Avaí

Sem dúvida. Coluna 1 (seco).

Fortaleza X Ferroviário

Nem perca tempo jogando na coluna dois. Coluna 1 (seco).

Esportivo X Ceilândia

Esportivo se ganhar empolga. Vale à pena apostar. Coluna 1.

Sport X Náutico

O Sport não perde. Pode arriscar um empate duvidoso. Coluna 1.

Atlético/PR X Paranavaí

O Atlético perdeu para este mesmo time no meio de semana. Mas Vadão não vai poupar ninguém para o jogo contra o Vitória. Não perde. Coluna 1 (seco).

Friburguense X Flamengo

O Flamengo precisa bater em alguém depois de duas derrotas em clássicos. A vítima vai ser o Friburguense. Coluna 2 (seco)

Não perca as previsões de Dioguito. Boa Sorte. E se ganhar com os meus palpites tem que dar 20% do prêmio.

Colorado na descendente.

Ontem o Inter empatou com o Vélez e está em uma situação complicada na Libertadores e em situação pior ainda no campeonato gaúcho. O Inter jogou ontem com Clêmer, Ceará, Índio, Hidalgo e Rubens Cardoso; Edinho, Maycon, Alex (Perdigão) e Fernandão (Adriano Gabiru); Iarley (Alexandre Pato) e Christian. Contra o Barcelona na final do mundial interclubes o Inter entrou com Clêmer, Ceará, Índio, Fabiano Eller e Rubens Cardoso; W. Monteiro, Edinho, Alex, (Vargas) e Fernandão (Adriano Gabiru); Iarley e Alexandre Pato (Luiz Adriano).Comparando os times são três diferenças na escalação ontem jogou Hidalgo, na zaga, no lugar de Fabiano Eller, Mycon no lugar de W. Monteiro e Christian no lugar de Pato, o time não é muito diferente.
O inicio mal de temporada do Inter tem a haver com a saída de Fernando Carvalho e a entrada de Vitório Piffio na presidência no clube. Vitório não ate agora não soube repor a perca de Fabiano Eller. Não soube contratar. O modo como lidam com o time também é diferente. No ano passado após perder o campeonato gaúcho Fernando Carvalho, chamou Abel Braga para uma conversa e sutilmente pediu ao Abel que escalasse o mesmo Inter que o Muricy escalava. Vitório não interfere no futebol desta forma. São por estas e outras que este ano não será promissor ao colorado.

terça-feira, 27 de março de 2007

Prezado Sr. Carlos Caetano Bledom Verri III

Venho parabenizá-lo por mais uma vitória. Confesso professor, que dei uma cochilada durante a partida. Fui acordado de repente pelo gol de Vágner Love. Que me fez lembrar de uma pergunta que quero fazer a algum tempo. Qual canal que passa o campeonato russo? Gostaria de acompanhar.
Esperava mais do Ilsinho, tendo em vista suas boas atuações pelo São Paulo e nas 30 partidas que o ala participou no futebol profissional. Pode ser que ele tenha se assustado com a “ingenuidade” do time africano. Mas isso é somente falta de experiência. Afinal os defensores argentinos, nossos eternos rivais, são ingênuos faz tempo.
Perdoe-me não poder falar mais sobre a apopéia sueca. Em dado momento da partida voltei a pegar no sono. Despeço-me e reitero minha solicitação da primeira carta, esperando minha convocação. Aproveito e deixo uma sugestão para o próximo amistoso: Honduras. O jogo poderá ser marcado, por exemplo, na China. Seria um presente para os imigrantes brasileiros residentes do outro lado do mundo. Além de ser uma revanche da Copa América de 2001. Um clássico. Um verdadeiro desafio. Abraços do seu maior admirador, Stanislaw Aragão.

Frase da Rodada

" Clássico é clássico e vice-versa. "

(Jardel - ex-atacante do Grêmio).

Crônica do Fim do Mundo Atleticano

25 de Março de 1970
POLÍTICA
O presidente Médici apresenta hoje decreto para ampliação do mar territorial brasileiro de 12 para 200 milhas marítimas. O decreto tem como base o incentivo à pesca e exploração do litoral brasileiro. A Petrobrás já estuda a possibilidade de perfuração de poços de petróleo em alto mar.
VARIEDADES
Faleceu Mirita Casimiro, atriz portuguesa, estrela de peças como “Viva a Folia” e “João Ninguém”. No cinema atuou em “Maria Papoila”, de Leitão de Barros, entre outros sucessos. Lisboa está de luto.
ESPORTES
O Atlético Paranaense entra em campo esta tarde para enfrentar o time do Rio Branco. A escalação do time é: Wanderley, Djalma Santos, Zico, Alfredo, Júlio, Reinaldo, Gildo, Sicupira, Nelsinho, Toninho e Liminha. O time vem de derrota por goleada, mas é favorito no embate de hoje. A novidade está na ausência do comentarista Airton Cordeiro na tribuna de imprensa. Por conta de suas críticas ao comando do Clube Atlético Paranaense. A proibição tem como base a Lei 5.250, de 9.2.1967, que regula a liberdade de manifestação do pensamento e da informação. A atitude tomada pela direção do clube recebeu o apoio de diversos segmentos do governo militar, como o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) e o Serviço Nacional de Informação (SNI). E até do presidente da República, Emílio Garrastazu Médici, que pensa em homenagear a diretoria por serviços prestados à ordem da nação. Mais uma atitude patriótica da diretoria atleticana. É hora de ordem e progresso no futebol.

Macuglia: Um Bate-papo Com o Charada

As dez partidas invictas do Coritiba não dão crédito a Guilherme Macuglia. Desde a permanência do Coritiba na segunda divisão e de Gionédis na presidência, o sinal de alerta permanece ligado constantemente. Mas, alheia a problemas internos, a desconfiança da torcida é mesmo pelo futebol apresentado. É indiscutível a melhora do time após a promoção dos jogadores da base. Keirrison, Pedro Ken e Marlos deram ares de novos tempos no Coritiba. Mas, com certeza, não é o suficiente.
Além da deficiência em algumas posições, falta brio e confiança dentro de campo. Apesar dos recentes resultados, o Coritiba parece chegar mais desacreditado, em comparação a Paraná e Atlético para a fase final. E essa desconfiança não vem só das arquibancadas. O time joga sem motivação. Uma das obrigações do treinador é “ter o time nas mãos”. Ninguém deve acreditar mais na vitória do que o jogador. E ninguém deve acreditar mais no jogador do que o próprio treinador.
Macuglia conseguirá motivar os jogadores diante de um iminente Atletiba? O próprio Macuglia entenderá a importância do título? O time que sofreu contra os reservas do Paraná e contra o Cascavel pode ser parâmetro para a semifinal? Perguntas demais para um time que não perde há dez jogos. Mas que já deveriam ter sido respondidas há muito tempo.
O planejamento e a longevidade de um treinador dentro do clube dependem de resultados. Mas em um momento de insatisfação, como o vivido pelo Coritiba, o vice será o primeiro dos últimos. E lá virão mais perguntas. Vale a pena planejar a ascensão com Macuglia no banco? O paranaense será um bom teste para o treinador assumir no Brasileiro? Contrata-se e planeja-se começando do zero?
A verdade é que a cúpula do Coritiba não pode mais adotar a postura de policial de milícia, “bater primeiro, perguntar depois”. O Coritiba precisa do respaldo que não lhe falta nas arquibancadas. Quem acredita em Macuglia? Parece-me que nem ele mesmo.

domingo, 25 de março de 2007

Melancia no Pescoço

Após o deslize contra o Necaxa do México, Rogério Ceni afirmou ter se desacostumado com a derrota. Fato raro em tempos de futebol competitivo. Ainda mais para alguém com 18 anos de carreira. Não bastasse perder o pênalti, Rogério ainda tinha que se sobressair no grupo assumindo toda a responsabilidade e se dizendo inconsolável. Não fique assim, Ceni. Você perdeu um pênalti no primeiro tempo, quando o jogo estava um a zero para o São Paulo. O time do México reagiu, isso não foi culpa sua. O São Paulo não conseguiu marcar mais gols, isso também não é culpa sua. Mas declarar que a derrota faz parte do passado do São Paulo, mostra que a soberba não se limita aos gramados. Soberba esta, usada em forma de displicência para perder aquele pênalti. Não sou contra o futebol bem jogado. Sou um fã dele. Mas quando há fundamento e objetividade.
Há muito tempo a diretoria do São Paulo alia bom planejamento com a “boca grande” de Marcos Aurélio Cunha. Que já cansou de engolir sapos. Trazer a postura de um dirigente para dentro de campo é a maior causa dos insucessos do tricolor. Que por sorte conta com treinador que não gosta de perder, como Muricy Ramalho, para que o time não perca o foco com declarações de Ceni, Souza, Cunha e companhia. Indiscutível a competência do elenco são-paulino. Louvável o amor de Rogério Ceni à camisa do São Paulo. Mas há muito tempo o São Paulo não é mais “um time a ser batido”.
Tudo o que está escrito acima pôde ser confirmado no jogo contra o São Caetano. A derrota foi justificada por Rogério Ceni antes do início da partida. Viagens, contusões e convocações fariam o São Paulo perder. Em campo um time muito inferior ao São Caetano. A não ser na firula. Destaque nesse quesito para Hugo e Souza. O São Paulo também ameaçou o São Caetano, poderia até ter vencido. Mas imaginem o discurso. Seria algo no estilo Galvão Bueno. Os deuses do futebol, a superioridade eclesiástica do São Paulo, coisas do gênero. Quem sabe esta derrota faça Ceni se sentir mais confortável. Seja bem-vindo à realidade.

Prezado Sr. Carlos Caetano Bledom Verri II

Venho por meio desta parabenizá-lo pela vitória. Tudo bem se o time do Chile não ofereceu muita resistência. É hora de dar moral para o time. E nada melhor do que um saco de pancadas para apagar a derrota contra Portugal. Ronaldinho voltou a marcar. A zaga não sofreu gols. A sua camisa voltou a ser azul-calcinha. Parece que tudo correu bem. Gostei de ver até a prensa que você deu no time. Eles devem pensar que você não manda nada. Não deixa o dentuço fazer o que quiser. Dá a camisa dez para o Kaká e deixa ele com a sete do Elano. Tá pensando o quê? Quem manda é o senhor! Problema é que a Nike pode não gostar. O número sete não combina com a grife dele – “Joga 10”. Enfim, estes são pormenores que não devem aborrecê-lo às vésperas de mais um grande jogo na Suécia... contra Gana. Parabéns e boa sorte professor!

sábado, 24 de março de 2007

Re: O Perna-de-Pau

O diretor de redação da revista Placar e, atualmente, paladino da moral estatística, Sérgio Xavier, responde no site da revista meu post sobre Romário. Diz que nunca tentou ser jogador de futebol e já atuou, jornalisticamente, em áreas como política e economia. O que, segundo ele, qualifica-o a fazer comparações. Quanto a isso não tenho dúvidas, afinal, o sensacionalismo criado pela revista mostra uma autopromoção invejável. O posicionamento da revista na edição de Fevereiro mais me lembrou o PT em tempos de oposição. Já a edição de Março está mais para um PMDB fisiológico. Querer que o gol mil venha acompanhado por asterisco não é uma resposta à precisão jornalística. É claramente uma questão financeira. Romário com asterisco vende mais.

sexta-feira, 23 de março de 2007

ETA Promete Ataque a Dagoberto!

Ao que parece o grupo separatista basco também não agüenta mais a novela Dagoberto. Não é nada disso. A franquia tupiniquim luta por uma causa muito menos nobre. Há muito tempo Dagoberto age de má fé e zomba da torcida e do Atlético Paranaense. Isso é mais um trabalho para o ETA (Esquadrão da Torcida Atleticana). Que atacará com artilharia de efeito moral pesada. Promete desmascarar e desmerecer o jogador. Preparou então um dossiê onde declara que Dagol é mentiroso, feio e bobo. E afirma, agora oficialmente, que está de mal do atacante. E não para por aí. O ETA recolhe assinaturas de torcedores que também querem deixar Dagoberto para sempre no cantinho do castigo. De onde só poderá sair se der o dedinho e prometer nunca mais falar com o Paulinho.
Na contramão da facção terrorista está a torcida atleticana que já viu vários capítulos desse dramalhão mexicano. A novela “Os Usurpadores” tem sempre o mesmo final. O que muda são os protagonistas. Só de dois anos para cá já passaram Aloísio, Marcos Aurélio, Ramón, e por aí vai. Para dar um fim nesse melodrama é melhor aceitar a separação.E pegar os 5 milhões na divisão de bens. E nada melhor para curar uma dor de corno do que ir a farra com um bom dinheiro no bolso. A vida continua. Nada é para sempre. Agora é pensar no Paranaense, Copa do Brasil e Brasileirão. Isso sim é importante para o Atlético e para a torcida.

Craques

“No futuro, toda a gente será célebre durante quinze minutos”. A frase cunhada por Andy Warhol nunca fez tanto sentido para futebol brasileiro como nos últimos tempos. Há muito tempo não tinhamos uma safra de jogadores tão promissora como dos últimos anos. Nunca se viu uma debandada tão grande de jogadores para o exterior. E há muito tempo não surgiam tantos equivocos. Cultua-se o artilheiro da rodada ou jogador que atuou bem nas últimas três partidas. Venera-se o garoto franzino que saiu do banco e fez o gol no último minuto. E no dia seguinte ele já tem um preço em euros. Especula-se tanto que só o Real Madrid, em breve, vai comprar 36 jogadores – só do campeonato paulista. Só esquecem, por causa do fuso horário, de avisar o clube espanhol.
Mas se você não está nesta lista, não tem problema, aí vai a receita: arrume um apelido engraçado (Caipora, Ganso, Pinduca...); torça para ser escalado nos 15 minutos finais; não tire o olho da bola, se ela sobrar...pimba; e daí é tirar o passaporte e correr para o abraço. Ah, mas não se esqueça da coreografia, e nesse caso quanto pior melhor. Buena Suerte.

"Peraí, Michael Jackson Também Não Né?"

Extra! Extra! Menino de 6 anos é aliciado.” – Pervertido à solta? Família inconformada? População revoltada? NÃO. Pai orgulhoso. Provavelmente é só mais uma grande descoberta de um empresário do futebol. As táticas de conquista estão mais aprimoradas. Não oferece-se mais balinhas, agora eles vêm munidos de um contrato e a promessa de fama e fortuna. O dito “tarado em porta de colégio” poderia ser facilmente substituído por “empresário em peneira de clube”. E como se ganha muito pouco trabalhando em reais, os aliciadores de hoje em dia fizeram do mercado internacional da bola uma verdadeira Neverland. As restrições quanto à idade, que constam na regra, de nada valem quando assunto é dinheiro. É claro que com a permissão da família. Mas nada que um Monza 94 não resolva. Sorte do aliciador que ver primeiro. Mas uma promessa assim é difícil de esconder, e logo terá que disputar o carinho da criança e de seus pais com outros aliciadores. Com o avanço das comunicações os casos incestuosos também tiveram uma crescente. O pai filma o filhinho batendo uma bola, põe na rede e pronto: O novo Ronaldinho surge na Turquia. Está aberto o leilão. Compra-se o passe do garoto, mas tem que levar o pacote completo: pai, mãe, tia, papagaio e cachorro. O mercado europeu parece ter se desinteressado pelos sub-20, hoje em dia quanto mais sub melhor. E se o menino for bom mesmo, compra-se uma nova cidadania. Quem repara? Se o João da Silva for o centroavante da seleção alemã? Foi-se o tempo em que atribuia-se facilmente as origens de um craque: Clube Atlético Bauru, São Cristovão, etc. Hoje eles atendem por nome e sobrenome. E “olheiro” tornou-se uma profissão tão obsoleta quanto técnico de categoria de base. Por isso se você levar seu filho para uma pelada não fique bravo se o tiozão ali estiver secando ele. Ele só quer ser seu amigo. Vai ser tudo meio a meio.

Prezado Sr. Carlos Caetano Bledom Verri

Venho por meio desta apresentar minhas qualificações para fazer parte do seu plantel.
Atualmente jogo no time do meu bairro, o Amigos da Penha F.C. Costumo jogar como lateral-esquerdo, mas posso ser improvisado na meia cancha. Já fui convocado para uma seleção de base, a sub-10 (popular fraldinha). Não fomos campeões, mas eu sempre entrava no segundo tempo e até marquei um gol - golaço na verdade. O meu empresário, o senhor deve conhecê-lo, o Seu Armando, diz que eu tenho potencial para jogar em um time da primeira divisão. Sou potencialmente negociável em euros. Na verdade já recebi algumas sondagens do futebol bielo-russo. Mas os negócios não se concretizaram por eu não ter passagem pela seleção principal do meu país. Mal-entendido, este, que espero seja resolvido o mais breve possível. Quero aproveitar também para mostrar toda minha admiração por seu trabalho como treinador. Dando chance a jovens promessas que, assim como eu, querem seu lugar ao sol. E dizer também que independentemente das críticas eu adorei sua camisa. Ela é uma mostra de toda sua personalidade fora dos gramados.Despeço-me com a certeza de vê-lo em breve.
Espero sua resposta na próxima convocação. Abraços do seu amigo Stanislaw Aragão.
PS: O Seu Armando pediu para avisá-lo que aceita a oferta de 15%.

O Perna-de-Pau

Mas que história é essa agora do Romário falar que vai fazer mil gols? Aonde já se viu? Ele? Vocês devem estar de piada com a minha cara!
Estranho, né? Mas parece ser esse o pensamento de algumas publicações. Depois de 38 anos teremos a oportunidade de rever o feito alcançado por Pelé. Mas ao contrário de 1969 alguns pretendem manchar a festa com asteriscos e ressalvas. Não há outra explicação a não ser a frustração pessoal da maioria dos cronistas do futebol: a total falta de habilidade com a bola. Ou seja, o perna-de-pau. Falo por mim também. É um problema que na verdade deveria ser discutido em cima de um divã, mas que cabe discutir no momento. Fato: todo menino sonha em ser jogador de futebol. Mas nem todos nascem predispostos a tal atividade. Futebol é uma paixão no Brasil com em poucos lugares do mundo. Logo o insucesso na carreira de boleiro não desencata-nos para o esporte. Muitos destes apaixonados ligam-se ao futebol de diferentes maneiras: árbitro, treinador, gandula, cartola, comentarista ou diretor de redação da revista Placar. Exaltamos com um fervor, que beira a idolatria, nossos ídolos do esporte. Não admitimos, se não for por conspiração, perder um Mundial. Enquanto uns deleitam-se diante do momento que está para acontecer, é comum entender que fique um sabor amargo para outros. Deve-lhes vir a imagem dos boletins dos tempos escolares: Redação: 10; Educação Física: 5 (típica nota de participação). Vergonha? Não. É só pensar que o Romário é como aquele cara que ficava te pedindo cola a aula inteira e nunca te escolhia para o time dele. Freud explica.
O Romário talvez não seja a pessoa mais benquista do futebol, mas até nos acostumamos com seu jeito marrento. Já faz parte da mítica desse craque. Romário está definitivamente acostumado com as glórias, momentos para todos nós inesquecíveis. Está em um estágio que definitivamente não precisa provar nada para ninguém, mesmo assim ele tem uma lista. Estávamos errados em questionar sua lista? Não. Mas é no mínimo muito mesquinho querer diminuir esse momento com asteriscos, poréns, parênteses, colchetes e chaves. Afinal o momento é dele. A postura de paladinos da moral estatística não será suficiente para diminuir seu brilho. Quando Romário converter o gol mil ninguém gritará: Viva Romário! Cabe sim um agradecimento: Obrigado Romário!Obs: Eu não me atreveria a colocar um asterisco depois do 1.000. Romário pode se esquecer dos bons costumes, e todos sabem que asterisco é uma boa rima pobre para...