Coisas do futebol brasileiro e da Copa do Brasil. Os times classificados para as quartas de final da competição, estão na segunda divisão nacional, ou estiveram há pouco tempo atrás. Com a queda do Corinthians, em pleno Pacaembu, restam poucos times de massa. Dos oito classificados, quatro nunca disputaram a Libertadores da América. O último a disputar a competição continental foi o Atlético/PR em 2005.
O futebol brasileiro está mais competitivo? Ou está sendo nivelado por baixo?
quinta-feira, 26 de abril de 2007
GPS, Prancheta...Bomba e Cuia

O Fluminense começou mais uma temporada prometendo planejamento. Para comandar o elenco tricolor, mantiveram o técnico do final ano passado, Paulo César Gusmão. Foram contratados 15 jogadores. Alguns deles de renome, como Alex Dias e Carlos Alberto. Algumas promessas, como Cícero e Soares. Mas a maioria era mesmo do nível do Rafael Moura, o He-Man do Corinthians.
No inicio da preparação, PC Gusmão quis mostrar ser um técnico moderno. Aliou a tecnologia ao futebol, instalando um sistema de GPS no campo de treinamento. Assim, poderia saber como o time se movimentava dentro de campo, através de um radar. Pelo jeito, o satélite enviava informações distorcidas, talvez algum tipo de interferência. Pois, quando o treinador resolveu montar o time a olho nu, já era tarde demais. Enquanto o titular do time, Rafael Moura, mostrava o que mais sabia fazer – perder gols – o Fluminense em 13 jogos, ganhou apenas dois. Isso no campeonato estadual. Uma competição muito inferior ao Brasileirão ou até mesmo a Copa do Brasil. Acabou sendo dispensado com um aproveitamento, vergonhoso, de 28,2%.
Após a saída de PC Gusmão, foi a vez de Joel Santana assumir o Fluminense. A diretoria radicalizou. Trocou todo o sistema de satélites, radares e cyborgs, pela velha prancheta de Joel. Algo bem mais rústico. Papel, caneta e um campinho de metal cheio de imãs de geladeira. Se não funcionou ligado na tomada. Talvez o caso do Flu fosse dar umas porradas. Mas o treinador também não conseguiu achar uma solução para o time. Ficou de fora da disputa da Taça-Rio, e acumulou quatro derrotas em dez jogos. Pelo menos o artilheiro/zagueiro, He-Man, não era mais titular. Mérito da prancheta. Mas a diretoria acabou achando inevitável a demissão do treinador. E o carrossel de técnicos continuou nas Laranjeiras.
Agora é a vez de Renato Gaúcho tentar bater o recorde de permanência no cargo de treinador. Outrora ele foi ídolo do clube com a bola nos pés. Era o preferido da torcida. Mas em dois anos no rival, ficou apenas no “quase”. Quase mil; quase na Libertadores; quase campeão. A longevidade do técnico no comando do Vasco foi, na verdade, a receita do sucesso, ou quase, do time. É bom treinador, mas precisa de tempo para trabalhar. O problema é o clima de tensão que paira sobre o Fluminense. Trabalho para o coordenador de futebol do clube, Dieguito Branco – irmão perdido de Maradona. Apostar que a permanência do treinador, um dia renda algo mais do que “quases”.

Mas de todos os problemas existentes no Fluminense, como a falta de comando e a intervenção argentina, o maior de todos continua sendo a parceria com o plano de saúde. O parceiro interfere diretamente no futebol do clube. Contratando e demitindo, de acordo com seus interesses. Mas, pela maneira que a parceria encara o futebol, não se sabe suas reais ambições. Pois, para uma empresa particular voltada à saúde, o que parece mesmo é que o Fluminense anda sendo tratado pelo SUS.
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Kaká

Ora cá. Ora lá. Perdão, essa já é do ex-poeta do futebol e ex-BBB, Pedro Bial. No aniversário do craque holandês Johan Cruijff, o brasileiro foi apontado como seu possível sucessor. Ou pelo menos, é o que mais se assemelha no estilo de jogo. Comparações à parte, Kaká é sem dúvida o principal jogador brasileiro atualmente. Sem estripulias e malabarismos, é considerado um dos melhores jogadores do mundo. Objetivo, inteligente, veloz. Completo. O sonho de qualquer treinador.
Sua atuação na primeira partida da semifinal da Copa dos Campeões, fez jus a sua fama. Habilidade e frieza, normalmente reservada aos mais experientes, na hora de marcar seus dois gols. O segundo, o mais bonito de sua carreira. Ele é o “menino dos olhos” do Milan e de toda torcida rossonera. Para a torcida brasileira, é um exímio exterminador de argentinos. Desde sempre sentiu-se à vontade em jogar, e bem, o maior clássico da Terra. Ele não é do tipo que ganhará o prêmio de melhor do mundo, da Fifa, ou qualquer outro. É do tipo que resolve. Daqueles que perdem o drible, mas não perdem a jogada. Daqueles que não tem preço.
Pipocam pelo mundo afora, jogadores de muita habilidade. Quase circenses. Eles dão plasticidade ao jogo. Enquanto o meia brasileiro faz o jogo, ser jogado. Kaká é uma raridade, nos tempos de hoje e sempre.
Sua atuação na primeira partida da semifinal da Copa dos Campeões, fez jus a sua fama. Habilidade e frieza, normalmente reservada aos mais experientes, na hora de marcar seus dois gols. O segundo, o mais bonito de sua carreira. Ele é o “menino dos olhos” do Milan e de toda torcida rossonera. Para a torcida brasileira, é um exímio exterminador de argentinos. Desde sempre sentiu-se à vontade em jogar, e bem, o maior clássico da Terra. Ele não é do tipo que ganhará o prêmio de melhor do mundo, da Fifa, ou qualquer outro. É do tipo que resolve. Daqueles que perdem o drible, mas não perdem a jogada. Daqueles que não tem preço.
Pipocam pelo mundo afora, jogadores de muita habilidade. Quase circenses. Eles dão plasticidade ao jogo. Enquanto o meia brasileiro faz o jogo, ser jogado. Kaká é uma raridade, nos tempos de hoje e sempre.
Aumenta, Aumenta o Som...
...O Macuglia aqui não! Esse promete ser o novo grito da desorganizada do Coritiba. O time está eliminado da Copa do Brasil. Empate em 3 a 3 contra o Botafogo. Com certeza foi um jogão no Maracanã. Muito melhor do que o primeiro, no Couto Pereira. Muito melhor, mesmo. Porém, um pouco tarde demais. O time jogou bem. A grande surpresa foi o “cala-te boca” que o atacante Henrique Dias deu nos comentaristas desse blog. Mas a partida serviu muito mais para mostrar a deficiência defensiva do Botafogo, que é compensada com uma ofensividade ímpar. Do que para mostrar ao Coxa o caminho para a primeira divisão.
A dupla de ataque do time paranaense era, mais uma vez, inédita. Mas a zaga continua a mesma. E o goleiro também. Não, não é um elogio à base da equipe do Coritiba. O treinador Guilherme Macuglia conseguiu, pelo menos ao que parece, motivar finalmente seus atletas. Mas com suas substituições, ou a falta delas, não fez com que o time mantesse o ritmo da vitória. Perdido por um, perdido por mil. E com o resultado adverso o técnico põe em campo o vagaroso Geraldo, no lugar de Juninho, e tira o veloz Túlio. Em seu lugar entrou Keirrison, apenas aos 42 minutos do segundo tempo. Que moral do atacante, hein? A oportunidade de Marlos, veio apenas com a contusão do zagueiro Douglão. Não fosse a troca de um defensor por um meia amador, desconfio que Guilherme Macuglia queria assegurar o empate/derrota.
Na coletiva de imprensa, após o jogo, o técnico do Coritiba declarou-se chateado com as seqüência de eliminações. Porém, declarou que o Paranaense e a Copa do Brasil eram, na verdade, “laboratórios” para o real objetivo da temporada. Que é o acesso a Série A do campeonato brasileiro. Sem dúvida é o maior desejo de todo coxa-branca. E desses tempos de experimentações, chegou-se a uma fórmula infalível. Aqui vai a receita: uma porção de Gionédis; uma porção de Guilherme Macuglia; uma porção de jogadores despreparados. Junte os elementos e bata no liquidificador. Depois é só dar para a torcida engolir. O resultado será um catalisador eficiente para derrotas decisivas.
A Torcida do Revés
Pela segunda vez seguida na competição nacional, o Atlético/PR conseguiu reverter a desvantagem da primeira partida. Agora foi a vez do xará Atlético/GO tomar o troco. O time rubro-negro tem vários problemas no elenco e no comando. Mas ao lado da empolgação da torcida, tem conseguido vencer as adversidades. Pelo menos na Copa do Brasil.
Os torcedores se orgulham de seu estádio ser um verdadeiro “caldeirão”. A proximidade do campo e o uníssono criado nas arquibancadas são únicos. Dentro da Arena da Baixada, o Atlético joga com doze jogadores em campo. Infelizmente, momentos como esses só podem ser apreciados quando a diretoria atleticana resolve ser “solidária” com a plebe. Está mais do que comprovada, não apenas nos últimos jogos, a força do estádio lotado. TODOS rubro-negros. TODOS apaixonados. TODOS comprometidos com a vitória. É hora de se fazer ouvir.“Respeito é bom e eu gosto”. Uma torcida menos conivente com a diretoria. E uma diretoria mais complacente com os torcedores. Na saúde e na doença. Na riqueza e na pobreza.
Até agora o time do Atlético/PR fez valer a máxima de que “alegria de pobre dura pouco”. Passou por cima de Vitória/BA e Atlético/GO. Porém, agora é a vez de enfrentar a interrogação que será o Fluminense gaudério. A única certeza, é a que a torcida estará lá.
Somnolency

Chelsea e Liverpool fizeram uma homenagem à velha guarda do futebol inglês. Jogo burocrático e defensivo. Chato mesmo. Joseph Little Mouro, treinador português dos Blues, e Raphael Benítex , treinador espanhol dos Reds, incorporaram na partida o “jeitinho inglês” de jogar futebol. Mesmo tendo em mãos elencos pra lá de internacionais. O Chelsea, por exemplo, contou com quatro jogadores ingleses. O Liverpool com apenas três. Porém, em campo pareciam todos súditos da rainha. Com exceção do atacante marfinês, do Chelsea, Drogba. Que protagonizou dois dos três lances de ataque que houveram em toda partida, para os dois lados. Um destes acabou resultando no gol de Joe Cole para o time londrino. E só. Marcação de um lado e de outro. Cruzamentos e chutes de fora da área, sem nenhum rumo.
Julgando friamente as duas partidas das semifinais, o campeão parece que sairá do confronto entre Milan e Manchester United. A partida entre os ingleses só foi boa para os mais nostálgicos.Que estavam cansados de ver a habilidade de Cristiano Ronaldo, a velocidade de Xabi Alonso, e as definições de Drogba invadirem o futebol da Inglaterra. Definitivamente, não valeu a pena mentir para o patrão, para ficar em casa vendo o jogo do meio da tarde.
terça-feira, 24 de abril de 2007
Oséas de Novo Não!
O Palmeiras já demonstrou interesse no atacante Denis Marques do Atlético Paranaense. Para liberar o atleta, o clube paranaense pede US$ 8 milhões. O Atlético/PR não esta disposto a vendê-lo, apesar que, desde a sua chegada ao time, Denis Marques não jogou bola para justificar tal valor. Alex Mineiro se encaixaria melhor nas necessidades atuais do Palmeiras. E logo após a sua volta do Japão, o Atlético/PR tentou de vendê-lo - Grêmio e Cruzeiro mostraram interesse em contar com o jogador - isto porque resta apenas um ano de contrato de Alex com o Atlético/PR. E ao término deste contrato, a tendência é ele sair sem o rubro-negro ganhar, sequer, um centavo. Resta saber se após o bom futebol apresentado pelo artilheiro do Campeonato Paranaense, o Atlético/PR ainda teria interesse em negociá-lo.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Que Bonitinho
Há muito tempo as semifinais do campeonato paulista não eram tão disputadas. Nas partidas entre Santos e Bragantino, o regulamento classificou o time santista, após dois empates sem gols. Na outra partida mais um “Davi e Golias” entre São Paulo e São Caetano. No primeiro jogo, empate em 1 a 1. Vantagem do São Paulo para o segundo jogo.
Na decisão, golaço de Ilsinho no primeiro tempo. E goleada do São Caetano no segundo. Quatro gols. Três bobeadas.
O São Paulo perdeu para sua velha e conhecida soberba. É um dos melhores times do Brasil, indiscutivelmente, e também um dos maiores egos. Não respeitou o público de 44 mil espectadores no Morumbi. E ao final do jogo a torcida não se deu ao respeito. Não, o problema não foi a violência. Foi a passividade da torcida são-paulina diante da goleada.
O torcedor é, por natureza, um apaixonado. Um irracional. Ele escolhe um time, morre com ele. Mas não sabe explicar porque. Se o clube do coração estiver disputando dez títulos, o torcedor quer os dez. Se ganhar nove e perder um, vai doer. Tem que doer. Torcer é não querer perder. Jamais.
E no domingo (22) enquanto o São Paulo era goleado dentro de campo, das arquibancadas vinham mensagens de consolo. É muito fácil se desfazer de uma competição após estar sendo eliminado. Cobrar também é incentivar. Um time cobrado está sempre alerta. Não importa se o time é apontado como favorito. O elenco não pode pensar assim. Tem que saber que há uma torcida para apoiá-los.Uma torcida exigente, à quem devem satisfação. Com o São Paulo fora da disputa, o Santos é o grande favorito. Felizmente, por enquanto, eles não sabem disso. Encerro com um comentário infeliz, mais um, do goleiro Rogério Ceni ao clamar pela torcida no jogo válido pela Libertadores: "Esta partida, inclusive, é muito mais importante do que era o jogo contra o São Caetano. A Libertadores é o que nos restou e vamos trabalhar junto para chegar a mais uma final e ganhar."
Não é Nenhum Espanto
Depois de definidas as partidas das semifinais do Campeonato Paranaense, era dado como certo o embate Atletiba na final do campeonato. Era também o desejo destas duas torcidas, que não se encontrarão no campeonato nacional. Mas dentro de campo, onde a vaga é decidida, venceram os melhores.
Depois do Coritiba perder para o ACP por 3 a 2 no jogo de ida, precisava vencer nos seus domínios. Todos sabiam que não seria jogo fácil. E enquanto a torcida fez sua parte, e compareceu em grande número no Couto Pereira, o time começou pressionando e buscando o gol logo no começo da partida. Mas se atirou ao ataque de maneira desorganizada. E depois de uma falha do volante Juliano dentro da área, o pior aconteceu, gol do Paranavaí. Se o Coritiba não se organizava em campo antes, depois do gol a situação foi de mal a pior. As posições ficaram indefinidas. Não se sabia mais quem era zagueiro ou quem era atacante. O ACP também não quis, ou não soube, procurar o segundo gol. A principal jogada do alviverde, inexplicavelmente, era pelas laterais, com cruzamentos para dentro da área. Como os jogadores de ataque não eram altos o suficientes para competir nas bolas aéreas, os zagueiros do coxa começaram a subir a todo momento. No meio de toda a afobação saiu o gol pelo alto, com Henrique. Depois, só mais desespero até o final da partida. O Paranavaí chega a final, com todos os méritos, não perdeu para nenhum dos “grandes”. E parou o Coritiba fora de casa.
Um pouco mais tarde foi a vez de definir a outra vaga no clássico, Atlético/PR x Paraná. E como escreveu o colunista do Lance!, Mauro Beting: “Pela enésima-zilionésima vez, o Paraná cala a minha boca e chega coberto de méritos à decisão estadual.”. Depois de um primeiro tempo chato, sem muitos lances, e com o Atlético/PR abrindo placar com um gol de pênalti, o segundo reservava surpresas muito melhores para a torcida paranista. Enquanto o Paraná voltou para o jogo disposto a vencer, do outro lado, havia o despreparo da defesa e a apatia do time atleticano. Num conjunto de erros coletivos e sucessivos o Atlético/PR acabou tomando três gols e de quebra derrubando um tabu. O time nunca havia perdido para o Paraná dentro de seu estádio. A Arena, aliás, que também recebeu grande público. E a exemplo do Couto Pereira, a festa foi, apenas, no cantinho das arquibancadas.
Parabéns ao Paraná e ao treinador Zetti. Que superou seus adversários dentro de campo, além do calendário atrapalhado da Federação. E até agora cumpre seus objetivos do primeiro semestre. Parabéns ao ACP, que fez frente a todos os times da capital, e vai para a decisão com moral. Serão dois grandes jogos. Uma decisão entre os melhores, de fato.
sexta-feira, 20 de abril de 2007
Sonífero
A derrota por 1 a 0 sofrida pelo Coritiba contra o Botafogo, não reflete o que foi a partida. Saiu barato para o Coxa. Não bastasse a “fase tender” do goleiro Arthur. A fila de pacientes no departamento médico é interminável, inclusive os que estiveram em campo pareciam estar todos enfermos.
A paciência da torcida coritibana acabou no ano passado. Quinta-feira (19), nas arquibancadas, as críticas sobressaíram-se aos elogios e gritos de incentivo. Afinal, não havia o que elogiar. O volante Túlio foi o único jogador do Coritiba a ser aplaudido em campo. Não porque fez uma grande partida. Mas porque em comparação aos outros treze jogadores, do time paranaense, que entraram no jogo, foi o único que quis a vitória e procurou espaços na excelente marcação do Botafogo.
A equipe carioca fez o que tinha que fazer. Marcou e encurtou ao máximo os espaços do Coritiba em campo. Chegou ao gol, logo no começo da partida, numa jogada de contra-ataque. E foi assim que jogou o restante do tempo. Marcando em cima e partindo rápido ao ataque.
Claro que o Botafogo tem todos os méritos por impor uma marcação rígida sobre o adversário. A falha do Coritiba foi aceitar passivamente esta marcação. O time não procurou espaços e não conseguiu ganhar na velocidade da marcação, em linha, de três volantes botafoguenses. Não esboçou qualquer domínio ou reação durante toda a partida. Pior que o primeiro tempo só mesmo o segundo. Foi de dar sono. No mínimo desanimador para a torcida alviverde. O jogo contra o Paranavaí no domingo, antes uma certeza de vitória, agora assusta os torcedores, que temem ver o Coritiba fora da disputa pelo título.
Quanto ao treinador Guilherme Macuglia, nunca se “engoliu” sua contratação. Apesar de ter passado quinze jogos invictos e nunca ter perdido um clássico paranaense. Depois de duas derrotas consecutivas, há argumentos para a demissão do treinador. Se o pior acontecer no domingo, contra o ACP, será quase impossível a permanência do técnico. O Coritiba estará reiniciando um trabalho, há menos de um mês do inicio do campeonato brasileiro. Mas apesar dos altos e baixos do time, e as constantes mudanças no elenco, há um remédio para a eminente crise: café. E, a propósito, vale o trocadilho com o goleiro reserva do Coxa.
terça-feira, 17 de abril de 2007
Boca Aberta

Depois que o Maradona meteu a mão na bola para marcar um gol na Copa do Mundo de 86, os atacantes insistem em repetir feito. E quando isto acontece, e o gol é validado, o artilheiro vira a celebridade da rodada. É sempre a mesma ladainha – “Se o Maradona pode, por que eu não posso?”. O gol de mão do Maradona só ficou famoso porque ele marcou em um Mundial. Não foi um gol bonito. Foi um gol folclórico.
O “espertinho” desta vez foi o atacante Fabrício Carvalho, do Goiás. Não bastasse ter cometido a irregularidade, fez questão de alardear sua travessura. Só faltou mesmo um óleo de peroba para lustrar a cara do artilheiro. Ao término do jogo, ainda dentro de campo, Fabrício confirmou ao repórter que não havia conseguido alcançar a bola com a cabeça, e por isso esticou a mão. A bola acabou batendo em seu polegar e entrando. E para finalizar ele soltou uma risadinha. Como se fosse o “último dos malandros”.
Resultado: O TJD de Goiás suspendeu o “malandrão”, provisoriamente, por uma partida. O caso será julgado ainda esta semana. E espero que ele receba uma pena disciplinar severa.
Porque pior do que fazer um gol com a mão, é se orgulhar dele. Ao fazer o que fez, Fabrício Carvalho não pensou em ajudar o time do Goiás. Porque caso o árbitro tivesse percebido a infração, expulsaria imediatamente o atacante do campo. Um ato impensado e sem nenhum brilho. Além de prejudicar o seu time, deixou o juiz da partida com cara de paspalho. Repudio, terminantemente, o gol de mão. Até mesmo em uma pelada na várzea. Deixo essa para os argentinos.
Chuta Que é Macumba!
O Coritiba anunciou a contratação de mais um jogador. Mais um atacante. Mais um como tantos. Desta vez é Henrique, aquele mesmo que estava no Paraná Clube há uma semana atrás. Para a torcida do Coritiba, infelizmente, é ele mesmo. Por incrível que pareça ele foi formado no Alto da Glória. Depois foi para a Coréia. E enquanto a torcida ria por ele estar no rival, a diretoria se mexeu para traze-lo de volta as suas origens. Pensaram que tinham se livrado? Agora vai ser a vez da torcida paranista rir por ter passado a “bomba”. Henrique não deixará nenhuma saudades no Paraná. E se não serviu antes para o Coritiba, por que servirá agora? Ele é sinal de mau agouro para seu novo clube. Vem acompanhado de galinha preta, cachaça, farofa e o aval do Gionedis. Será mais uma opção de banco, enquanto o time titular continua carente de verdadeiros bons jogadores.
Contos da Cripta
O Corinthians vive, definitivamente, uma constante noite de lua cheia. O relógio está sempre soando as doze badaladas. E o Parque São Jorge está causando calafrios às criancinhas.


A “Era do Terror” é comandada pelo lendário Dr. Moreau (Alberto Dualib). Cientista balzaquiano que usa jogadores como cobaias em seus experimentos. Suas vítimas são normalmente “abocanhadas” por outra figura espantosa, o Conde Drácula (Renato Duprat). Como não poderia deixar de ser, Drácula costuma usar seu título nobiliárquico para entrar no clube alheio, sem precisar ser convidado. Os jogadores acabam sendo levados para o castelo, onde passam por experiências bizarras. As criaturas transmutadas, às vezes, são motivo de orgulho do criador. Como, por exemplo, Tevez Quasimodo. Mas, ultimamente, a maioria dos experimentos não estão dando certo. O ursinho carinhoso, Amoroso, foi preterido porque não se encaixava no padrão aterrorizante do clube. Provavelmente não tenha aceitado trocar seu nome, e seu futebol, para Tenebroso.


Mas depois da demissão de Emerson Leão – outro que parece saído de um livro de Stephen King – treinadores por todo Brasil, que ouviram seus nomes ecoarem nas catacumbas, se protegeram com crucifixos e água benta. A solução mais uma vez veio à gosto do senhor das trevas. Contrataram um técnico do “além túmulo”, Paulo César Carpegiani. Ou melhor ressuscitaram ele.

Carpegiani chegou ao Corinthians arrastando correntes e arrancando gritos das incaltas. Na primeira coletiva de imprensa, proferiu várias vezes a mesma frase: “Mooore brain!” (“Mais cérebro!), como no filme A Volta dos Mortos-Vivos. Quando estava em vida, Carpegiani foi um excelente técnico paraguaio – com o perdão do trocadilho. Mas depois padeceu na própria incompetência, dirigindo clubes brasileiros. Onde não ganhou mais nada. Com a exceção de um título gaúcho da terceira divisão, pelo RS Futebol Clube – time que, aliás, ele também é dono.
O treinador volta ao “plano terreno” para comandar um elenco saído do clipe musical “Thriller”, do Michael Jackson. Num clube ditatorialmente comandado por um cientista maluco, que mantém relações estreitas com o russo Rasputin. A fórmula perfeita para mais um episódio cheio de sustos e banho de sangue, ou melhor, de bola. Dos adversários, é claro. Será inapropriada a audiência de cardíacos e crianças menores de 12 anos.
Mas caso Carpegiani não dance a marcha fúnebre, poderá elevar-se ao céu. Num lugar onde a torcida corintiana gritará seu nome incansavelmente. E onde não há cientistas, vampiros ou coisas do gênero. Onde ele possa escrever uma história mais água com açúcar, daquelas com finais felizes. Enfim, a esperança é a última que morre. Ou será o Dualib?


A “Era do Terror” é comandada pelo lendário Dr. Moreau (Alberto Dualib). Cientista balzaquiano que usa jogadores como cobaias em seus experimentos. Suas vítimas são normalmente “abocanhadas” por outra figura espantosa, o Conde Drácula (Renato Duprat). Como não poderia deixar de ser, Drácula costuma usar seu título nobiliárquico para entrar no clube alheio, sem precisar ser convidado. Os jogadores acabam sendo levados para o castelo, onde passam por experiências bizarras. As criaturas transmutadas, às vezes, são motivo de orgulho do criador. Como, por exemplo, Tevez Quasimodo. Mas, ultimamente, a maioria dos experimentos não estão dando certo. O ursinho carinhoso, Amoroso, foi preterido porque não se encaixava no padrão aterrorizante do clube. Provavelmente não tenha aceitado trocar seu nome, e seu futebol, para Tenebroso.


Mas depois da demissão de Emerson Leão – outro que parece saído de um livro de Stephen King – treinadores por todo Brasil, que ouviram seus nomes ecoarem nas catacumbas, se protegeram com crucifixos e água benta. A solução mais uma vez veio à gosto do senhor das trevas. Contrataram um técnico do “além túmulo”, Paulo César Carpegiani. Ou melhor ressuscitaram ele.

Carpegiani chegou ao Corinthians arrastando correntes e arrancando gritos das incaltas. Na primeira coletiva de imprensa, proferiu várias vezes a mesma frase: “Mooore brain!” (“Mais cérebro!), como no filme A Volta dos Mortos-Vivos. Quando estava em vida, Carpegiani foi um excelente técnico paraguaio – com o perdão do trocadilho. Mas depois padeceu na própria incompetência, dirigindo clubes brasileiros. Onde não ganhou mais nada. Com a exceção de um título gaúcho da terceira divisão, pelo RS Futebol Clube – time que, aliás, ele também é dono.
O treinador volta ao “plano terreno” para comandar um elenco saído do clipe musical “Thriller”, do Michael Jackson. Num clube ditatorialmente comandado por um cientista maluco, que mantém relações estreitas com o russo Rasputin. A fórmula perfeita para mais um episódio cheio de sustos e banho de sangue, ou melhor, de bola. Dos adversários, é claro. Será inapropriada a audiência de cardíacos e crianças menores de 12 anos.
Mas caso Carpegiani não dance a marcha fúnebre, poderá elevar-se ao céu. Num lugar onde a torcida corintiana gritará seu nome incansavelmente. E onde não há cientistas, vampiros ou coisas do gênero. Onde ele possa escrever uma história mais água com açúcar, daquelas com finais felizes. Enfim, a esperança é a última que morre. Ou será o Dualib?
quarta-feira, 11 de abril de 2007
O Melhor da Europa.
Acho o futebol da Inglaterra o melhor da Europa. A única coisa em que o futebol espanhol é melhor que o inglês é no marketing, talvez por isso venda mais. Eu disse "venda mais", mas não vende melhor. Não melhor por que a próxima temporada da Premier League foi vendida por cerca de 1 Bilhão de reais. O futebol inglês é mais competitivo, e de melhor qualidade técnica. A prova da melhor qualidade técnica esta no fato de que nos últimos 10 anos somente em 2003, 2000 e 1998, nenhum inglês chegou ao menos nas semi-finais da Champions League. Sendo que neste ano provavelmente (depende do Liverpool) teremos três ingleses nas semi-finais. Esta é a prova concreta da superioridade inglesa no velho continente.
sábado, 7 de abril de 2007
Loteca
Loteca
Flamengo x América/RJ
Fla praticamente eliminado da Taça-Rio. Mas o time do América/RJ é muito fraquinho, e também não tem mais chances. Coluna 1.
Noroeste x Santos
O Santos é o melhor time do Brasil. Noroeste sem muitas pretensões. Coluna 2.
Cabofriense x Vasco
Vasco está em crise depois da eliminação da Copa do Brasil. Mas não perde para o pior time do campeonato. Coluna 2.
Barueri x São Paulo
São Paulo classificado. O Barueri só está cumprindo tabela. O problema é que o time do interior dificultou as coisas para todos os times grandes do campeonato. Coluna 1 (vale um cartão no empate).
Atlético/GO x Goiás
Jogo antecipado. Vai ser por sorteio.
Cruzeiro x Caldense
Atlético/MG e Cruzeiro estão brigando ponto a ponto pela liderança. O Caldense é o penúltimo colocado. Coluna 1 (seco).
Ceilândia x Brasiliense
Vice-líder e líder, respectivamente, jogo muito difícil. Se o Ceilândia perder o Gama pode ultrapassá-lo. Coluna 1 (duplo no empate).
Vitória x Colo Colo/BA
Depois de perder uma classificação quase certa na Copa do Brasil, o Vitória não pode perder o foco do Baiano. Vai enfrentar um dos piores do campeonato. Coluna 1 (seco).
Rio Branco x Atlético/PR
Atlético/PR em estado de graça depois do revés em cima do Vitória/BA, pela Copa do Brasil. Mas o Rio Branco espera se classificar. Coluna 2 (duplo no empate).
Marcílio Dias x Criciúma
O Criciúma não quer perder a liderança. O Marcílio é o penúltimo da tabela. Coluna 2 (seco).
Ceará x Fortaleza
Clássico do Cearense. Quem vencer assume a liderança. Coluna 1 e 2 (duplo na vitória).
Nova Iguaçu x Botafogo
O Bota tem que acabar com a sina de perder para time pequeno. Enfrenta um dos piores do Carioca. Coluna 2 (seco).
Marília x Ponte Preta
Ponte Preta é mais time. O Marília não classifica e tem chances remotas de cair. Coluna 2 (opcional um empate).
Corinthians x América/SP
O Timão vive a pior crise dos últimos anos. Vem com técnico interino e a molecada da base corintiana. O América/SP está por um fio na zona de rebaixamento. Não vai ter empate. Coluna 1 (opcional 2).
Fla praticamente eliminado da Taça-Rio. Mas o time do América/RJ é muito fraquinho, e também não tem mais chances. Coluna 1.
Noroeste x Santos
O Santos é o melhor time do Brasil. Noroeste sem muitas pretensões. Coluna 2.
Cabofriense x Vasco
Vasco está em crise depois da eliminação da Copa do Brasil. Mas não perde para o pior time do campeonato. Coluna 2.
Barueri x São Paulo
São Paulo classificado. O Barueri só está cumprindo tabela. O problema é que o time do interior dificultou as coisas para todos os times grandes do campeonato. Coluna 1 (vale um cartão no empate).
Atlético/GO x Goiás
Jogo antecipado. Vai ser por sorteio.
Cruzeiro x Caldense
Atlético/MG e Cruzeiro estão brigando ponto a ponto pela liderança. O Caldense é o penúltimo colocado. Coluna 1 (seco).
Ceilândia x Brasiliense
Vice-líder e líder, respectivamente, jogo muito difícil. Se o Ceilândia perder o Gama pode ultrapassá-lo. Coluna 1 (duplo no empate).
Vitória x Colo Colo/BA
Depois de perder uma classificação quase certa na Copa do Brasil, o Vitória não pode perder o foco do Baiano. Vai enfrentar um dos piores do campeonato. Coluna 1 (seco).
Rio Branco x Atlético/PR
Atlético/PR em estado de graça depois do revés em cima do Vitória/BA, pela Copa do Brasil. Mas o Rio Branco espera se classificar. Coluna 2 (duplo no empate).
Marcílio Dias x Criciúma
O Criciúma não quer perder a liderança. O Marcílio é o penúltimo da tabela. Coluna 2 (seco).
Ceará x Fortaleza
Clássico do Cearense. Quem vencer assume a liderança. Coluna 1 e 2 (duplo na vitória).
Nova Iguaçu x Botafogo
O Bota tem que acabar com a sina de perder para time pequeno. Enfrenta um dos piores do Carioca. Coluna 2 (seco).
Marília x Ponte Preta
Ponte Preta é mais time. O Marília não classifica e tem chances remotas de cair. Coluna 2 (opcional um empate).
Corinthians x América/SP
O Timão vive a pior crise dos últimos anos. Vem com técnico interino e a molecada da base corintiana. O América/SP está por um fio na zona de rebaixamento. Não vai ter empate. Coluna 1 (opcional 2).
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Assim Não Dá! Assim não Pode!

Tudo conforme o script. Maracanã lotado, Romário em campo, jogo contra o Gama. Luz, câmera, ação. Corta! O time do Vasco não ensaiou direito. Queriam começar o jogo pelo gran finale. Esqueceram porque a platéia havia comparecido. Todos queriam que Romário ganhasse o prêmio, mas ele não valeria nada, se o time inteiro não fosse premiado.
Em torno de toda a expectativa do milésimo gol, o time do Vasco parece ter esquecido o real objetivo da partida. Vencer. O adversário não era dos melhores, mas sabia o que queria. Romário só precisava de um gol, e o Gama só precisava de uma vitória. E no último lance do jogo, eles protagonizaram um daqueles finais comoventes. As lágrimas despencaram por toda arquibancada. Faltou lencinho no Maracanã.
A torcida foi ao estádio ver seu ídolo maior chegar à marca histórica. Mas foram, principalmente, para ver o Vasco, torcer pelo Vasco. Não existe o Club de Regatas Romário. Vão-se os anéis, ficam os dedos. Vão-se os jogadores, fica-se o clube, a torcida, a instituição. E talvez, de todos em campo, Romário seja o menor culpado da derrota. Pois, ele jogou como tem jogado nos últimos anos. Dentro da área, esperando para finalizar.
Ninguém esperava que ele viesse buscar a bola no meio de campo. Incompreensível foi a maneira do time do Vasco forçar as jogadas em cima do Baixinho. Eles pensaram que os zagueiros iam dar licença? Romário era com certeza o jogador mais bem marcado em campo. Bastava o time jogar para ganhar, como fez contra o Flamengo. O gol 1000 iria acontecer, como deve, naturalmente. Vexame do time do Vasco, do técnico Renato Gaúcho. Vergonha para todos os vascaínos. E sorte para aqueles que estão torcendo pelo gol apoteótico de Romário. Se ele fosse marcado na partida contra o Gama, seria um daqueles que podem ser cortados da lista.
Piada de Mau Gosto

Os estaduais não podem acabar. Ou melhor, não podem acabar com os estaduais. Uma partida como Corinthians x Flamengo, tem audiência cativa de 70 milhões de torcedores. Mas, nem de perto, mexe tanto com um torcedor como um Fla-Flu. É emocionante ver um Atlético/PR x São Paulo. Mas chega a ser cardíaco um Atletiba. Tudo isso graça aos estaduais. Quando não existiam competições nacionais regulares, os estaduais prevaleciam no calendário dos clubes. Por causa deles se desenharam as torcidas e as rivalidades. Eles ditaram quem é time grande, e quem é time pequeno.
O calendário atual tem datas fixas para um campeonato nacional de pontos corridos. O estadual é disputado no começo do ano, quando os clubes estão em preparação para as demais competições. Ao contrário do que pensam cartolas e dirigentes, a torcida não quer o fim dos campeonatos estaduais. Sem eles os grandes clássicos seriam escassos. Que torcedor quer isso?
Os estaduais devem ser o mais breve possível. Inflar a tabela com mais de 12 clubes é tornar cansativo e maçante um campeonato com pouca competitividade. Os estaduais são ganhos, quase na totalidade, pelos times de massa. Times de menor expressão colecionam, quando muito, um título em tempos longínquos. As chances desses “pequenos” aumentariam em um calendário mais enxuto. Concordo que em cada estado pode haver uma forma diferente de disputa. Mas que essa fórmula prevaleça por muitos anos.
O Campeonato Paranaense deste ano, como frisou Diogo em seu comentário, tornou-se uma piada. E de muito mau gosto. Coincidiu suas datas com a Libertadores da América, que o Paraná está disputando. O time foi “obrigado” a jogar duas partidas em 48h para não prejudicar o andamento da competição. O Paraná tinha o direito de não pisar em campo. E devia tê-lo usado. Assim, não seria conivente com a Federação Paranaense, que ao fazer o calendário, provavelmente, não tenha acreditado que o time passaria para a fase de grupo da competição intercontinental. Se a Federação não atende as necessidades de um dos grandes clubes do estado, o que dirá dos times do interior. Por causa desta Federação, mal administrada, podemos ver a Copa do Mundo de 2014 passar longe dos estádios paranaenses. Ricardo Teixeira não se deu o trabalho de pisar na cidade para um encontro com o governador Requião, como fez no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Mandou pelo correio o caderno de normas da Fifa.
Todo ano é a mesma história. Novo regulamento, nova forma de disputa. Desorganização, desgaste e desinteresse. Mesmo assim o Paranaense é uma paixão da torcida. Conquista-lo significa muito. O Atlético/PR desprezou a competição deste ano, mas quando a vaga na Copa do Brasil ficou mais difícil, percebeu que ela poderá ser a salvação do calendário. O Paraná está focado na Libertadores, mas não vai entregar o título de bandeja, quer o bicampeonato. O Coritiba corre para provar à torcida que o time pode ser vitorioso.
E atleticanos, paranistas e coxas torcem para que em 2008 o estadual seja mais respeitado e recupere o brilho de outrora.
Romário, Copa-Rio 51 e JK
Nestes últimos dias o futebol vive a expectativa do milésimo gol de Romário. E se viu de tudo. Menos a questão político-social do fato. Ao folhar o diário L! desta terça-feira, deparei-me com a coluna de José Luiz Portella. Que levantou a tese de que: “Ou se tem um critério que se aplique a todos, independentemente, da nossa admiração, ou nosso Brasil continuará sem regras e organização. Anômico. Fazendo cada coisa conforme o interesse do momento. A gerar injustiça e desperdício.”. A opinião quanto ao milésimo gol de Romário já foi publicada neste blog. O que era para ser a celebração do feito de um atleta, agora, respingará no comportamento do brasileiro, segundo o colunista. Mas ele não parou por aí.

Outra polêmica da semana foi o reconhecimento do Palmeiras, pela Fifa, como legítimo Campeão Mundial, por conta da conquista da Copa-Rio de 51. À esse respeito, Portella publicou o seguinte: “Campeonato do mundo com lógica e mérito é difícil, porque a Fifa, como o Brasil aplica uma regra de cada vez, de acordo com o interesse do dia. Ou se tem um critério ou nenhum. Então 51, também vale. Vale muito para os brasileiros que viveram a dor do “Maracanazzo” de 50.”. Quer dizer. Nossos critérios para atribuir mil gols à Romário são politicamente incorretos. Mas os critérios da Fifa, para distribuir títulos mundiais, é um conforto à nossa auto-estima. Vocês pensam que acabou?

“51 é uma boa idéia, sim. Abriu a porta para 58, a mostrar que o Brasil podia. Foi importante para o país viver as realizações da época de JK, o maior brasileiro da história. Ele fez.”. Dizer que a Copa-Rio de 51 era para apagar a derrota na Copa do Mundo de 50, é afirmar que foi um campeonato arrumado. Pois, caso o campeão fosse a Juventos/ITA, seria mais uma dor no “Maracanazzo”. E só os palmeirenses vibraram, e vibram, com a conquista de 51. Se a taça não está na CBF, não é do Brasil. É do Palmeiras. Quanto a Juscelino Kubitschek, torcedor do América/MG, passo a bola para o Marcus Vinicius comentar suas glórias políticas. Assim como JK deu um toque de letra no aumento da dívida externa. E quem abriu as portas de 58 foi um moleque aí, chamado Pelé. Ele fez.

Outra polêmica da semana foi o reconhecimento do Palmeiras, pela Fifa, como legítimo Campeão Mundial, por conta da conquista da Copa-Rio de 51. À esse respeito, Portella publicou o seguinte: “Campeonato do mundo com lógica e mérito é difícil, porque a Fifa, como o Brasil aplica uma regra de cada vez, de acordo com o interesse do dia. Ou se tem um critério ou nenhum. Então 51, também vale. Vale muito para os brasileiros que viveram a dor do “Maracanazzo” de 50.”. Quer dizer. Nossos critérios para atribuir mil gols à Romário são politicamente incorretos. Mas os critérios da Fifa, para distribuir títulos mundiais, é um conforto à nossa auto-estima. Vocês pensam que acabou?

“51 é uma boa idéia, sim. Abriu a porta para 58, a mostrar que o Brasil podia. Foi importante para o país viver as realizações da época de JK, o maior brasileiro da história. Ele fez.”. Dizer que a Copa-Rio de 51 era para apagar a derrota na Copa do Mundo de 50, é afirmar que foi um campeonato arrumado. Pois, caso o campeão fosse a Juventos/ITA, seria mais uma dor no “Maracanazzo”. E só os palmeirenses vibraram, e vibram, com a conquista de 51. Se a taça não está na CBF, não é do Brasil. É do Palmeiras. Quanto a Juscelino Kubitschek, torcedor do América/MG, passo a bola para o Marcus Vinicius comentar suas glórias políticas. Assim como JK deu um toque de letra no aumento da dívida externa. E quem abriu as portas de 58 foi um moleque aí, chamado Pelé. Ele fez.
Não Chores por Mim, Argentina

Antes de tudo, deixo claro que não me privarei de declarações bairristas e patrióticas neste comentário. Afinal, por que quando exaltamos nossos ídolos somos tidos por patetas? E por que quando os argentinos exaltam Maradona, são saudosistas?
Não estou me valendo da situação enferma que o hermanito se encontra. Pois, no seu caso, não é apenas força de expressão dizer que estou “batendo em bêbado”. Ao afirmar isto, não desmereço seus feitos dentro de campo. Desmereço e desprezo o que é Maradona na vida privada – e privada aqui cai muito bem. O maior ídolo da Argentina é um pesadelo para as mães. Nenhuma delas quer ouvir qualquer resmungo parecido com “Mamãe, quando crescer quero ser igual ao Maradona!”. O garoto corre o risco de receber uma surra daquelas.
Convenhamos. Maradona não soube respeitar sua condição de ídolo. Fez milagres com a bola. Mas jogou por água abaixo a carreira – e carreira aqui também cai muito bem. Ele não pode se queixar da falta de apoio para se livrar do vício. É amado e querido por toda a nação. Todas as vezes que o ex-jogador foi parar no hospital, e não foram poucas, a Argentina toda se mobilizou com devoção para lhe depositar forças. O problema de Maradona não é falta de talento, fama ou fortuna. Muito pelo contrário.
Ao que parece, o fato de ter sido um dos maiores jogadores de futebol do planeta não foi suficiente para Maradona. Ao entortar marcadores, tal qual a seleção inglesa na Copa de 86, ele entortou também a vida.
Maradona fora do campo é a antítese do Maradona dentro do campo. Conta-se às pencas os que viveram no círculo da glória e despencaram para o buraco negro da existência quando se viram excluídos. O argentino está entre eles.
A auto-imolação de Maradona é evidente. Conte-se os três piores vícios da humanidade. Agora conte-se os cinco. Agora conte-se os sete. E todos eles fazem parte do rol de decadência do fabuloso jogador.
Quando os argentinos chamaram Maradona de “Dios” ele levou ao pé da letra. Pensou ser inatingível, e mesmo depois de várias crises, não se deu conta que “Dios” só existe um. E definitivamente não é ele.
Acredito e torço para que Maradona saia do hospital. O que eu não acredito é em sua recuperação. Vislumbro mais chances de Zagallo ser o meia-esquerda na seleção de Dunga a Maradona repetir o gesto de Evita Perón e cantar para o povo da sacada da Casa Rosada.
Desculpem-me os argentinos. Mas seria cômico, se não fosse trágico.
*(com Marcus Vinicius Gomes)
Tapetão à Serviço do Futebol

Bons os tempos em que o campo acabava nas quatro linhas. Eram onze de cada lado tentando fazer a pelota passar entre os travessões. Os cartolas limitavam-se a especular pelos bastidores. E o advogado do clube preocupava-se apenas com contratos de jogadores.
O futebol era só para ser jogado. Com o passar do tempo o livro de regras foi ganhando novos parágrafos. E desde sempre quem julga e sentencia dentro de campo é o árbitro. Deram ao árbitro, assistentes, mas a palavra final continua sendo dele. Validar ou anular, é tarefa única e exclusiva dele. Para garantir a imparcialidade e competência destes árbitros há órgãos para fiscalizá-los. É obrigação desses órgãos, além de formá-los, puni-los por seus erros.
Já questionaram tudo dentro do futebol. Chegaram a fazer testes com dois árbitros ou quatro assistentes dentro de campo. Mas nunca tentaram criar uma maneira de excluí-los do gramado. Por uma razão muito óbvia, é impossível. Ele é essencial para o jogo, assim como o goleiro. Aquele personagem de preto correndo pelo campo pode decidir o futuro de uma partida. É muito poder para uma pessoa? Sim. O que é marcado por ele dentro de campo, deve ser mudado fora dele? Não. E se ele estiver de acordo para favorecer um clube? O clube e o árbitro devem ser punidos severamente, mas o resultado não pode ser mudado. Caso o time favorecido seja campeão, faz como se fez na Itália em 2006, institui-se um campeonato sem campeão. Uma nova partida, um novo árbitro, dado as circunstancias não seria imparcial. Já imaginaram, se o time favorecido, na primeira partida, volta a vencer?
Uma falta não marcada aos 25 minutos de jogo, é vital para o gol sofrido aos 32 minutos. Qualquer lance apontado pelo árbitro muda a partida. O mínimo lateral mal marcado, favorece a posse de bola para o outro time.
Depois de termos campeonatos inteiros reformulados por conta dos tribunais, a última do tapetão nacional vem de Pernambuco. Na partida Central 2 x 1Vera Cruz, o árbitro Wilson de Souza Mendonça, não validou um gol do time do Vera Cruz. A bola furou a rede e saiu pelo outro lado, o árbitro marcou tiro-de-meta. Erro, desculpem não achar adjetivo mais adequado, bisonho. O gol seria o empate do Vera Cruz. Mas não valeu. Não fosse a Federação Pernambucana. Agora o resultado oficial do jogo é 2 x 2. A Federação entendeu que o árbitro teve influência direta no resultado final da partida. Com certeza. Mas validar um gol anulado, não é fazer justiça. Afinal, o time do Central perdeu os pontos e a chance de tentar fazer o terceiro gol. Mesmo o time do Vera Cruz não terá essa chance. Então por que não tirar três pontos do Central? Por que não dividir, um ponto e meio para cada um? Questões como estas soam tão absurdas, quanto mudar o resultado de uma partida fora de campo. A bola entrou. Mas o gol não valeu.
Não existem “campeões morais” no futebol. Se não levantou a taça, não é campeão. O Internacional não é o campeão brasileiro de 2005. A Espanha não é bicampeã do mundo (94,02). Foi-lhes tirada a chance de disputar o título por conta de erros da arbitragem. Os erros destes árbitros, não foram menores do que o cometido por Wilson de Souza Mendonça. O que resta a estes times é a indignação. Nem a punição máxima da Comissão de Arbitragem, serve de alento para os torcedores. Serve, realmente, para mostrar seriedade no futebol. Para mostrar, que a profissionalização da arbitragem é crucial para que o apito seja levado a sério. E para manter os tribunais cada vez mais longe do placar da partida.
Não existe a arbitragem perfeita. A própria regra, preza pelo bom senso e pela interpretação do lance. Portanto, o que é interpretativo, não pode estar errado. Acredito que “errar é humano”. Mas também acredito que “o futebol é uma caixinha de surpresas”.
Flamengo
Ontem pude ver o Flamengo jogar contra o Maracaibo, já tinha visto antes na Vila Capanema contra o Paraná. O Flamengo é um time que irá dar muito trabalho neste Campeonato Brasileiro, pois sabe sair jogando em velocidade nos contra-ataques e, também, sabe trabalhar a bola de um lado para o outro. É um time que verticaliza muito bem o jogo. É muito comum vermos times que sabem somente jogar no contra ataque, mas para furar retrancas não são bem sucedidos, Atlético/PR e Vasco são bons exemplos. O Flamengo tem este diferencial, ponto fraco do Flamengo está na sua dupla de zagueiros. Ponto fraco que o cabeça de área Paulinho tem conseguido equilibrar.
terça-feira, 3 de abril de 2007
O DOSSIÊ LEÃO
A trajetória do técnico não é lá um mar de rosas. Esconde questionamentos éticos e até uma misteriosa "tabelinha japonesa"


Leão: só o cabelo não continua o mesmo.
Publico um dossiê que analisa a trajetória do técnico Emerson Leão. Partirei, principalmente, da passagem vitoriosa do treinador pelo time do Santos em 2002. Caberá ao leitor identificar e refletir momentos muito peculiares da carreira de Leão. Apresentarei fatos. As suposições que aqui constarem, estarão embasadas em momentos distintos vividos pelo futebol brasileiro e pelo próprio técnico.
Até 2002, Emerson Leão era um treinador do segundo escalão. Mesmo após sua passagem pela seleção em 2000, não foi valorizado. Apontado como um técnico autoritário e exigente, foi contratado para tirar o Santos da fila de títulos. Tarefa que cumpriu com louvor. Sem nenhuma “estrela do futebol” no elenco santista, o treinador soube trabalhar com os jogadores jovens, que eram maioria no grupo. Foi um verdadeiro técnico de futebol e direcionou o time em importantes vitórias. A recompensa veio com o título inédito do Brasileirão. Como se não bastasse, lançou Robinho, Diego e cia. para o futebol. Estavam ali alguns dos jogadores mais promissores desta geração. Finalmente Emerson Leão era considerado um dos grandes treinadores do Brasil.
Junto com o título veio o assédio da imprensa e de torcedores, principalmente, a Robinho. Não era mais um elenco sem “estrelas”. Problemas como cor da chuteira, titularidade e pedaladas, antes inexistentes, começaram a atrapalhar o time do Santos. Mesmo assim o time conquistou o vice da Libertadores da América em 2003. Mas Leão provaria, dali para frente, que não conseguiria lidar com o ego de seus jogadores.
Depois de maus resultados em 2004, Leão teve uma saída tumultuada do Santos. A briga envolveu Vanderlei Luxemburgo – que se ofereceu para treinar o Santos, quando Leão estava no cargo. O treinador do Santos alegou falta de “ética” por parte de Vanderlei. Leão acabou indo para o Cruzeiro em 2004, time que até então era treinado por Luxemburgo. No clube mineiro não conquistou nada e fez má campanha com a equipe.
No final de 2004, Leão é contratado pelo São Paulo. O clube paulista traçou um planejamento ambicioso. O São Paulo havia fracassado em seu retorno à Libertadores em 2004. Mas em 2005 queria conquistar o título continental e o mundial no final do ano. Leão topou o desafio. E diante do planejamento do clube e da repercussão em caso de sucesso, Leão preferiu, mais uma vez, deixar seu próprio ego de lado.
Em sua passagem pelo São Paulo, Emerson Leão bancou alguns “medalhões”. Como, por exemplo, o atacante Luizão. Em contrapartida barrou outros, como o lateral-esquerdo Junior. Mas sem maiores tumultos dentro do clube, os resultados não tardaram a aparecer. O primeiro triunfo veio com a conquista do Campeonato Paulista de 2005. Enquanto isso o time voava na competição sul-americana.
Porém, com o São Paulo invicto na Libertadores da América e garantido para as oitavas de final, Leão anunciou sua saída do clube. Iria para o Vissel Kobe do Japão. Time que estava à beira do rebaixamento no campeonato japonês. Leão baseou sua saída prematura do São Paulo alegando ter uma divida de gratidão com o dirigente do clube, Miura Istoshi. Portanto usaria sua “ética” e abandonaria os títulos da Libertadores e do Mundial, que o São Paulo acabou conquistando naquele ano. Mas além da “ética”, especulou-se que Leão receberia 1 milhão de dólares por mês, durante três meses. Fato nunca confirmado. Afinal o time do Kobe acabou o campeonato daquele ano em último lugar. O treinador não correspondeu às expectativas do dirigente. Emerson Leão nunca ganhara um campeonato japonês. Havia dirigido Shimizu S-Pulse (92-94), e Verdy Kawasaky (96-97), em seus tempos de menor prestigio. Mas por que Istoshi acreditava tanto em Leão, a ponto de oferecer uma fortuna ao técnico brasileiro?
Para quem não se lembra, esclarecerei alguns acontecimentos do mesmo período da saída de Leão para o Japão.
O ano de 2005 ficou marcado como o começo da parceria Corinthians/MSI. O grupo de investimentos, MSI, apresentou um contrato que tinha como principal objetivo a exploração do futebol do Corinthians, durante um período de 10 anos. Diversos itens do contrato eram nebulosos. Principalmente o nome dos investidores e, conseqüentemente, a origem do dinheiro. Os torcedores se mobilizaram para que a parceria não acontecesse. Achavam que o clube estaria sendo vendido. Os protestos acalmaram quando o grupo de investimentos injetou dinheiro no clube, principalmente com contratações de impacto. Roger, Carlos Alberto, Nilmar, além das revelações argentinas: Tevez e Mascherano.
Para treinar esse novo esquadrão dispensaram o técnico Tite e contrataram o argentino Daniel Passarella. O treinador não correspondeu e foi demitido, após ser eliminado da Copa do Brasil pelo Figueirense e perder para o São Paulo por 5x1, em partida válida pelo Brasileirão. Quem assumiu o time, interinamente, foi o treinador das categorias de base do Corinthians, Márcio Bittencourt.
O novo treinador conseguiu aliar a vontade das revelações corintianas com o talento dos “astros” da MSI. O time ganhou um padrão de jogo, as vitórias reapareceram. A guerra entre a parceria e a torcida viveu seu único momento de paz.
Enquanto Márcio Bittencourt arrumava o time do Corinthians, Leão via seu time ser rebaixado no campeonato japonês. Ao término do contrato com o time japonês, o treinador voltou ao Brasil e se pôs à disposição no mercado. Por conta de seu alto salário, seriam poucos os clubes que poderiam contratá-lo. Com o campeonato brasileiro em andamento, a maioria desses clubes haviam contratado seus comandantes. O Palmeiras vivia uma situação complicada no campeonato e Leão foi contratado. A diretoria palmeirense cedeu a todos os caprichos do treinador. E este correspondeu classificando o Palmeiras para a Libertadores do ano seguinte.
Algumas questões sobre a saída de Emerson Leão do São Paulo nunca foram completamente esclarecidas. Por que Leão abandonou o time antes de tentar a conquista do título da Libertadores? Que dívida era essa, realmente, que Leão tinha com o dirigente japonês?
Sem entrar em questões particulares, e analisando através do futebol. Percebe-se um paralelo entre a saída de Leão para o Japão, e uma prática muito usada para a contratação de jogadores. No caso do jogador, o caminho costuma ser assim: ele atua em um clube brasileiro, é vendido para o exterior e pouco tempo depois reaparece, por compra ou empréstimo, para jogar em outro clube do Brasil. Mostrando que, na maioria das vezes, o jogador foi negociado consciente do seu retorno ao futebol brasileiro. Isso é feito para facilitar a negociação com o primeiro clube, e preservar a imagem do atleta. Que, às vezes, ressurge até mesmo no arqui-rival do seu antigo clube. Essa prática, controversa, foi muito utilizada pelo Palmeiras/Parmalat; Pelo Corinthians/Hicks; pela própria MSI; e atualmente o São Paulo se vale desses intermediários.
Será que Leão teria sido assediado pela MSI para treinar o Corinthians, quando era técnico do São Paulo?
Ao levantar essa hipótese, é impossível não lembrar da chegada de Emerson Leão no Corinthians após o Mundial 06. O presidente da MSI, na época, Kia Joorabchian não aprovava sua contratação. Não via com bons olhos o autoritarismo do treinador. Além do mais, Leão foi pivô da saída de Tevez e Mascherano do time. Em seguida, cortou Carlos Alberto da equipe após uma discussão. Todos estes jogadores eram grandes apostas da MSI e juntos custaram cerca de 35 milhões de dólares. Sendo assim, por que o Corinthians/MSI teria aliciado Leão em 2005?
Quando Emerson Leão chegou ao Corinthians em 2006, encontrou um time diferente do qual encontraria em 2005. O elenco sofrera poucas mudanças, mas o comportamento do time era outro. O Corinthians não era mais uma promessa, como em 2005. Era o atual campeão brasileiro e estava na zona de rebaixamento do campeonato.
Em 2005 a MSI havia investido alto em Daniel Passarella, mas ele não deu conta do recado. Treinadores de renome, como os investidores queriam, estavam bem empregados. Luxemburgo no Real Madrid, e Felipão preparando a seleção de Portugal para a Copa do Mundo. Em atividade no Brasil, no primeiro semestre de 2005, era Leão quem dava as cartas com o São Paulo. Como já foi dito, conquistou o Paulistão e estava nas fases finais da Libertadores. Se caso, Emerson Leão fosse contratado naquele momento, seria ideal para mostrar as pretensões da MSI e, também, para acalmar a torcida.
Então por que Leão não assumiu o Corinthians quando voltou do Japão?
Marcio Bittencourt havia acertado o time. A cada jogo a torcida acreditava mais no treinador da base corintiana. A MSI não é uma torcida. É um grupo de investidores. E para ver o retorno de suas aplicações, o time precisava ganhar e convencer, e isto estava acontecendo. Outra dúvida: e se Leão assumisse e o time começasse a perder? Essa preocupação assustava tanto os investidores, quanto o treinador. Emerson Leão não usaria o Japão como intermediário para preservar sua imagem, e depois entraria na vaga de um treinador empregado e, por hora, vitorioso. Afinal, ele é “ético”.
A saída de Bittencourt do comando time durante o Brasileiro, pouco teve haver com resultados. Afinal o time estava em segundo lugar quando ele foi dispensado. A diretoria alegou “inexperiência”, e trouxe para treinar o time Antônio Lopes. Que acabou assumindo um time em ascensão.
O momento que Leão vive, atualmente, é com certeza o pior de sua carreira. Ao contrário do que viveu em 2002, com o Santos, o máximo que o treinador conseguiu foi livrar times do rebaixamento, com campanhas irregulares. Em sua passagem por Palmeiras e Corinthians colecionou inúmeros desafetos. Fez questão de aparecer mais do que seus próprios comandados. Parece mais o Leão dos anos 90. Porém, ganhando 500 mil reais por mês. Ao sair do Corinthians agora, dificilmente algum clube aceitará pagar uma soma tão alta por seu trabalho. Ainda mais, porque além do investimento no técnico terá que investir também em um excelente relações públicas.
Em comparação com seu rival, Vanderlei Luxemburgo, há algo em comum: questiona-se muito a posição dos dois fora de campo. Mas Luxemburgo é unanimidade quanto à sua capacidade de dirigir um time e torná-lo campeão. Já Emerson Leão não consegue aprender nem com seus próprios erros.


Leão: só o cabelo não continua o mesmo.
Publico um dossiê que analisa a trajetória do técnico Emerson Leão. Partirei, principalmente, da passagem vitoriosa do treinador pelo time do Santos em 2002. Caberá ao leitor identificar e refletir momentos muito peculiares da carreira de Leão. Apresentarei fatos. As suposições que aqui constarem, estarão embasadas em momentos distintos vividos pelo futebol brasileiro e pelo próprio técnico.
Até 2002, Emerson Leão era um treinador do segundo escalão. Mesmo após sua passagem pela seleção em 2000, não foi valorizado. Apontado como um técnico autoritário e exigente, foi contratado para tirar o Santos da fila de títulos. Tarefa que cumpriu com louvor. Sem nenhuma “estrela do futebol” no elenco santista, o treinador soube trabalhar com os jogadores jovens, que eram maioria no grupo. Foi um verdadeiro técnico de futebol e direcionou o time em importantes vitórias. A recompensa veio com o título inédito do Brasileirão. Como se não bastasse, lançou Robinho, Diego e cia. para o futebol. Estavam ali alguns dos jogadores mais promissores desta geração. Finalmente Emerson Leão era considerado um dos grandes treinadores do Brasil.
Junto com o título veio o assédio da imprensa e de torcedores, principalmente, a Robinho. Não era mais um elenco sem “estrelas”. Problemas como cor da chuteira, titularidade e pedaladas, antes inexistentes, começaram a atrapalhar o time do Santos. Mesmo assim o time conquistou o vice da Libertadores da América em 2003. Mas Leão provaria, dali para frente, que não conseguiria lidar com o ego de seus jogadores.
Depois de maus resultados em 2004, Leão teve uma saída tumultuada do Santos. A briga envolveu Vanderlei Luxemburgo – que se ofereceu para treinar o Santos, quando Leão estava no cargo. O treinador do Santos alegou falta de “ética” por parte de Vanderlei. Leão acabou indo para o Cruzeiro em 2004, time que até então era treinado por Luxemburgo. No clube mineiro não conquistou nada e fez má campanha com a equipe.
No final de 2004, Leão é contratado pelo São Paulo. O clube paulista traçou um planejamento ambicioso. O São Paulo havia fracassado em seu retorno à Libertadores em 2004. Mas em 2005 queria conquistar o título continental e o mundial no final do ano. Leão topou o desafio. E diante do planejamento do clube e da repercussão em caso de sucesso, Leão preferiu, mais uma vez, deixar seu próprio ego de lado.
Em sua passagem pelo São Paulo, Emerson Leão bancou alguns “medalhões”. Como, por exemplo, o atacante Luizão. Em contrapartida barrou outros, como o lateral-esquerdo Junior. Mas sem maiores tumultos dentro do clube, os resultados não tardaram a aparecer. O primeiro triunfo veio com a conquista do Campeonato Paulista de 2005. Enquanto isso o time voava na competição sul-americana.
Porém, com o São Paulo invicto na Libertadores da América e garantido para as oitavas de final, Leão anunciou sua saída do clube. Iria para o Vissel Kobe do Japão. Time que estava à beira do rebaixamento no campeonato japonês. Leão baseou sua saída prematura do São Paulo alegando ter uma divida de gratidão com o dirigente do clube, Miura Istoshi. Portanto usaria sua “ética” e abandonaria os títulos da Libertadores e do Mundial, que o São Paulo acabou conquistando naquele ano. Mas além da “ética”, especulou-se que Leão receberia 1 milhão de dólares por mês, durante três meses. Fato nunca confirmado. Afinal o time do Kobe acabou o campeonato daquele ano em último lugar. O treinador não correspondeu às expectativas do dirigente. Emerson Leão nunca ganhara um campeonato japonês. Havia dirigido Shimizu S-Pulse (92-94), e Verdy Kawasaky (96-97), em seus tempos de menor prestigio. Mas por que Istoshi acreditava tanto em Leão, a ponto de oferecer uma fortuna ao técnico brasileiro?
Para quem não se lembra, esclarecerei alguns acontecimentos do mesmo período da saída de Leão para o Japão.
O ano de 2005 ficou marcado como o começo da parceria Corinthians/MSI. O grupo de investimentos, MSI, apresentou um contrato que tinha como principal objetivo a exploração do futebol do Corinthians, durante um período de 10 anos. Diversos itens do contrato eram nebulosos. Principalmente o nome dos investidores e, conseqüentemente, a origem do dinheiro. Os torcedores se mobilizaram para que a parceria não acontecesse. Achavam que o clube estaria sendo vendido. Os protestos acalmaram quando o grupo de investimentos injetou dinheiro no clube, principalmente com contratações de impacto. Roger, Carlos Alberto, Nilmar, além das revelações argentinas: Tevez e Mascherano.
Para treinar esse novo esquadrão dispensaram o técnico Tite e contrataram o argentino Daniel Passarella. O treinador não correspondeu e foi demitido, após ser eliminado da Copa do Brasil pelo Figueirense e perder para o São Paulo por 5x1, em partida válida pelo Brasileirão. Quem assumiu o time, interinamente, foi o treinador das categorias de base do Corinthians, Márcio Bittencourt.
O novo treinador conseguiu aliar a vontade das revelações corintianas com o talento dos “astros” da MSI. O time ganhou um padrão de jogo, as vitórias reapareceram. A guerra entre a parceria e a torcida viveu seu único momento de paz.
Enquanto Márcio Bittencourt arrumava o time do Corinthians, Leão via seu time ser rebaixado no campeonato japonês. Ao término do contrato com o time japonês, o treinador voltou ao Brasil e se pôs à disposição no mercado. Por conta de seu alto salário, seriam poucos os clubes que poderiam contratá-lo. Com o campeonato brasileiro em andamento, a maioria desses clubes haviam contratado seus comandantes. O Palmeiras vivia uma situação complicada no campeonato e Leão foi contratado. A diretoria palmeirense cedeu a todos os caprichos do treinador. E este correspondeu classificando o Palmeiras para a Libertadores do ano seguinte.
Algumas questões sobre a saída de Emerson Leão do São Paulo nunca foram completamente esclarecidas. Por que Leão abandonou o time antes de tentar a conquista do título da Libertadores? Que dívida era essa, realmente, que Leão tinha com o dirigente japonês?
Sem entrar em questões particulares, e analisando através do futebol. Percebe-se um paralelo entre a saída de Leão para o Japão, e uma prática muito usada para a contratação de jogadores. No caso do jogador, o caminho costuma ser assim: ele atua em um clube brasileiro, é vendido para o exterior e pouco tempo depois reaparece, por compra ou empréstimo, para jogar em outro clube do Brasil. Mostrando que, na maioria das vezes, o jogador foi negociado consciente do seu retorno ao futebol brasileiro. Isso é feito para facilitar a negociação com o primeiro clube, e preservar a imagem do atleta. Que, às vezes, ressurge até mesmo no arqui-rival do seu antigo clube. Essa prática, controversa, foi muito utilizada pelo Palmeiras/Parmalat; Pelo Corinthians/Hicks; pela própria MSI; e atualmente o São Paulo se vale desses intermediários.
Será que Leão teria sido assediado pela MSI para treinar o Corinthians, quando era técnico do São Paulo?
Ao levantar essa hipótese, é impossível não lembrar da chegada de Emerson Leão no Corinthians após o Mundial 06. O presidente da MSI, na época, Kia Joorabchian não aprovava sua contratação. Não via com bons olhos o autoritarismo do treinador. Além do mais, Leão foi pivô da saída de Tevez e Mascherano do time. Em seguida, cortou Carlos Alberto da equipe após uma discussão. Todos estes jogadores eram grandes apostas da MSI e juntos custaram cerca de 35 milhões de dólares. Sendo assim, por que o Corinthians/MSI teria aliciado Leão em 2005?
Quando Emerson Leão chegou ao Corinthians em 2006, encontrou um time diferente do qual encontraria em 2005. O elenco sofrera poucas mudanças, mas o comportamento do time era outro. O Corinthians não era mais uma promessa, como em 2005. Era o atual campeão brasileiro e estava na zona de rebaixamento do campeonato.
Em 2005 a MSI havia investido alto em Daniel Passarella, mas ele não deu conta do recado. Treinadores de renome, como os investidores queriam, estavam bem empregados. Luxemburgo no Real Madrid, e Felipão preparando a seleção de Portugal para a Copa do Mundo. Em atividade no Brasil, no primeiro semestre de 2005, era Leão quem dava as cartas com o São Paulo. Como já foi dito, conquistou o Paulistão e estava nas fases finais da Libertadores. Se caso, Emerson Leão fosse contratado naquele momento, seria ideal para mostrar as pretensões da MSI e, também, para acalmar a torcida.
Então por que Leão não assumiu o Corinthians quando voltou do Japão?
Marcio Bittencourt havia acertado o time. A cada jogo a torcida acreditava mais no treinador da base corintiana. A MSI não é uma torcida. É um grupo de investidores. E para ver o retorno de suas aplicações, o time precisava ganhar e convencer, e isto estava acontecendo. Outra dúvida: e se Leão assumisse e o time começasse a perder? Essa preocupação assustava tanto os investidores, quanto o treinador. Emerson Leão não usaria o Japão como intermediário para preservar sua imagem, e depois entraria na vaga de um treinador empregado e, por hora, vitorioso. Afinal, ele é “ético”.
A saída de Bittencourt do comando time durante o Brasileiro, pouco teve haver com resultados. Afinal o time estava em segundo lugar quando ele foi dispensado. A diretoria alegou “inexperiência”, e trouxe para treinar o time Antônio Lopes. Que acabou assumindo um time em ascensão.
O momento que Leão vive, atualmente, é com certeza o pior de sua carreira. Ao contrário do que viveu em 2002, com o Santos, o máximo que o treinador conseguiu foi livrar times do rebaixamento, com campanhas irregulares. Em sua passagem por Palmeiras e Corinthians colecionou inúmeros desafetos. Fez questão de aparecer mais do que seus próprios comandados. Parece mais o Leão dos anos 90. Porém, ganhando 500 mil reais por mês. Ao sair do Corinthians agora, dificilmente algum clube aceitará pagar uma soma tão alta por seu trabalho. Ainda mais, porque além do investimento no técnico terá que investir também em um excelente relações públicas.
Em comparação com seu rival, Vanderlei Luxemburgo, há algo em comum: questiona-se muito a posição dos dois fora de campo. Mas Luxemburgo é unanimidade quanto à sua capacidade de dirigir um time e torná-lo campeão. Já Emerson Leão não consegue aprender nem com seus próprios erros.
Coritiba deve vender um de seus pratas da casa.
Devido a problemas financeiros o coxa deve vender um de seus pratas das casa. Quem será ??? O coxa deve estar vendendo Henrique, bom zagueiro prata da casa. Henrique deverá ser vendido no meio do ano. Internacional e Corinthians já demonstraram interesse, mas o destino do jogador deve ser a Europa.
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Dininho no Palmeiras.
Não acho o Edmilson, um super zagueiro, nem um bom zagueiro, acho que ele é um zagueiro. Tem seu problemas, é lento e para sair jogando esta limitado a dar passes de três metros, mais que isso é pedir muito. Mas não compromete o jogo como Dininho faz. No jogo contra o América, o lance do gol do mal anulado do América é culpa dele que está marcando o atancante que faz o gol nas suas costas. Ontem também comprometeu contra o São Paulo, no lance do penâlti. A bola já tinha passado ele não precisava ter empurrado o Alex Silva. Edmilson não é um bom zagueiro, mas não compromete como o Dininho.
Campeonato de Piadas.
Como seria um bom campeonato de piadas ? Bom, poderia ser em turno único, mas ai seria sem graça. Poderia ter um turno com uma semifinal, não seria muito sério para um campeonato de piadas. Já sei a quem consultar para (des)organizar um bom campeonato de piada. A FEDERAÇÃO PARANAENSE DE FUTEBOL, esta sim, sabe organizar um belissímo campeonato de piadas. Este campeonato paranense não passa disso: uma piada. O campeonato é jogado por 16 times, o ideal seria um paranaense com 12 times. A primeira divisão tem tantos times que a federação não consegue times para jogar a divisão de acesso, vou dar uma ajuda a federação. Chamerei o pessoal que joga as terças no BOLA DE MEIA para jogar a divisão de acesso. O regulamento torna os jogos sem importância, afinal para que valeu o primeiro turno? O campeonato começou sem saber ao certo quais times iriam jogar, Toledo Work ou Engenheiro Beltrão. O presidente do TJD do Paraná está afastado do cargo pelo STJD por 120 dias, um verdadeiro ladrão. Deveria ser banido do futebol, uma vergonha, não, não, outra piada. Os jogadores e juízes colaboram com o campeonato de piadas, tem gol que não entrou sendo validado e tudo mais. Mas este lance vale a pena ver para dar muita risada, dois jogadores do Galo ADAP se batem durante a corrida, isto já é uma comédia, o mais engraçado de tudo e ver o juiz dar falta..... só a torcida não colaborou com a piada "o seu burro, era pra amarelo". Vale a pena ver o video todo, a piada esta no finalzinho.
http://tvparanaense.ondarpc.com.br/player.php?Video_ID=7035&fesp=&pid=3&pc=&fe=&descr=Em+Maring%E1+Galo+e+Coritiba+fizeram+um+jogo+bem+disputado%2C+e+depois+de+bons+lances+dos+dois+lados%2C+o+jogo+termina+com+placar+igual&titulo=&programa=Camisa+12&autostart=1
domingo, 1 de abril de 2007
Obrigações de Um Blogueiro
Primeiramente peço desculpas por deixar o leitor carente de informações nestes últimos dias. É quero me desculpar também pelas dicas do jogo da loteca nesta semana. Certifico-lhes que foi o pior da minha vida. Foram sete acertos. Desde o começo do ano mantenho a médio de dez jogos certeiros. Infelizmente, parafraseando Galvão Bueno, os “deuses do futebol” não estiveram do meu lado.
PS: Pelo menos acertei mais que o Dioguito.
PS: Pelo menos acertei mais que o Dioguito.
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