segunda-feira, 23 de abril de 2007

Que Bonitinho


Há muito tempo as semifinais do campeonato paulista não eram tão disputadas. Nas partidas entre Santos e Bragantino, o regulamento classificou o time santista, após dois empates sem gols. Na outra partida mais um “Davi e Golias” entre São Paulo e São Caetano. No primeiro jogo, empate em 1 a 1. Vantagem do São Paulo para o segundo jogo.
Na decisão, golaço de Ilsinho no primeiro tempo. E goleada do São Caetano no segundo. Quatro gols. Três bobeadas.
O São Paulo perdeu para sua velha e conhecida soberba. É um dos melhores times do Brasil, indiscutivelmente, e também um dos maiores egos. Não respeitou o público de 44 mil espectadores no Morumbi. E ao final do jogo a torcida não se deu ao respeito. Não, o problema não foi a violência. Foi a passividade da torcida são-paulina diante da goleada.
O torcedor é, por natureza, um apaixonado. Um irracional. Ele escolhe um time, morre com ele. Mas não sabe explicar porque. Se o clube do coração estiver disputando dez títulos, o torcedor quer os dez. Se ganhar nove e perder um, vai doer. Tem que doer. Torcer é não querer perder. Jamais.
E no domingo (22) enquanto o São Paulo era goleado dentro de campo, das arquibancadas vinham mensagens de consolo. É muito fácil se desfazer de uma competição após estar sendo eliminado. Cobrar também é incentivar. Um time cobrado está sempre alerta. Não importa se o time é apontado como favorito. O elenco não pode pensar assim. Tem que saber que há uma torcida para apoiá-los.Uma torcida exigente, à quem devem satisfação. Com o São Paulo fora da disputa, o Santos é o grande favorito. Felizmente, por enquanto, eles não sabem disso. Encerro com um comentário infeliz, mais um, do goleiro Rogério Ceni ao clamar pela torcida no jogo válido pela Libertadores: "Esta partida, inclusive, é muito mais importante do que era o jogo contra o São Caetano. A Libertadores é o que nos restou e vamos trabalhar junto para chegar a mais uma final e ganhar."

Um comentário:

Anônimo disse...

Para variar mas um comentário infeliz de Rogério. Após perder um jogo de semi-final, ele menospreza a partida. Tipico de um sujeito arrogante.