
A apresentação do grupo paulistano prometia ser um mega espetáculo. Tudo como manda o figurino. Avião fretado para chegada apenas na hora do show, 2000 toalhas brancas, 500 garrafas de água mineral escandinava, tietes enlouquecidas, fãs sem camisa na gélida Porto Alegre e tudo que um popstar tem direito. Mas na hora o que agradou mesmo foi a gaita do cancioneiro gaúcho.
Como todo astro pop, o Sãopaulostreet-Boys também passa por suas crises existenciais. Acaba ficando desequilibrado e temperamental. E acabamos vendo um show de um Rogério Ceni descontrolado e desatando a reclamar por tudo. Um grupo desafinado, que não lembrava nem um pouco aquele que jogava por música. Os excessos foram a tônica do lado são-paulino. Excesso de faltas, de passes errados, de favoritismo. Não convenceu. Não valeu o ingresso, para ver este show. As imagens do DVD, gravado no Brasileirão do ano passado, enganam.
O que agradou mesmo foi o fandango do Grêmio. Não é dos melhores, e por vezes lembra ritmos argentinos, mas faz o simples, muito bem feito. Dois pra cá, dois pra lá. E nesse embalo deixou a maioria da platéia satisfeita. E conseguiu marcar novas datas, agora contra os uruguaios. Futuro promissor para o grupo gremista na competição.
Mas não se enganem. Com uma reformulação, que já está em andamento, o Sãopaulostreet-Boys, possivelmente voltará as paradas de sucesso no ano que vem. Ou talvez, quem sabe, até o final do ano. Graças a sua diretoria maliciosa, porém, competente.

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