quinta-feira, 10 de maio de 2007

Raça Gremista


O jogo começou quente, pegado com raça, como deve ser um jogo de Libertadores. O Grêmio marcava muito bem no meio. Tuta vinha buscar jogo no meio de campo, com um diferencial, fazia o pivô para quem vinha de trás, por três ou quatro vezes o Grêmio atacou assim. Tuta ajeitando para Tcheco ou Diego Souza que vinham pela retaguarda com a bola dominada. Desta forma o Grêmio dominou o primeiro tempo. Criou 4 oportunidades de gol e o São Paulo somente uma. O gol saiu de uma falha da zaga do São Paulo, a bola sobrou para Theco sem nenhuma marcação, ajeitou o corpo e bateu como quis.
No segundo tempo Muricy Ramalho alterou muito bem o time, o São Paulo começou a jogar em um esquema diferente, um 4-3-3. Richarlyson e Ilsinho subiam pouco ao ataque e quando subiam não chegavam à linha de fundo e nem entravam em diagonal no campo para puxar o jogo no meio. Os dois laterais simplesmente subiam até intermédiaria, a partir deste ponto, o jogo pela esquerda era com Jorge Wagner, que chegava até a linha de fundo ou puxava o jogo pelo meio. Dagoberto e Leandro caindo pelas pontas e revezando a cada momento, alternando as laterais do campo. O jogo do São Paulo fluía muito pela esquerda, onde Patrício não conseguia marcar e nem jogar para frente. Em 20 minutos de jogo o São Paulo já tinha igualado as oportunidades de gol, seis para cada lado. O Grêmio deveria tentar sair pela esquerda com Lúcio e explorar a fragilidade tanto de Souza quanto de Ilsinho na marcação. Na única vez em Lúcio tentou, Souza e Ilsinho não souberamcomo marcá-lo e Lúcio saiu na cara do gol. Finalizou para fora. Mas era o caminho. Mesmo sem equilibrar a atitudes em campo o Grêmio na base da raça chegou ao segundo gol.

Na base da raça como deve ser na Libertadores.

Um comentário:

Anônimo disse...

O Grêmio teve dominio completo da partida, quando resolveu recuar a marcação, por conta das alterações do Muricy, não chegou a sofrer grande pressão. O São Paulo esteve apático o jogo todo. Valeu a raça gremista, mas também o adversário parecia não estar a altura do duelo. E acabou aceitando toda e qualquer investida do tricolor gaúcho. Indiscutivelmente, venceu quem quis vencer. Talvez, não o melhor. No papel é claro.