sexta-feira, 23 de março de 2007

O Perna-de-Pau

Mas que história é essa agora do Romário falar que vai fazer mil gols? Aonde já se viu? Ele? Vocês devem estar de piada com a minha cara!
Estranho, né? Mas parece ser esse o pensamento de algumas publicações. Depois de 38 anos teremos a oportunidade de rever o feito alcançado por Pelé. Mas ao contrário de 1969 alguns pretendem manchar a festa com asteriscos e ressalvas. Não há outra explicação a não ser a frustração pessoal da maioria dos cronistas do futebol: a total falta de habilidade com a bola. Ou seja, o perna-de-pau. Falo por mim também. É um problema que na verdade deveria ser discutido em cima de um divã, mas que cabe discutir no momento. Fato: todo menino sonha em ser jogador de futebol. Mas nem todos nascem predispostos a tal atividade. Futebol é uma paixão no Brasil com em poucos lugares do mundo. Logo o insucesso na carreira de boleiro não desencata-nos para o esporte. Muitos destes apaixonados ligam-se ao futebol de diferentes maneiras: árbitro, treinador, gandula, cartola, comentarista ou diretor de redação da revista Placar. Exaltamos com um fervor, que beira a idolatria, nossos ídolos do esporte. Não admitimos, se não for por conspiração, perder um Mundial. Enquanto uns deleitam-se diante do momento que está para acontecer, é comum entender que fique um sabor amargo para outros. Deve-lhes vir a imagem dos boletins dos tempos escolares: Redação: 10; Educação Física: 5 (típica nota de participação). Vergonha? Não. É só pensar que o Romário é como aquele cara que ficava te pedindo cola a aula inteira e nunca te escolhia para o time dele. Freud explica.
O Romário talvez não seja a pessoa mais benquista do futebol, mas até nos acostumamos com seu jeito marrento. Já faz parte da mítica desse craque. Romário está definitivamente acostumado com as glórias, momentos para todos nós inesquecíveis. Está em um estágio que definitivamente não precisa provar nada para ninguém, mesmo assim ele tem uma lista. Estávamos errados em questionar sua lista? Não. Mas é no mínimo muito mesquinho querer diminuir esse momento com asteriscos, poréns, parênteses, colchetes e chaves. Afinal o momento é dele. A postura de paladinos da moral estatística não será suficiente para diminuir seu brilho. Quando Romário converter o gol mil ninguém gritará: Viva Romário! Cabe sim um agradecimento: Obrigado Romário!Obs: Eu não me atreveria a colocar um asterisco depois do 1.000. Romário pode se esquecer dos bons costumes, e todos sabem que asterisco é uma boa rima pobre para...

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